A previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) indica que, neste sábado (10), o tempo volta a ficar firme em Mato Grosso do Sul. Mesmo com sol e variação de nebulosidade, neste dia devem ocorrer as menores temperaturas associadas a tal frente fria, com valores entre 2ºC e 5ºC e probabilidade de geada, principalmente na região sul.
“O ar frio deve avançar para todas as regiões do estado, podendo gerar recordes de temperatura mínima em 2024 em alguns municípios e, possivelmente, ser a massa de ar fria mais intensa registrada até agora nesse ano de 2024”, explica o órgão.
Em Campo Grande, os termômetros marcam 7ºC inicialmente e chegam aos 18ºC ao longo do dia. O município de Dourados tem mínima de 3ºC e máxima de 17ºC. Na região Sul, Ponta Porã e Iguatemi amanhecem com 4ºC e atingem máximas de 15ºC e 16ºC, respectivamente.
Em Paranaíba, no Bolsão, a mínima é de 11°C e a máxima de 22ºC; Três Lagoas, na mesma região, o sábado inicia com 9ºC e chega aos 21ºC nos horários mais quentes. No Norte do Estado, Camapuã e Coxim apresentam máximas semelhantes de 22°C, com mínimas respectivas de 8°C e 10°C.
No Pantanal, os valores em Corumbá variam entre 12°C e 20°C, já Aquidauana tem mínima de 6°C e máxima de 19°C. Em Porto Murtinho, na região Sudoeste, as temperaturas iniciam aos 6°C e sobem até 20°C.
Heloisa Duim, Programa de Estágio Supervisionado Foto: Álvaro Rezende
Nesta sexta-feira (9) o tempo em Mato Grosso do Sul deverá ficar instável com o avanço de uma frente fria intensa, a qual pode se tornar a mais severa de 2024. A previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) é de aumento da nebulosidade e incidência de chuvas, acompanhadas por uma significativa queda nas temperaturas.
As temperaturas poderão despencar a níveis incomuns para a época do ano, com mínima esperada de até 5ºC no sul do Estado. Em algumas áreas, esses valores podem ser ainda mais baixos. Já na região pantaneira, a mínima chegar a 8ºC, enquanto a máxima fica em 16°C.
Em Corumbá, os termômetros ficam entre 13ºC e 16ºC, enquanto em Coxim essa variação vai de 12ºC a 19ºC. Já em Paranaíba vai dos 12ºC aos 22ºC e em Dourados dos 5ºC aos 14ºC. Em Ponta Porã a temperatura fica entre 6ºC e 11ºC, enquanto em Campo Grande a variação será de 10ºC de mínima e 15ºC de máxima.
Além das baixas temperaturas, os ventos também devem intensificar, com velocidades entre 40 km/h e 60 km/h, podendo registrar rajadas superiores a 60 km/h. A umidade relativa do ar deve apresentar uma melhora significativa, alcançando índices acima de 60%.
Este fenômeno promete trazer um alívio à umidade do ar, que tem sido um problema em várias regiões, mas também exige atenção para as baixas temperaturas e possíveis impactos nos próximos dias.
Mato Grosso do Sul já registrou 18.940 casos prováveis de Dengue, sendo 15.385 casos confirmados em 2024, de acordo com dados do boletim da 31º semana epidemiológica, divulgado nesta quinta-feira (9). Segundo o documento, 28 óbitos foram confirmados em decorrência da doença e outros 13 estão em investigação.
Nos últimos 14 dias nenhum município de Mato Grosso do Sul registrou alta incidência da doença. Laguna Carapã tem incidência média.
Já os óbitos registrados ocorreram nos municípios de Maracaju, Chapadão do Sul, Coronel Sapucaia, Dourados, Laguna Carapã, Naviraí, Sete Quedas, Amambai, Paranhos, Ponta Porã, Iguatemi, Itaquiraí, Aparecida do Taboado, Mundo Novo, Campo Grande e Bonito. Entre as vítimas, 15 delas possuíam algum tipo de comorbidade.
Vacinação
Ainda conforme o boletim, 68.308 doses do imunizante já foram aplicadas na população-alvo para a vacinação. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 151.339 doses da vacina contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.
A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.
Chikungunya
Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 3.288 casos prováveis, sendo 851 confirmados. Não há óbitos registrados.
A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município.
Com chuva desde a madrugada desta quinta-feira (8), as áreas com incêndios florestais no Pantanal, em Mato Grosso do Sul, tiveram redução da temperatura e em alguns pontos houve o controle e até a extinção das chamas. Nas regiões de Albuquerque, Miranda e Abobral a chuva colaborou para o controle dos focos. Já na fazenda Santa Clara, mesmo com a queda na temperatura e bastante orvalho, o vento continua e é um risco diante da permanência do fogo.
Na fazenda Cáceres a temperatura também caiu e o fogo está controlado. No Nabileque houve queda de temperatura e garoa. O fogo também está controlado na fazenda Tupanceretã, onde um caminhão em chamas provocou o incêndio florestal de grande proporção há duas semanas, atingindo mais de 270 mil hectares. Lá, a temperatura caiu e o tempo está fechado, com indícios de chuva. Uma guarnição do Corpo de Bombeiros ainda atua na região do Porto da Manga.
“Ontem (7) ao meio-dia fez 37,3°C em Corumbá, mas agora [às 10h desta quinta] está 16°C. A última chuva significativa no município aconteceu em 16 de abril, então são praticamente quatro meses de muita seca. Hoje conforme a atualização do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) já são 20 mm acumulados”, explica a coordenadora do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), Valesca Fernandes.
Valesca é meteorologista e está à frente do Cemtec, órgão do Governo de Mato Grosso do Sul vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) que é responsável pelas previsões do tempo diárias, semanais e prognósticos de períodos maiores – como a previsão já em fevereiro deste ano sobre o longo período de seca que seria enfrentado em todo o Estado, em especial na região pantaneira.
O trabalho do Corpo de Bombeiros na quarta-feira (7) foi amplo, dividido em várias localidades. Uma delas foi a região do Salobra, às margens da BR-262 e entre os municípios de Miranda e Corumbá. Ali, atuaram oito equipes de bombeiros de Mato Grosso do Sul, além dos bombeiros do Paraná que auxiliam na Operação Pantanal 2024.
A área onde as chamas eram mais intensas, ao longo de aproximadamente 15 quilômetros, foi onde os trabalhos se concentraram. Com o auxílio da PRF (Polícia Rodoviária Federal), o tráfego de veículos ficou suspenso em ambos os lados da via. Enquanto bombeiros e equipes do Ibama/Prevfogo atuavam para conter as chamas, a rodovia foi tomada por fuligem e fumaça.
“O incêndio florestal no Pantanal sul-mato-grossense atingiu as margens da rodovia. As nossas equipes fizeram a segurança e o combate. Se você precisar trafegar por aqui, muita atenção. Está extremamente perigoso”, explica a tenente-coronel Tatiane Inoue, diretora de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul.
Os ventos fortes na região, acima de 50 km/h, intensificaram a propagação das chamas. A situação climática extrema impossibilitou a atuação das aeronaves no trabalho.
“Para a proteção das pessoas que trafegam na rodovia foi necessário fazer farias interrupções do tráfego. Fizemos o combate direto, com veículos autotanque e com autobomba tanque florestal”, comenta o capitão do Corpo de Bombeiros, Hamad Pereira, que coordenava as equipes em solo.
A força do vento, altas temperaturas e a fumaça muito densa dificultaram não só o combate ao fogo, mas também a respiração da população e dos combatentes, além da visibilidade.
Fumaça encobrindo o solo e impedindo identificação de locais com fogo (Foto: Natalia Yahn)
Combate aéreo comprometido
Cada vez mais os incêndios florestais se intensificam diante da situação climática, cenário que deve persistir nos próximos meses. Fora isso, a intensificação dos ventos é um fator negativo também para o combate aéreo, dificultando todo o trabalho considerado crucial para as equipes em terra no enfrentamento às chamas, que avançam com mais força.
“Estamos em um período mais crítico. Os meses de agosto e setembro são de estiagem que, nesse ano, a tendência é bem mais severa, com baixa umidade relativa do ar, altas temperaturas e a velocidade do vento acima de 50 km/h”, disse a tenente-coronel.
Inoue completa ainda que além das chamas de atingem a vegetação, a fumaça densa também se torna um elemento de perigo muito grande. “As nossas aeronaves ficam impossibilitadas de efetuar aqueles lançamentos de água nas linhas de fogo, porque a fumaça densa não dá visibilidade para os pilotos. Então, nesse momento, todos os nossos combates estão com a equipe de solo fazendo o combate direto”, conclui a oficial sul-mato-grossense.
“Devido ao vento e o incêndio ao norte de Corumbá, a fumaça acabou condensando. Nestes casos a gente tem que voar mais baixo, reduzido. Os aviões de combate a incêndio, nesse momento, não conseguem voar, ficam em solo diante dessa condição. De todo o período que a gente está aqui, talvez esta quarta foi o pior dia, pois juntou esses fatores de vento, temperatura e essa quantidade de fumaça bastante expressiva”, revela Cassius Marodin, piloto que atua na CGPA (Coordenaria Geral de Policiamento Aéreo).
Tenente-coronel e piloto da PM (Polícia Militar) do Estado, Amador Colletes conta que o combate a incêndio exige voo diferenciado e os fatores citados acabam influenciando no voo.
“A alta temperatura, a densidade e a visibilidade, isso tudo é alterado por questões do fogo. Faz com que o piloto tenha que ter uma atenção redobrada, porque voamos um pouco mais baixo e mais lento. Precisamos tomar cuidado com as aves. Isso gera uma maior preocupação. Nós temos as aeronaves de combate e incêndio, também tem o recurso do ‘helibalde’ quando a gente utiliza o helicóptero. Esse tipo de aeronave facilita para chegar próximo a esses pontos de incêndio”, complementa o piloto da PM de Mato Grosso do Sul.
Trabalho contínuo
Com apoio da Força Nacional e de bombeiros de diversos estados do Brasil, o trabalho de combate aos incêndios já completa 129 dias em Mato Grosso do Sul. “Toda a nossa corporação está voltada às atividades no Pantanal. Solicitamos apoio de outras corporações com especialistas porque a nossa área é muito extensa e de difícil acesso”, diz Tatiane Inoue.
Integrantes da Força Nacional, Corpo de Bombeiros de outros estados, Força Aérea Brasileira, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, PrevFogo/Ibama e ICMBio estão entre as diversas agências que estão atuando ao lado das forças sul-mato-grossenses na força-tarefa da Operação Pantanal 2024. O investimento de Mato Grosso do Sul na estrutura de combate ao fogo no bioma passa dos R$ 50 milhões. Já o Governo Federal liberou recentemente R$ 137 milhões.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS Foto de capa: Bruno Rezende
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Nesta semana, os Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul apresentam um novo bloco de modalidades, com handebol e voleibol entrando em cena, tendo disputas nas capital. Com 55 municípios representados, 16 modalidades e mais de 3.500 atletas na faixa etária de 15 a 17 anos, a edição de 2024 tem superado recordes. A competição é organizada pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer) e Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura).
Este ano, os Jogos Escolares da Juventude de MS coincidem com as Olimpíadas de Paris, que ocorrem de 26 de julho a 11 de agosto. A competição escolar sul-mato-grossense, por sua vez, estende-se até 19 de agosto. O esporte escolar e o de alto rendimento caminham juntos, com os jovens atletas dos Jogos Escolares, especialmente os de 15 a 17 anos, representando a futura geração de atletas olímpicos. O incentivo na base é essencial para formar competidores aptos para as Olimpíadas. Em geral, os atletas de hoje são os futuros campeões olímpicos de amanhã.
“As Olimpíadas servem como uma poderosa fonte de inspiração para nossos jovens atletas. Ver os melhores do mundo competindo em Paris motiva nossos estudantes a se dedicarem ainda mais ao esporte. Essa conexão entre os Jogos Escolares da Juventude e as Olimpíadas é fundamental para nutrir o sonho olímpico e fortalecer a base do esporte em nosso estado”, afirma o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda.
Paulo Ricardo Nuñez, diretor-presidente da Fundesporte, ressalta a importância das Olimpíadas como um incentivo para os jovens atletas sul-mato-grossenses: “A dedicação e o talento que observamos nos Jogos Escolares da Juventude nos dão a certeza de que futuros campeões olímpicos podem surgir daqui. Nosso estado tem potencial e, com todo o suporte oferecido pelo Governo do Estado, da iniciação esportiva até o alto rendimento, tenho certeza de que poderemos ver esses atletas brilharem no cenário internacional”.
Atletas de handebol dos Jogos Escolares da Juventude de MS se inspiram nas Olimpíadas de Paris para alcançar novos patamares (Foto: Henrique Kawaminami/Coollab)
Para Karina Quaini, diretora de Gestão de Políticas de Formação Esportiva, a faixa etária de 15 a 17 anos é crucial, pois os atletas estão mais próximos do alto rendimento. “Essa faixa etária é um passo importante para um futuro atleta olímpico. Os jogos têm uma sequência: passamos pela base, que é dos 12 aos 14 anos, e com os atletas de 15 a 17 é onde eles definem se realmente conseguirão chegar ao nível olímpico e se é isso que querem. É uma fase muito importante para o desenvolvimento e o futuro do atleta”.
O professor Ricardo Benítez Florenciano, de 39 anos, que treina a equipe de Ponta Porã desde 2018, destaca a importância do incentivo ao esporte na base. “Se não houver um investimento adequado, com incentivo, não sai nada. Nossos atletas olímpicos vêm da base, então deve haver investimento, não só para os atletas, mas também para os professores. Com apoio, esses meninos se sentem mais motivados para treinar e tentar ser campeões. Os governantes devem ter um olhar atento para isso. Estamos no caminho certo e, através da Fundesporte, podemos melhorar ainda mais. É daqui que saem os futuros campeões olímpicos”.
Danilo Gabriel Ferreira, de 17 anos, atleta de voleibol há três anos em Ponta Porã, fala sobre os momentos de diversão que os jogos proporcionam. “Estou achando tudo muito produtivo e divertido, principalmente na hora do refeitório. Lá, há algumas animações, o pessoal dança. Este é meu último ano, então vou tentar aproveitar ao máximo, porque é uma experiência única que todos querem ter, mas nem todos podem, né? Às vezes, por causa de algumas condições específicas, não há time”.
O atleta ponta-poranense também compartilha suas inspirações olímpicas. “Estou conseguindo acompanhar as Olimpíadas, mas não todas as modalidades. Estava acompanhando natação, vôlei de quadra masculino e feminino, vôlei de areia masculino e ginástica. A ginástica foi muito legal. A Rebeca é excelente. Um atleta que me inspira muito é o Maique Reis, líbero da seleção, embora ele não esteja nas Olimpíadas. Também me inspiro muito no Thales Gustavo, que é um ótimo líbero”.
Os Jogos
A etapa de 15 a 17 anos dos Jogos Escolares foi dividida em bloco de modalidades. De 1º a 5 de agosto, aconteceram as disputas individuais de atletismo, badminton, ciclismo, judô, taekwondo, tênis de mesa, vôlei de praia e wrestling (luta olímpica). O segundo bloco, que começou no dia 5 e segue até 12 de agosto, abrange as modalidades voleibol e handebol, na primeira e segunda divisões. De 12 a 19 de agosto, o terceiro bloco também será dedicado às modalidades coletivas, com basquetebol e futsal. Por fim, de 16 a 19 de agosto, haverá competições de ginástica artística, ginástica rítmica, natação e xadrez.
Os Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul promovem a prática esportiva entre os jovens e garantem classificação dos melhores atletas para a etapa nacional, os Jogos da Juventude, organizados pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil). Neste ano, a etapa nacional ocorrerá de 13 a 28 de novembro, em João Pessoa (PB).
Confira todos os resultados até o momento, calendário de jogos, locais de competição e demais detalhes nos boletins dos Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul nos boletins abaixo:
O Hospital Regional de Cirurgias da Grande Dourados está se preparando para alcançar a certificação de qualidade concedida pela ONA (Organização Nacional de Acreditação), uma das mais respeitadas no país. Com a certificação, o Regional de Cirurgias de Dourados será o terceiro hospital público do Mato Grosso do Sul a obter o reconhecimento da ONA.
Considerada uma das mais importantes do país, a ONA é uma entidade sem fins lucrativos que utiliza padrões internacionais adaptados ao ambiente nacional para aferir a qualidade dos serviços de saúde.
A organização é membro da ISQua (International Society for Quality in Health Care), que atua ao lado de instituições sediadas nos Estados Unidos, Reino Unido, França e Canadá.
“A certificação representará um reconhecimento técnico importante da qualidade e segurança assistencial que realizamos em benefício da reabilitação dos nossos pacientes”, resume o diretor-geral Alex Marques Cruz.
O caminho da certificação envolve conhecimento técnico, infraestrutura e engajamento de todos os profissionais que atuam no hospital. São avaliados mais de 2 mil processos e requisitos internos em todas as dimensões da unidade de saúde — assistencial, administrativa, manutenção, suprimentos, entre outras.
“Já realizamos três ciclos de autoavaliação interna que confirmaram que o hospital está pronto para iniciar o processo de certificação”, afirma a coordenadora da Qualidade do hospital, Amanda Correa.
Certificação da ONA atesta qualidade do atendimento aos pacientes e práticas de gestão.
“Os times de colaboradores de todas as áreas estão engajados e comprometidos, comportamento que é essencial para a certificação”, acrescenta.
Esse trabalho de autoavaliação — e todo o preparo para a certificação — está sendo orientado pela equipe corporativa de Qualidade do Instituto Social Mais Saúde, que faz a gestão do hospital.
De acordo com a gerente corporativa da área, Luciane Oliveira, o hospital já desempenha a Gestão da Qualidade em seus processos de atendimento ao paciente. “Os critérios e requisitos exigidos pela ONA são fortalecidos como prática que já acontecem”, observa.
Basicamente, todas as áreas de um hospital certificado pela ONA são organizadas em torno de um modo de atendimento extremamente rigoroso, em que o paciente é o centro do cuidado — ou seja, a unidade é preparada para oferecer um serviço diferenciado.
“Falando de uma maneira bem simples, por exemplo: tem um jeito certo de fazer a higienização de um centro cirúrgico. Tem um jeito certo de aplicar uma injeção, de fazer uma cirurgia, de identificar e medicar o paciente. Ou seja, todo o funcionamento do hospital tem de acontecer conforme o jeito definido por esse padrão da ONA. É o que acontece nos hospitais certificados”, explica Luciane.
Assim, ela diz, “é possível garantir que o paciente receba um serviço de qualidade e que o hospital possa cumprir seu papel, que é acolher, diagnosticar, tratar e reabilitar o paciente”.
Nas próximas semanas, o hospital vai realizar o lançamento do projeto Rumo à ONA, um movimento que deve contar com a participação de todos os profissionais que atuam na unidade.
“A certificação da ONA vai reposicionar o Hospital Geral de Cirurgias da Grande Dourados na rede pública de saúde, por sua qualidade, eficiente e importância”, avalia Agnaldo Sampietri, diretor de Operações do Instituto Mais Saúde. “E o principal beneficiado desse trabalho é o paciente e seus familiares.”
A expectativa é que o processo de certificação aconteça no início do ano que vem. A avaliação é feita por uma IAC (Instituição Acreditadora Credenciada) validada pela ONA.
A segunda etapa dos Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul teve início no dia 1º deste mês, reunindo mais de 3,5 mil estudantes-atletas, de 15 a 17 anos. Com representantes de 55 municípios, o evento deste ano mostra um crescimento significativo em comparação ao ano anterior, que contou com 2.939 atletas na mesma faixa etária.
Os Jogos são organizados pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) e da Fundação de Desporto e Lazer (Fundesporte).
A participação de atletas de cidades pequenas e distantes do interior do estado gera grande expectativa e empolgação tanto para os atletas quanto para técnicos e chefes de delegação. O esporte desempenha um papel transformador, criando histórias inspiradoras e proporcionando novas oportunidades e experiências.
Chefe da delegação de Coxim e técnico de handebol, Arthur Francisco Ronchi destaca que todos os atletas de Coxim participam de projetos de treinamento da Fundesporte e do município.
“É muito bom porque tira as crianças da rua e as direciona para algo melhor, incentivando a prática esportiva. Participar dos Jogos Escolares motiva ainda mais os atletas. É uma mudança de vida. Muitos jovens, que nunca tinham saído da cidade, agora têm a oportunidade de competir e confraternizar aqui no Centro de Convivência. Recentemente, nos classificamos para o Brasileiro no individual, proporcionando aos nossos atletas a chance de viajar de avião e conhecer outros lugares”.
Eldon Costa de Araújo, de 16 anos, é atleta de voleibol de Coxim e ressalta a importância dessa oportunidade. “Participar dos Jogos é uma maravilha, uma oportunidade incrível. O esporte mudou minha vida, melhorando minha saúde e proporcionando novas oportunidades. É algo que valorizo muito”.
A técnica das equipes de voleibol feminino e masculino de Aquidauana, Dara Rocha, explica que o impacto do esporte vai além das quadras. “Trabalhamos com meninas de periferia, trazendo a responsabilidade e a integração social. Aquidauana tem muitas jogadoras de voleibol, e elas se tornaram referência na categoria de 15 a 17 anos. Estar aqui representa uma grande emoção para todas”.
Para Mirella Massa, atleta de voleibol de Aquidauana, os benefícios do esporte são evidentes em sua vida. “O esporte é meu bem-estar, um lugar para desestressar e cuidar da saúde. Ele me trouxe disciplina, confiança e força de vontade. Participar dos Jogos é uma grande honra e uma oportunidade de mostrar nosso trabalho”.
Cladinei Pedro da Silva, técnico de voleibol de Paranhos, enfatiza o impacto positivo do esporte nos jovens de sua cidade. “Trazer os jovens para Campo Grande é uma experiência enriquecedora, especialmente para aqueles que estão viajando pela primeira vez. Uma ex-atleta, agora estudante de Enfermagem, me disse que participar das competições facilitou muito sua vida acadêmica”.
A atleta de voleibol de Paranhos, Anny Karolainy Jara, ressalta como o esporte contribui para seu bem-estar. “Independentemente de onde eu esteja, o esporte me faz esquecer os problemas. Temos uma ótima estrutura e um técnico dedicado, o que nos proporciona qualidade de treinamento”.
Técnico de handebol de Rio Brilhante, Girress Braga ressalta o apoio da cidade ao esporte. “Rio Brilhante fomenta o esporte em várias modalidades. Os Jogos são o ápice para nossa equipe, e estamos muito felizes e confiantes”.
Para o atleta de handebol de Rio Brilhante, Luís Felipe Ayres, a paixão pelo esporte é evidente. “Nos esforçamos ao máximo, treinando em qualquer condição. Estar nos Jogos representa amor ao esporte e uma grande realização. A estrutura oferecida pela Fundesporte é excelente”.
Karina Lima, Comunicação Setesc Foto: Lucas Castro/Setesc
Mato Grosso do Sul experimentará uma transição significativa nas condições meteorológicas a partir desta quarta-feira (7). Até então, o Estado tem enfrentado dias de sol intenso e temperaturas elevadas, mas a partir de hoje o cenário começará a mudar com a aproximação de uma frente fria.
A previsão é do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), órgão do Governo de Mato Grosso do Sul vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e coordenado pela meteorologista Valesca Fernandes.
Durante o dia, o tempo continuará firme e as temperaturas, que têm se mantido acima da média, variarão entre 18°C e 25°C nas mínimas e entre 30°C e 37°C nas máximas. As regiões sudoeste, pantaneira e norte do Estado experimentarão os valores mais altos, com máximas podendo chegar a 37°C.
Em Campo Grande, a mínima será de 21°C e a máxima de 34°C. “O sistema de alta pressão atmosférica que tem dominado a área ainda atuará, mantendo a condição de tempo seco e quente, com umidade relativa do ar baixa, entre 10% e 30%”, explica Valesca, que completa. “A amplitude térmica, ou seja, a diferença entre as temperaturas máxima e mínima, poderá exceder 20°C em algumas localidades”, conclui a meteorologista.
O dia ainda será marcado por ventos provenientes do norte/nordeste, com velocidades variando entre 40 km/h e 60 km/h, podendo haver rajadas de até 60 km/h. A baixa umidade e o calor intenso continuam a elevar o risco de incêndios florestais.
Chegada do frio
A partir da tarde de quarta-feira e durante a noite, o avanço de uma frente fria começará a influenciar o clima no Estado. Espera-se um aumento na nebulosidade e a possibilidade de chuvas e tempestades, especialmente nas regiões sul, sudeste e sudoeste. A chegada dessa frente fria trará uma queda acentuada nas temperaturas, que deve ser mais clara a partir de sexta-feira (9).
Entre a quinta-feira (8) e o sábado (10), a previsão é de que as temperaturas mínimas caiam para valores entre 6°C e 12°C, com a possibilidade de chegarem a 4°C em algumas áreas da região sul. As condições mais frias serão acompanhadas por um aumento na umidade e chuvas significativas, especialmente nas regiões sul e pantaneira.
Mato Grosso do Sul já registrou 18.902 casos prováveis de Dengue, sendo 15.351 casos confirmados em 2024, de acordo com dados do boletim da 30ª semana epidemiológica, divulgado nesta segunda-feira (5). Segundo o documento, 28 óbitos foram confirmados em decorrência da doença e outros 13 estão em investigação.
Nos últimos 14 dias nenhum município de Mato Grosso do Sul registrou alta incidência da doença. Laguna Carapã tem incidência média.
Já os óbitos registrados ocorreram nos municípios de Maracaju, Chapadão do Sul, Coronel Sapucaia, Dourados, Laguna Carapã, Naviraí, Sete Quedas, Amambai, Paranhos, Ponta Porã, Iguatemi, Itaquiraí, Aparecida do Taboado, Mundo Novo, Campo Grande e Bonito. Entre as vítimas, 15 delas possuíam algum tipo de comorbidade.
Vacinação
Ainda conforme o boletim, 64.919 doses do imunizante já foram aplicadas na população-alvo para a vacinação. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 151.339 doses da vacina contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.
A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.
Chikungunya
Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 3.393 casos prováveis, sendo 848 confirmados. Não há óbitos registrados.
A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município.
A previsão do tempo para os próximos dias indica uma semana marcada por calor intenso e condições secas em todo o Mato Grosso do Sul. Até quarta-feira o tempo segue firme, com sol predominante e variação de nebulosidade. A temperatura deverá se manter acima da média, com valores que podem variar entre 34°C e 37°C, principalmente nas regiões sudoeste, pantaneira e norte do Estado, segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima).
Coordenado pela meteorologista Valesca Fernandes, o Cemtec aponta que a atuação de um sistema de alta pressão atmosférica é a responsável por inibir a formação de nuvens e chuvas, resultando em um ambiente seco e quente. A umidade relativa do ar continua sendo baixa, variando entre 10% e 30%, o que aumenta o risco de incêndios florestais.
A recomendação das autoridades é para que a população evite atear fogo em vegetação ou outros materiais, pois as condições climáticas são propícias para a ocorrência de incêndios.
As temperaturas mínimas esperadas para os próximas dias ficam entre 18°C e 20°C nas regiões sul, leste e sudeste, enquanto as máximas variam entre 30°C e 34°C. Nas regiões pantaneira e sudoeste, as mínimas deverão ficar entre 21°C e 24°C e as máximas entre 35°C e 37°C. Já nas regiões norte e Bolsão, as mínimas ficam entre 19°C e 20°C, com máximas alcançando entre 32°C e 34°C. Em Campo Grande a mínima será de 22°C, com máxima de 32°C.
Além disso, os ventos estarão atuando predominantemente do quadrante norte (norte/nordeste) com velocidades entre 40 km/h e 60 km/h, podendo haver rajadas que ultrapassam os 60 km/h.
Mudanças a partir de quarta
A partir de quarta-feira (7) o cenário meteorológico começará a mudar com a aproximação de uma intensa frente fria. Entre quarta e sexta-feira (9), espera-se um aumento na nebulosidade e probabilidade de chuvas, além de uma queda acentuada nas temperaturas, especialmente na metade sul de Mato Grosso do Sul.
Haverá melhora nos índices de umidade relativa do ar, com as menores temperaturas previstas chegando até aos 4°C. Pontualmente podem ocorrer valores abaixo de 4°C. O ar frio deverá avançar para todo o Estado e não ficar restrito apenas ao sul, fazendo assim com que as míninas variem entre a casa dos 6°C aos 12°C.