quinta-feira, 22 de outubro de 2026
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Desenrola Tributos registra grande adesão online e facilita regularização de dívidas

Portal da Prefeitura de Dourados para negociação de impostos, taxas e alvarás vencidos supera atendimento presencial, reduz filas na Central do Cidadão e permite negociação de débitos até o dia 30 de outubro sem sair de casa e com descontos de 100% em juros e multas

O Programa de Regularização de Débitos Fiscais “Desenrola Tributos”, criado pela Lei Complementar nº 517, de 28 de maio de 2026, tem registrado grande adesão dos contribuintes por meio da internet desde o início da vigência, em 1º de junho. A possibilidade de negociar e quitar débitos municipais de forma totalmente online vem reduzindo a procura pelo atendimento presencial na Central do Cidadão e facilitando a vida de quem deseja regularizar a situação junto ao município de Dourados.

Com validade até 30 de outubro de 2026, o programa oferece condições especiais para pagamento de tributos vencidos até maio deste ano, incluindo desconto de 100% sobre juros e multas para quem optar pela quitação à vista. Outra vantagem é a possibilidade de parcelamento em até 12 vezes no cartão de crédito, mantendo também o abatimento integral de juros e multas.

A principal inovação do programa é a emissão das guias diretamente pelo Portal CAC (https://cac.dourados.ms.gov.br/), eliminando a necessidade de deslocamentos até a Central de Atendimento ao Cidadão. A facilidade beneficia especialmente contribuintes que residem fora de Dourados, em outros estados ou até no exterior, que agora conseguem resolver todas as pendências tributárias pela internet.

Os resultados da digitalização já aparecem nos indicadores de atendimento. “O tempo médio de espera na Central do Cidadão caiu de 12 minutos, registrado em abril, para apenas cinco a seis minutos em junho”, explica a secretária municipal de Fazenda, Suelen Nunes Venâncio. “Ao mesmo tempo, os atendimentos presenciais reduziram de 4.536 para 3.580 no mesmo período, demonstrando que a demanda foi absorvida pelos canais digitais”, completa.

Segundo a secretária, somente em junho, o Portal CAC emitiu 5.464 guias para pagamento de débitos, das quais 2.128 já foram quitadas. “No atendimento presencial foram emitidas 4.090 guias, com 2.089 pagamentos efetuados, consolidando a internet como o principal canal utilizado pelos contribuintes”, ressalta Suelen Nunes.

O sistema também oferece a possibilidade de simulação de parcelamento por cartão de crédito. Neste primeiro mês de funcionamento, foram registradas 689 simulações e 23 adesões diretas a essa modalidade.

A secretária destaca que a modernização trouxe mais praticidade para a população e eficiência para a administração pública. “É uma facilidade que antes não existia. Hoje o contribuinte pode consultar seus débitos, simular as condições, emitir a guia, parcelar e concluir todo o processo pela internet, sem enfrentar filas. Além disso, reduzimos custos com impressão de boletos e demais despesas operacionais do município”, afirma.

A secretária Suelen Nunes Venâncio destaca que a modernização trouxe mais praticidade para a população e eficiência para a administração pública

Segundo a secretária, a plataforma também resolveu um antigo problema enfrentado por contribuintes que moram fora. “Quem reside fora do município não precisa mais vir a Dourados para regularizar seus débitos de forma parcelada. Todo o procedimento pode ser realizado de forma digital, inclusive para quem possui dívidas referentes a mais de um imóvel, já que o sistema permite parcelamentos individualizados”, explica.

Além da comodidade ao cidadão, a ampliação dos serviços digitais gera economia aos cofres públicos e reduz significativamente o consumo de papel, fortalecendo a política de sustentabilidade adotada pela Prefeitura de Dourados e o compromisso da administração do prefeito Marçal Filho com a modernização dos serviços públicos.

O programa contempla débitos de IPTU, ISSQN (exceto os retidos na fonte), Taxa de Coleta de Resíduos Sólidos, Taxa de Fiscalização de Ocupação de Solo em Vias e Logradouros Públicos e Taxa de Fiscalização de Localização, Instalação e Funcionamento de Estabelecimentos ou Atividades Econômicas. Podem ser negociados débitos vencidos até maio de 2026, inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados, protestados, com exigibilidade suspensa e também aqueles objeto de parcelamentos ativos ou rescindidos.

Os contribuintes podem emitir as guias e aderir ao programa por meio da assistente virtual Doura, disponível no portal da Prefeitura de Dourados, diretamente pelo Portal CAC (https://cac.dourados.ms.gov.br/) ou ainda pelo WhatsApp (67) 99895-0137. Durante a vigência do programa, poderão ser emitidas quantas guias forem necessárias para a regularização dos débitos existentes em nome do contribuinte.

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Pesquisa do Procon aponta redução nos preços médios dos combustíveis em Dourados

Levantamento foi realizado em 40 postos, da cidade e distritos, e identificou, também, variações significativas entre os estabelecimentos

Procon visitou 40 postos de combustíveis em Dourados e nos distritos, na quarta-feira, dia 24. Divulgação/Assecom

A Prefeitura de Dourados, por meio do Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), divulgou nesta quinta-feira (25) o resultado da pesquisa mensal de preços de combustíveis realizado na quarta-feira (24). O levantamento foi feito em 40 postos, na cidade e nos distritos, e comparou os valores praticados para gasolina comum e aditivada, etanol, diesel comum e diesel S10.

Entre os menores preços encontrados, a gasolina comum foi comercializada a R$ 6,59, enquanto o etanol apresentou valor mínimo de R$ 3,59. Já o diesel comum teve menor preço de R$ 6,15 e o diesel S10 de R$ 6,75.

A pesquisa também identificou variações significativas entre os estabelecimentos. Na gasolina comum, a diferença entre o menor e o maior preço encontrado foi de 5,92%. No etanol, a variação chegou a 30,64%. Para o diesel comum, a diferença foi de 23,41%, enquanto o diesel S10 apresentou variação de 15,41%.

Os dados apontam ainda redução nos preços médios em comparação com o mês de maio. A gasolina comum passou de R$ 6,71 para R$ 6,69, registrando queda de 0,29%. O etanol apresentou redução de 2,70%, passando de R$ 4,44 para R$ 4,32. O diesel comum caiu 4,36%, de R$ 7,10 para R$ 6,79. Já o diesel S10 teve redução de 2,34%, passando de R$ 7,25 para R$ 7,08.

O Procon destaca que os consumidores têm o direito de solicitar, no próprio posto de combustível, a realização do teste que verifica o teor de álcool presente na gasolina. O procedimento deve ser realizado por funcionário do estabelecimento na presença do consumidor.

Em caso de dúvidas, denúncias ou reclamações, inclusive sobre eventual aumento injustificado nos preços dos combustíveis, os consumidores podem entrar em contato com o Procon de Dourados pelo telefone (67) 2222-1539, pelo e-mail procon@dourados.ms.gov.br ou registrar manifestação diretamente no portal do órgão, através do link https://procon.dourados.ms.gov.br/index.php?class=ReclamacaoForm

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Interiorização da saúde aproxima pacientes do tratamento ortopédico especializado em Ribas do Rio Pardo

Com mais de 370 procedimentos realizados e pacientes de 40 municípios atendidos, programa fortalece a regionalização da saúde e transforma Ribas do Rio Pardo em referência no cuidado ortopédico

O dia em que Ivanilda chegou a Ribas do Rio Pardo deveria marcar apenas o início de uma nova fase. Aos 67 anos, recém-mudada para a cidade, ela ainda nem havia dormido na casa nova quando sofreu um acidente, em 19 de março, data em que o município celebrava aniversário. O que era para ser recomeço virou dor, cirurgia e uma longa rotina de recuperação.

As fraturas no pé, na tíbia e no joelho mudaram a mobilidade, a rotina e os planos da autônoma. Mas, no mesmo caminho em que encontrou a dor, Ivanilda também encontrou acolhimento. Atendida pelo programa de cirurgias ortopédicas de Ribas do Rio Pardo, ela passou por procedimentos, acompanhamento médico e reabilitação com uma equipe que, segundo ela, fez diferença não apenas pela estrutura, mas pela forma como conduziu cada etapa do tratamento.

“Foi uma experiência muito difícil e ainda não terminou, porque perdi a mobilidade que eu tinha antes. Mas, olhando para como eu estava meses atrás, hoje estou muito melhor, graças a Deus”, relata. Ela destaca o atendimento da ortopedista Maria Helena e do médico Simon, responsáveis pelo tratamento. “Eles têm empatia, se colocam no lugar da gente. São profissionais que amam o que fazem. Eu só tenho gratidão por todo o cuidado que tiveram comigo”.

A história de Ivanilda se soma à de pacientes de várias regiões de Mato Grosso do Sul que passaram a encontrar, em Ribas do Rio Pardo, uma alternativa de atendimento especializado fora dos grandes centros. O município, localizado a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande, tornou-se referência em cirurgias do trauma ortopédico a partir da parceria entre a Prefeitura e a SES (Secretaria de Estado de Saúde), em uma estratégia que reforça a interiorização da saúde pública no Estado.

Equipe médica em ação

Desde julho de 2025, quando os atendimentos foram ampliados, o número de cirurgias realizadas aumentou nove vezes. O programa já ultrapassou a marca de 370 procedimentos e recebeu pacientes de 40 municípios sul-mato-grossenses.

A proposta é reduzir deslocamentos desnecessários para a Capital, ampliar a capacidade de resposta da rede pública e garantir que pessoas vítimas de acidentes ou com necessidade de cirurgia ortopédica tenham acesso mais rápido ao tratamento.

Para o governador Eduardo Riedel, a experiência de Ribas do Rio Pardo mostra o sentido prático da regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul.

“Regionalizar a saúde é fazer com que o atendimento chegue mais perto das pessoas, com qualidade, estrutura e resolutividade. Quando um paciente do interior consegue fazer uma cirurgia especializada sem depender exclusivamente da Capital, nós estamos garantindo dignidade, reduzindo sofrimento e organizando melhor toda a rede pública. Esse é o caminho que Mato Grosso do Sul está construindo: uma saúde mais próxima, mais eficiente e mais humana”, afirma Riedel.

Foi essa rede que também acolheu o editor de vídeo Chrisptofer Mellin, de 36 anos, morador de Bonito. Após sofrer um acidente de trânsito enquanto pedalava para o trabalho, ele teve fraturas graves no tornozelo e no cotovelo direitos. A avaliação médica indicou a necessidade de cirurgia especializada, e o encaminhamento o levou a percorrer cerca de 400 quilômetros até Ribas do Rio Pardo.

A distância, inicialmente, trouxe insegurança. Autista, Chrisptofer conta que estava sozinho e temia enfrentar uma internação marcada por estresse, desconforto e falta de compreensão. O que encontrou, porém, foi o contrário.

“Eu estava sozinho e tinha medo de passar por um estresse muito intenso, mas isso não aconteceu. Toda a equipe me deixou tranquilo e confortável”, afirma. Ele também se surpreendeu com a estrutura encontrada em um município do interior. “Valeu a pena ter viajado tudo isso. Fui muito bem tratado, com uma preocupação genuína não só com meu estado de saúde, mas também emocional”.

O relato evidencia um dos principais desafios da saúde pública em um Estado de dimensões territoriais amplas: fazer com que o atendimento especializado chegue a mais regiões, sem perder qualidade técnica nem cuidado humanizado. Em Mato Grosso do Sul, a regionalização tem sido tratada como uma estratégia para reorganizar fluxos, desafogar unidades de maior pressão e ampliar a capacidade dos municípios na oferta de serviços de média e alta complexidade.

Christopher, paciente em Ribas

Responsável por parte dos atendimentos ortopédicos do programa, a médica Maria Helena afirma que o diferencial do serviço está justamente na combinação entre estrutura técnica, equipe especializada e acolhimento. Segundo ela, o fortalecimento da ortopedia em Ribas do Rio Pardo permitiu ampliar o atendimento para pacientes de diferentes regiões, sem deixar de atender a população local.

“O que construímos em Ribas do Rio Pardo mostra que cidades do interior também conseguem oferecer atendimento especializado e resolutivo. Hoje contamos com diversas subespecialidades da ortopedia e uma equipe preparada desde o acolhimento até o pós-operatório”, explica.

A médica destaca que a consolidação do serviço só foi possível com o trabalho integrado entre centro cirúrgico, gestão municipal e Secretaria de Estado de Saúde. A articulação permitiu organizar os encaminhamentos, ampliar a capacidade de atendimento e dar resposta a casos que exigem intervenção rápida, especialmente em situações de trauma.

Na prática, o programa representa mais do que números. Para quem sofreu um acidente, uma fratura grave ou perdeu temporariamente a autonomia, a cirurgia feita no tempo certo pode significar a diferença entre uma recuperação mais rápida e uma vida marcada por sequelas. Para a rede pública, significa distribuir melhor os atendimentos, aproveitar estruturas regionais e transformar municípios do interior em pontos estratégicos de cuidado.

Em Ribas do Rio Pardo, esse processo tem ganhado rosto, nome e história. Para Ivanilda, é a chance de voltar aos poucos à rotina interrompida no dia da mudança. Para Chrisptofer, é a lembrança de que o atendimento público pode ser técnico, eficiente e sensível às necessidades de cada paciente. Para Mato Grosso do Sul, é um exemplo concreto de como a interiorização da saúde pode sair do planejamento e chegar à vida real.

Entre a dor do acidente e o recomeço da recuperação, pacientes de diferentes municípios têm encontrado em Ribas do Rio Pardo não apenas uma cirurgia, mas cuidado, escuta e a possibilidade de retomar o próprio caminho.

Equipe médica especializada em ortopedia em Ribas

André Lima, Comunicação SES
Fotos: Divulgação/SES

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Frio prossegue nessa quinta-feira com temperatura próxima a zero e geada em algumas regiões

Frio prossegue nessa quinta-feira com temperatura próxima a zero e geada em algumas regiões

A massa de ar polar que sucede a frente fria permanece atuando sobre Mato Grosso do Sul nessa quarta-feira (24) e a tendência é se intensificar amanhã (quinta-feira, 25), com registros de temperaturas próximas a zero grau e ocorrência de geadas em algumas localidades.

A previsão é dos meteorologistas do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Na madrugada dessa quarta-feira a Estação Meteorológica localizada no município de Amambai registrou temperatura mínima de 0,9°C. Geou em regiões do Sul e Sudoeste, como em Iguatemi, onde o céu está sem nuvens.

A massa de ar polar estende-se em uma linha que vai desde Corumbá até Naviraí e cobrindo a região central, o norte e o sudeste do Estado, provocando chuva em abundância. Na região sem nuvens o frio é intenso e está sujeita a ocorrência de geada.

A Iagro (Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal) emitiu Nota Técnica (https://agenciadenoticias.ms.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/Nota-Tecnica-hipotermia-2026.pdf) orientando os pecuaristas sobre os cuidados com o rebanho, já que o frio intenso pode causar perdas de animais por hipotermia.

Qualquer baixa no rebanho em decorrência do frio deve ser informada à Iagro NESSE (https://sisbravet.agro.gov.br/notificacao/publica/registrar) formulário. A temperatura deve continuar baixa nas próximas 48 horas e passa a elevar gradualmente a partir da sexta-feira (26), com as máximas ficando acima de 30°C em algumas regiões já no domingo.

João Prestes, Comunicação Semadesc

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Com atuação de frente fria, Defesa Civil alerta população para queda de temperatura em MS

Com previsão de mudança nas condições atmosféricas em Mato Grosso do Sul, a Defesa Civil do Estado alerta a população para a queda brusca de temperatura a partir das 23h desta segunda-feira (22).

Dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) aponta que o avanço de uma intensa frente fria que deve aumentar a ocorrência de chuvas em grande parte do Estado, com possibilidade de tempestades.

Além da frente fria, a atuação de uma área de baixa pressão atmosférica – com instabilidade, chuvas e temporais – entre o Paraguai e a Bolívia, contribui para intensificar a formação de instabilidades sobre o estado.

O Cemtec informou ainda que nos próximos dias, com o avanço da massa de ar frio, poderá ocorrer o fenômeno das mínimas invertidas, caracterizado pelo registro das menores temperaturas durante a tarde ou noite, e não ao amanhecer, como normalmente ocorre.

Na quarta-feira (24), devido à atuação da massa de ar frio associada à frente fria, ainda há previsão de chuvas e tempestades, especialmente nas regiões centro, norte, pantaneira e nordeste de Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas do Estado, o tempo tende a ficar mais firme, com sol e variação de nebulosidade.

Já na quinta-feira (25), a possibilidade de chuva fica restrita às regiões norte e nordeste do Estado, enquanto o tempo permanece estável nas demais localidades.

Nestes dias, haverá acentuada queda nas temperaturas em todo o Estado, com previsão de mínimas entre 0°C e 2°C, especialmente na região sul, além de valores baixos nas demais regiões. Há potencial para ocorrência de geadas em algumas localidades. Este sistema deverá provocar a onda de frio mais intensa de 2026 até o momento em Mato Grosso do Sul, com potencial para registrar as menores temperaturas do ano.

Também existe a possibilidade de rajas de vento acima de 60 km/h. Nas regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados, as mínimas ficam entre 6°C e 12°C e as máximas entre 13°C e 27°C. Já nas regiões Pantaneira e Sudoeste as mínimas previstas são entre 9°C e 17°C e máximas entre 15°C e 33°C.

E nas regiões Bolsão, Norte e Leste as mínimas são entre 9° e 19°C e máximas entre 15°C e 31°C. Em Campo Grande as mínimas são entre 9°C e 17°C e máximas entre 16°C e 26°C.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto: Álvaro Rezende, Secom/MS

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QUARTETO SUL-MATO-GROSSENSE É CAMPEÃO DA LIGA MARINGÁ DE FUTEBOL SUB-14

Quatro jovens talentos do Mato Grosso do Sul foram destaque na conquista inédita da Liga Maringá de Futebol Sub-14. Os atletas Nathan e Kauan, gêmeos revelados pelo Instituto Semear, de Vila Vargas, e Sheslei e Renan Júnior, de Fátima do Sul, levantaram o troféu representando a equipe da Associação Esportiva Sabáudia (AEDA).

A grande final foi disputada no tradicional Estádio Willie Davids, em Maringá, diante da equipe do Palmeiras, em uma partida marcada pela emoção e pelo alto nível técnico dos jovens atletas.

Durante toda a competição, o quarteto sul-mato-grossense demonstrou garra, determinação e disciplina, contribuindo para a campanha vitoriosa da equipe paranaense e colocando em evidência o trabalho realizado pelos clubes formadores.

A conquista enche de orgulho as comunidades de Vila Vargas e Fátima do Sul, que acompanham o crescimento desses atletas e acreditam no potencial do futebol de base como caminho para novos sonhos e oportunidades.

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COE confirma 15ª morte por complicações da Chikungunya; 11 vítimas eram indígenas

Décima quinta vítima confirmada era um jovem indígena de 19 anos que apresentou os primeiros sintomas da doença no dia 14 de março e faleceu no dia 29 de maio no Hospital Universitário da UFGD; outras 3 mortes suspeitas por complicações da doença seguem em investigação, todas as vítimas eram moradoras da área urbana

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, confirmou nesta sexta-feira (19) que mais uma pessoa morreu morreu em decorrência de complicações da doença. A vítima era um paciente indígena de 19 anos que apresentou os primeiros sintomas da doença no dia 14 de março e faleceu no dia 29 de maio no Hospital Universitário da UFGD. Com mais essa morte, sobe para 15 o número de vítimas fatais em decorrência de complicações da Chikungunya, sendo que 11 delas eram indígenas moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru.

O município ainda tem 3 mortes em investigação, sendo uma mulher de 74 anos, que tinha comorbidades como doença renal crônica e hipertensão arterial e foi internada em 15 de março, com o óbito ocorrendo em 18 de maio; um homem de 71 anos, que tinha o diabetes como comorbidade e foi internado no dia 20 de março, com óbito ocorrendo em 19 de maio; e um homem de 43 anos, que não apresentava comorbidades e foi internado no dia 13 de maio, com o óbito ocorrendo em 26 de maio. De acordo com informações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, os 3 eram moradores do perímetro urbano de Dourados.

O Informe Epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (19) traz o panorama geral da Chikungunya em Dourados, com 9.772 casos notificados, 5.242 casos prováveis, 4.745 casos confirmados, 4.530 casos descartados e 497 casos em investigação. Na Reserva Indígena o cenário epidemiológico aponta 3.151 casos notificados, 2.343 casos prováveis, com 2.184 casos confirmados, 808 casos descartados e 159 casos em investigação.

Os números mostram ainda uma queda acentuada no número de leitos ocupados por pacientes com complicações por Chikungunya. No período mais crônico da epidemia o número de internações variava entre 52 e 58 pacientes e atualmente são 20 pessoas internadas, sendo 14 no Hospital Universitário HU-UFGD, 2 no Hospital Regional, 1 no Hospital Unimed, 2 no Hospital Cassems e 1 no Hospital da Vida.

RECUO DA EPIDEMIA

O 15º obito é confirmado num momento em que a epidemia recua em Dourados com a Curva Epidêmica registrando 194 notificações na 23ª semana de levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde. “O número de focos do mosquito nas fiscalizações realizadas pelos agentes de combate às endemias também tem recuado acentuadamente nas últimas semanas, mas a população precisa manter a vigilância e continuar seguindo as medidas preventivas, sobretudo de combate aos pontos com água parada nos quintais e no interior das residências”, alerta o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também é coordenador-geral do COE.

Na semana 1, quando quando iniciou o monitoramento, foram registradas 19 notificações, com esse número chegando a 16 na semana 2, passando para 32 na semana 3 e ficando em 35 notificações na semana 4. A Semana Epidemiológica 5 registrou 40 notificações, com o número saltando para 72 notificações na semana 6, ficando em 65 na semana 7. A escalada da epidemia começou na Semana Epidemiológica 8 quando foram recebidas 143 notificações, com o volume saltando para 217 na semana 9 e chegando a 358 na semana 10.

Na Semana Epidemiológica 11 foram registradas 791 notificações de casos de Chikungunya em Dourados, com o auge da epidemia ocorrendo na semana 12 com 1207 notificações, recuando para 897 na semana 13 e voltando a subir para 1151 na semana 14. Na semana 15 foram registradas 1068 notificações da doença, com o volume de casos começando a cair a partir da Semana Epidemiológica 16 quando foram registrado 852 notificações, recuando para 621 na semana 17, oscilando para 681 na semana 18, caindo para 399 na semana 19 e ficando, recuando para 244 na semana 20 e subindo para 260 na semana 21. Na Semana Epidemiológica 22 foram 179 notificações, com o número subindo para 194 na semana 23 e ficando em 115 na semana 24, que ainda não foi fechada.

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UEMS abre inscrições para novo curso superior de Licenciatura em Computação

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está com processo seletivo aberto para o seu mais novo curso de graduação: Licenciatura em Computação. A oportunidade é totalmente gratuita, presencial e com aulas no período noturno. O curso é viabilizado pelo programa Prilei (Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial e Continuada de Professores com ênfase na Educação Integral), uma iniciativa do Ministério da Educação amparada pela Política Nacional de Educação Digital.

A oferta ocorre por meio de uma rede de cooperação técnica que une a UFMS (instituição matriz), a UEMS e a UEM. Estão sendo ofertadas 160 vagas no total, distribuídas igualmente (40 vagas para cada localidade) para atender a interiorização do ensino superior:

  • Amambai: 40 vagas;
  • Campo Grande: 40 vagas;
  • Dourados: 40 vagas;
  • Ivinhema: 40 vagas.

O curso terá aulas noturnas de segunda a sexta-feira, com atividades pontuais aos sábado, e tem duração de oito semestre. A carga horária é de 3.240 horas, sendo 330 horas de atividades de extensão. Haverão ainda estágios com práticas obrigatórias integradas com as redes municipais de ensino, englobando a Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II, e Ensino Médio.

Quem pode se inscrever?

O processo seletivo (Edital nº 091/2026 – PROE/UEMS) adota critérios inclusivos e é voltado para os seguintes perfis:

  • Profissionais da Educação: professores e servidores de escolas públicas (auxiliares, assistentes, secretários, técnicos, etc.) que atuam na Educação Básica e não possuem nível superior.
  • Participantes do ENEM: candidatos sem curso superior que tenham alcançado bom desempenho no ENEM nas edições realizadas entre os anos de 2016 e 2025.
  • Concluintes do Ensino Médio: candidatos que já finalizaram o Ensino Médio, cuja seleção utilizará a nota do Histórico Escolar.

Atente-se para: ao se candidatar, o estudante deve enviar um Termo de Compromisso se comprometendo a realizar 1 (um) ano de residência docente na rede pública de ensino receberá uma bolsa financeira por isso e a não desistir da vaga.

Inscrições e cronograma

O período vai até 6 de julho. As inscrições são online e devem ser realizadas pelo site candidato.uems.br. Documentos devem ser enviados com toda a documentação necessária e o termo de compromisso preenchido devem ser encaminhados para o e-mail selecao.prilei@uems.br. O início das aulas está agendado para o dia 27 de julho (2º semestre letivo de 2026).

A estrutura curricular do curso foi desenhada para conectar a computação à realidade escolar contemporânea, capacitando o futuro educador em áreas de grande demanda tecnológica:

  • Inteligência Artificial (IA) aplicada ao contexto pedagógico;
  • Pensamento Computacional e lógica desde a educação básica;
  • Robótica Educacional e Cultura Maker integradas ao currículo;
  • Gamification (uso de jogos digitais como estratégia de ensino);
  • Metodologias Ativas e Tecnologias Digitais.

Para acesso completo ao edital, clique aqui. A página do programa está em PROE/DIND. Dúvidas e informações suplementares podem ser obtidas com a Divisão de Ingresso Discente pelo telefone (67) 3902-2516 ou pelo e-mail dind@uems.br.

Comunicação UEMS
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

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Ressonância no Hospital Regional de Dourados reduz viagens e anos de espera por diagnóstico no SUS

Tecnologia na rede pública amplia o acesso a exames de alta complexidade para pacientes de 34 municípios do Cone Sul

A viagem de Adelina Sales começou quando a maioria das casas ainda dormia. Moradora da zona rural, ela levantou à meia-noite e saiu de casa por volta das três da manhã para conseguir chegar ao Hospital Regional de Dourados quase às sete. O cansaço da estrada se somava a uma espera bem mais longa: havia cerca de quatro anos que ela aguardava a realização de uma ressonância magnética pelo Sistema Único de Saúde.

Em tratamento por causa de artrose no joelho, Adelina já havia passado por consultas, encaminhamentos e até feito um exame anterior fora de Mato Grosso do Sul. Ainda assim, seguia à espera de uma nova avaliação que pudesse ajudar na continuidade do tratamento. A chamada para realizar o exame no HRD representou, para ela, mais do que a marcação de um procedimento. Foi a interrupção de uma espera que atravessou anos.

“Levantamos meia-noite para poder estar aqui. Saímos de casa às três da manhã e chegamos quase às sete. Foi cansativo, mas graças a Deus deu tudo certo”, contou. “A gente mora na roça e ficava esperando, esperando, e nunca saía. Agora saiu, graças a Deus.”

A instalação do primeiro aparelho de ressonância magnética da rede pública no Hospital Regional de Dourados começou a alterar a rotina de pacientes como Adelina, especialmente moradores de cidades do interior, distritos e comunidades rurais. O equipamento entrou em funcionamento no dia 27 de abril e passou a atender a macrorregião do Cone Sul, formada por 34 municípios. Com capacidade estimada para cerca de 500 exames por mês, o serviço diminui a necessidade de deslocamentos para outros centros e aproxima exames de alta complexidade de pacientes que dependem exclusivamente da rede pública.

No caso de Adelina, a mudança não se resume à distância percorrida. O atendimento recebido também ficou marcado em sua memória. Acostumada à vida no sítio, ela relata que nem sempre se sentiu acolhida nos serviços de saúde por ser moradora da zona rural. No Hospital Regional, segundo ela, a experiência foi diferente.

“Tem lugar que parece que a gente é tratada diferente porque é da roça”, desabafou. “Cheguei e já vieram pegar meus documentos, me encaminharam rápido, os médicos atenderam muito bem. Fui muito bem tratada.”

A história de Luciene de Medeiros, moradora de Itaporã, também ajuda a dimensionar o peso da espera por exames especializados no interior. Ela convive com bursite e rompimento dos tendões dos ombros e aguardava uma ressonância magnética desde 2019. O pedido de cirurgia veio em 2023, mas o exame seguia como etapa necessária para a continuidade do tratamento.

“Esse exame que vim fazer hoje já estava esperando há mais de dois anos”, afirmou.

Para quem depende do SUS, a demora em um exame pode significar dor prolongada, dificuldade de trabalhar, perda de mobilidade e adiamento de decisões médicas. A ressonância magnética é fundamental em diferentes áreas, especialmente na ortopedia, por permitir uma avaliação detalhada de articulações, músculos, tendões, ligamentos, coluna e outras estruturas do corpo. Sem o exame, muitos pacientes permanecem em uma espécie de corredor de espera entre a suspeita clínica e a definição do tratamento.

Luciene avalia que a chegada do equipamento ao Hospital Regional pode encurtar esse caminho para outras pessoas que enfrentam o mesmo percurso. “Se depender de pagar, muita gente nunca consegue fazer. Então isso aqui faz diferença demais para a população”, disse. Ela também destacou a estrutura da unidade e o atendimento recebido. “Já é a terceira vez que venho aqui e continuo achando maravilhoso. A estrutura é muito boa e os aparelhos ajudam bastante.”

O aparelho instalado no Hospital Regional de Dourados recebeu investimento de R$ 7,5 milhões da Secretaria de Estado de Saúde. A incorporação do serviço amplia a capacidade diagnóstica da rede pública na região e atende a uma demanda antiga de pacientes que, até então, precisavam esperar por vagas em outras localidades ou enfrentar viagens longas para realizar o exame.

Para o médico João Hoffmann, profissional da unidade, a ressonância magnética tem impacto direto em especialidades que dependem do exame para definir diagnósticos e condutas. Segundo ele, o novo serviço fortalece a ortopedia de alta complexidade, com atendimentos voltados a problemas de coluna, ombro, joelho e lesões ligamentares, além de auxiliar em cirurgias do aparelho digestivo e em outros métodos diagnósticos necessários dentro da rede.

“A ressonância vem para somar à ortopedia de alta complexidade, com atendimentos voltados para coluna, ombro, joelho e lesões ligamentares, além de auxiliar em cirurgias do aparelho digestivo e outros métodos diagnósticos necessários dentro da rede”, explicou.

Na prática, a presença do equipamento em Dourados altera uma etapa decisiva do cuidado em saúde: o tempo entre a dor, a suspeita médica e a confirmação do diagnóstico. Para pacientes do interior, esse intervalo costuma ser atravessado por deslocamentos, custos indiretos, perda de dias de trabalho e dependência de transporte. Quando o exame passa a ser oferecido mais perto, a tecnologia deixa de ser apenas um recurso hospitalar e se transforma em acesso concreto.

Para Adelina, depois de anos esperando, o significado é simples e direto. A ressonância não elimina sozinha a doença nem encerra o tratamento, mas abre uma porta que permaneceu fechada por tempo demais. Entre a madrugada na estrada e a chegada ao hospital, o exame representou uma chance de seguir adiante com mais clareza sobre o próprio corpo e com a sensação de que, desta vez, a espera encontrou resposta.

Juliana França, Comunicação HRD

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Operação inédita destrói 1 tonelada de medicamentos irregulares e reforça combate ao mercado clandestino

Ação da Vigilância Sanitária Estadual contou com apoio da PRF e retirou definitivamente de circulação mais de 20 mil produtos sem regularização junto à Anvisa

A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), por meio da CVISA (Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual), realizou nesta sexta-feira (19), em Dourados, a incineração de aproximadamente uma tonelada de medicamentos e produtos irregulares apreendidos em operações de fiscalização conduzidas em todo o Estado.

A ação, considerada uma das maiores já realizadas no país para destruição desse tipo de produto, ocorreu na empresa de incineração San Cristo e deu destinação final a medicamentos emagrecedores análogos de GLP-1, canetas emagrecedoras, peptídeos utilizados para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira, sem comprovação de procedência e sem registro ou regularização junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O transporte do material de Campo Grande até Dourados contou com escolta da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que também atuou em parceria durante toda a operação, contribuindo para a segurança e integridade da carga até a sua destruição definitiva.

Mais de R$ 15 milhões em produtos apreendidos

Os itens destruídos foram retirados de circulação em ações permanentes de fiscalização realizadas pela Vigilância Sanitária Estadual em centros de triagem e distribuição dos Correios e em transportadoras que atuam em Mato Grosso do Sul.

Somente neste ano, as operações resultaram na apreensão de mais de 20 mil produtos irregulares, entre medicamentos e substâncias comercializadas clandestinamente. O valor estimado do material apreendido ultrapassa R$ 15 milhões.

#PACK: confira os vídeos mostrando a queima dos materiais clicando neste link

De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, a incineração representa a etapa final de um trabalho contínuo de fiscalização e proteção da saúde pública.

“A destruição desses produtos demonstra que medicamentos apreendidos em ações sanitárias não retornam ao mercado. É uma medida que garante segurança à população e reforça o compromisso da Vigilância Sanitária no combate ao comércio ilegal de produtos que podem causar sérios danos à saúde”.

Segundo Pirolo, o volume de apreensões alcançado nos últimos meses demonstra a dimensão do mercado clandestino que atua à margem da legislação sanitária.

“Em poucos meses de operação, alcançamos um volume de apreensões sem precedentes. Trata-se de um trabalho permanente de fiscalização, que busca interromper a circulação de produtos sem qualquer garantia de qualidade, procedência ou segurança para a população”.

Mercado clandestino amplia riscos à saúde

Grande parte dos produtos apreendidos era comercializada por meios não autorizados, como redes sociais, aplicativos de mensagens, marketplaces e outras plataformas digitais, sem qualquer garantia de procedência, armazenamento adequado ou controle sanitário.

Diretor-executivo da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), Serafim Branco Neto alerta que a expansão das vendas por canais não regularizados aumenta significativamente os riscos para os consumidores.

“Nossa principal preocupação são os canais não regularizados, onde muitas vezes não é possível identificar a origem do produto nem verificar as condições adequadas de transporte e armazenamento. Garantir a rastreabilidade desses medicamentos é fundamental para oferecer mais segurança e transparência ao consumidor”.

Canetas emagrecedores foram incineradas nesta sexta

Canetas emagrecedoras exigem acompanhamento médico

Entre os produtos destruídos estão medicamentos utilizados para emagrecimento que exigem prescrição e acompanhamento profissional. A representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia em Mato Grosso do Sul, Bianca Paraguassu, reforça que a aquisição desses medicamentos fora dos canais autorizados pode trazer consequências graves.

“O primeiro e maior risco é a ausência total de controle de qualidade. Esses medicamentos exigem armazenamento e transporte adequados, especialmente porque muitos são produtos biológicos. Quando adquiridos no mercado clandestino, o paciente não tem qualquer garantia sobre a eficácia, a pureza ou a segurança da substância que está utilizando”.

A endocrinologista destaca ainda que medicamentos falsificados ou de procedência desconhecida podem conter substâncias diferentes das informadas na embalagem.

“Em apreensões realizadas em diversas partes do país, já foram identificados produtos que continham desde substâncias sem efeito terapêutico até componentes capazes de provocar reações graves. O paciente busca um resultado rápido, mas pode acabar enfrentando complicações sérias e até mesmo situações de emergência”.

Automedicação e uso inadequado podem causar danos permanentes

Segundo Bianca, mesmo os medicamentos originais exigem acompanhamento especializado para monitoramento de efeitos adversos e ajuste adequado das doses.

“Sem orientação médica, o paciente pode desenvolver náuseas intensas, vômitos, desidratação, além de aumentar o risco de complicações como pancreatite, problemas na vesícula e lesões renais. Outro ponto importante é a perda acelerada de massa muscular e massa óssea, que pode trazer consequências duradouras para a saúde”.

A especialista reforça que o tratamento da obesidade envolve avaliação individualizada e acompanhamento contínuo.

“A medicação pode ser uma ferramenta extremamente importante, mas ela não substitui o cuidado integral com a saúde. O uso seguro passa necessariamente pela avaliação médica, pela prescrição adequada e pela aquisição do produto em estabelecimentos regularizados”.

Medicamentos seriam comercializados de forma irregular no Brasil, podendo causar prejuízo à saúde dos pacientes que os utilizassem

Transparência e proteção da saúde

A realização da incineração também teve como objetivo dar transparência ao trabalho desenvolvido pela Vigilância Sanitária Estadual e demonstrar à população que medicamentos irregulares apreendidos em operações de fiscalização recebem destinação ambientalmente adequada e não podem ser reaproveitados ou comercializados novamente.

Além da destruição do material, a SES reforçou o alerta sobre os riscos da automedicação e da aquisição de medicamentos por canais não autorizados, prática que pode comprometer a saúde dos consumidores e favorecer a atuação de organizações envolvidas no comércio ilegal de produtos sujeitos ao controle sanitário.

A Vigilância Sanitária orienta que denúncias relacionadas à comercialização irregular de medicamentos sejam encaminhadas aos órgãos competentes, incluindo a Ouvidoria do SUS (Disque 136), contribuindo para a retirada desses produtos do mercado e para a proteção da saúde coletiva.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: Victor Arguelho/Vice-governadoria

 

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