sábado, 7 de março de 2026
Saúde

Mato Grosso do Sul e municípios priorizam cirurgias especializadas na aplicação de R$ 14,8 milhões

Recursos da União serão direcionados para procedimentos eletivos em cidades como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e outras regiões do estado

O Governo de Mato Grosso do Sul, em parceria com os municípios, definiu um rol de procedimentos cirúrgicos especializados que serão financiados com recursos da União, por meio do Programa Mais Acesso a Especialistas – Componente Cirúrgico. A iniciativa, aprovada ad referendum pela CIB (Comissão Intergestores Bipartite), foi oficializada pela Resolução nº 745, publicada na terça-feira (24) no Diário Oficial Eletrônico do Estado.

De acordo com o documento, o investimento federal destinado ao estado ultrapassa R$ 14,8 milhões e será aplicado em procedimentos especializados, atendendo demandas reprimidas nas especialidades de cardiologia, neurologia e oncologia. A previsão é que as cirurgias sejam realizadas até 2026.

“A pactuação com os municípios segue as diretrizes do Programa Mais Acesso a Especialistas – Componente Cirúrgico e nos permite organizar a oferta de cirurgias especializadas conforme a demanda reprimida identificada nas regiões. A definição do rol considera critérios técnicos e assistenciais, contribuindo para reduzir filas e garantir maior resolutividade dentro da rede do SUS,” afirmou a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone.

Os hospitais credenciados em diversas macrorregiões do estado – incluindo unidades em Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas – executarão os procedimentos. Entre eles estão histerectomias oncológicas, implantes de marcapasso, angioplastias, mastectomias e ressecções tumorais.

A Resolução detalha ainda os critérios técnicos e operacionais para registro, auditoria e repasse dos valores, que serão feitos de acordo com a produção comprovada nos sistemas de informação do SUS (Sistema Único de Saúde). A operacionalização inclui autorizações específicas e, em casos excepcionais, uso de habilitações temporárias.

Com essa medida, o Estado visa não apenas desafogar as filas de espera por cirurgias, mas também garantir o cuidado integral aos pacientes, conforme preconiza a Política Nacional de Atenção Especializada à Saúde. “Com essa pactuação, conseguimos organizar a rede de forma mais estratégica, priorizando hospitais que já têm condições técnicas de realizar as cirurgias e garantindo que o recurso seja executado com efetividade”, finaliza a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Cristina Segatto Congro.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Hospital Regional de Três Lagoas/Arquivo

Saúde

MS Vacina Mais Dengue: incentivo de R$ 1,9 milhões leva municípios de MS a alcançarem meta nacional

Resolução SES n.º 331 trouxe critérios e fluxo para repasse a cidades que intensificassem vacinação

A campanha estadual MS Vacina Mais Dengue mobilizou todos os municípios sul-mato-grossenses, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal contra a dengue em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Desde o início da vacinação no estado, o público-alvo já recebeu 156.152 doses do imunizante.

Com o montante de R$ 1,9 milhão disponibilizado pelo Governo do Estado por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), foram definidos na Resolução n.º 331/2025 os critérios e o fluxo para intensificação das ações que aumentassem a cobertura vacinal, no período de 27 de janeiro a 25 de fevereiro.

O resultado foi expressivo: 21 municípios atingiram 100% da meta estabelecida, garantindo o recebimento integral da segunda parcela do incentivo. Entre os destaques estão Aparecida do Taboado, Cassilândia, Coxim, Jardim, Batayporã e Eldorado.

Além disso, 14 municípios superaram pelo menos 50% da meta e também foram contemplados com parte do recurso. Cidades como Alcinópolis, Bataguassu e Bonito reforçaram o compromisso com a saúde pública e a proteção das crianças e adolescentes.

Somente no mês da campanha, houve incremento de 35 mil doses aplicadas no público-alvo, com o Estado alcançando as 156,1 doses de imunização. Para garantir o avanço da vacinação, as prefeituras 78 municípios adotaram estratégias como ampliação dos horários de atendimento, vacinação aos finais de semana e ações de busca ativa em comunidades mais vulneráveis.

Repasse

Conforme a Resolução que estabeleceu o MS Vacina Mais Dengue, o pagamento aos municípios foi feito em duas parcelas. A primeira delas somou R$ 945 mil. Já a segunda, R$ 293 mil. Do montante de R$ 1,9 milhão disponibilizado pelo Governo, as secretarias municipais conseguiram bater a meta suficiente para receber R$ 1,3 milhão, como forma de estimular o alcance das metas de imunização.

O gerente de imunização da SES, Frederico de Moraes, destaca que a parceria entre Estado e municípios foi essencial. “Com mais de 156 mil doses aplicadas desde o início da vacinação, fortalecemos a prevenção da dengue e protegemos vidas. A vacinação é uma ferramenta essencial e precisamos manter o ritmo”, afirma.

A SES reforça que a imunização deve continuar sendo oferecida nos municípios e associada às ações de controle do mosquito Aedes aegypti, para reduzir o risco de surtos e casos graves da doença em Mato Grosso do Sul.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Álvaro Rezende

Saúde

Busca ativa por casos de sarampo é intensificada em MS com apoio do Ministério da Saúde

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) está intensificando, em parceria com os municípios, a busca ativa por casos suspeitos de sarampo e rubéola em todo o estado. A ação é voltada especialmente para os profissionais de saúde, que atuam nas ESFs (Estratégias de Saúde da Família), unidades básicas, hospitais, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e diretamente nas residências, com o objetivo de identificar possíveis casos ainda não notificados.

O trabalho segue até 30 de junho em Mato Grosso do Sul e integra a mobilização nacional contra o sarampo e a rubéola, promovida pelo Ministério da Saúde. Iniciada em 17 de maio, ela está inserida nas atividades do ‘4º Dia S de Mobilização Nacional para Busca Ativa de Casos Suspeitos’, celebrado em todo o país no dia 17 de junho.

“Essas buscas ativas estão sendo feita de forma institucional, com a revisão de prontuários nas unidades de saúde; comunitária, com visitas domiciliares; e também laboratorial, revisando exames negativos para arboviroses que apresentem sintomas compatíveis com sarampo. Essa estratégia é essencial para aumentar a sensibilidade da vigilância e reforçar o compromisso de manter Mato Grosso do Sul livre da circulação do vírus”, explica Jakeline Miranda Fonseca, gerente de Doenças Agudas e Exantemáticas da SES.

Um formulário online foi disponibilizado pela SES para que os municípios relatem os resultados obtidos até essa data. Com isso, a partir do início de julho será possível apresentar um panorama dos casos detectados. A mobilização integra os esforços do Brasil para manter o status de eliminação do sarampo e da rubéola, conforme exigido pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde).

De acordo com nota técnica do Ministério da Saúde, não há tratamento específico para sarampo, sendo a vacinação a principal forma de prevenção. A vacina Tríplice Viral, que também protege contra caxumba e rubéola, é gratuita e está disponível em todas as unidades do SUS (Sistema Único de Saúde).

A SES reforça a importância da participação de todos os profissionais da rede e da população no reconhecimento dos sintomas — como febre alta, manchas vermelhas no corpo, tosse seca, coriza, olhos vermelhos e manchas brancas na boca — e na busca precoce por atendimento.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Reprodução Ministério da Saúde

Saúde

Com centenas de máquinas em 4 macrorregiões, MS regionaliza hemodiálise e aproxima atendimento dos pacientes

Um diagnóstico de DRC (Doença Renal Crônica) carrega o peso de uma condição que exige tratamento contínuo. Quando, além disso, o acesso à hemodiálise exige viagens cansativas, longas esperas ou até a mudança para outro município, o desafio se torna ainda maior. Em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado vem reescrevendo essa realidade com uma estratégia concreta de regionalização do cuidado e expansão dos serviços de TRS (Terapia Renal Substitutiva), ancorada no SUS (Sistema Único de Saúde).

“O Plano de ação regional em curso promove não apenas a ampliação do número de máquinas e clínicas, mas também a distribuição equilibrada dos atendimentos pelas macrorregiões do estado, com foco na dignidade do paciente e na resolutividade do tratamento”, explica a Superintendente de Atenção à Saúde Angélica Segatto Congro.

Com incentivos financeiros aos municípios, pactuações regionais e novos serviços previstos até o fim de 2026, todo o trabalho de regionalização distribuído em macrorregiões busca garantir que nenhum sul-mato-grossense com DRC fique desassistido ou precise percorrer longas distâncias até o tratamento.

Paciente utiliza a mesinha de apoio durante a hemodiálise no HRMS — conforto e cuidado em cada detalhe. Foto: Patrícia Belarmino.

“A política pública integra a Linha de Cuidado da Pessoa com Doença Renal Crônica, que organiza o fluxo assistencial e direciona os pacientes para os serviços adequados conforme a macrorregião de origem, reduzindo deslocamentos e ampliando o acesso”, complementa a gerente de Atenção a Doença Renal Crônica, Mara Rúbia da Costa Silva.

Rede estadual de hemodiálise

A Resolução CIB n.º 550, de 9 de dezembro de 2024, formalizou a pactuação do Plano de Ação Regional para a ampliação da Terapia Renal Substitutiva em MS. As medidas previstas para o biênio 2025-2026 abrangem a expansão e descentralização do atendimento em todas as regiões do estado. Entre as principais ações estão:

  • Ampliação de serviços já existentes nos municípios de Aquidauana, Coxim, Costa Rica, Bataguassu, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas;
  • Implantação de novos serviços nos municípios de Maracaju, Jardim e Nova Andradina;
  • Nova habilitação em Campo Grande, com a entrada da clínica Davita Pantanal;
  • Abertura de novo turno de atendimento em Bataguassu.

Com essas iniciativas, o Estado aumentará a capacidade instalada em mais 98 máquinas de hemodiálise, além das 457 máquinas que estão em operação, garantindo maior acesso ao tratamento e ampliando a cobertura para pacientes renais crônicos em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.

Regionalização e incentivo aos municípios

Centro de Nefrologia em Naviraí. Foto: Bruno Rezende.

A regionalização da TRS garante que o paciente com indicação para hemodiálise seja referenciado diretamente para a sua região, conforme pactuado na Linha de Cuidado da Pessoa com Doença Renal Crônica, aprovada pela Resolução nº 69/SES, de 17 de agosto de 2023. Isso contribui para a redução de barreiras geográficas, melhoria no acompanhamento contínuo dos pacientes e acesso mais rápido e humanizado ao tratamento.

Como parte da estratégia para descentralizar e fortalecer o atendimento aos pacientes, o Governo também instituiu incentivos financeiros que visam apoiar diretamente os municípios na oferta e manutenção dos serviços de TRS. A medida foi oficializada por meio da Resolução nº 322.

O repasse contempla tanto os tratamentos de hemodiálise quanto a DPA (Diálise Peritoneal Automatizada), garantindo recursos que ajudam a custear os procedimentos e possibilitam uma rede mais estruturada, estável e acessível à população. Os valores estabelecidos são de R$ 716,12 por mês para cada paciente em tratamento com DPA, além de R$ 45,00 por sessão de hemodiálise, respeitando o limite de até 14 sessões mensais por paciente.

Para assegurar a correta aplicação dos recursos, os dados de produção são conferidos mensalmente pela GADRC (Gerência de Atenção à Doença Renal Crônica), setor responsável por acompanhar a execução dos serviços e autorizar os repasses. A sistemática de monitoramento contribui para maior transparência e eficiência na destinação dos incentivos, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso do Estado com a qualidade do cuidado prestado aos pacientes renais.

A política de incentivo representa um passo decisivo para garantir a sustentabilidade dos serviços ofertados nas diferentes regiões do estado, reduzindo a dependência de centros urbanos e permitindo que mais sul-mato-grossenses tenham acesso digno, contínuo e próximo ao tratamento.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto de capa: Bruno Rezende/Secom

Saúde

Doe a chance de um final feliz: Hemosul homenageia doadores no 14 de junho

A Rede participa da campanha nacional “Um Final Feliz”, que une 18 hemocentros em uma mobilização pela solidariedade e pela vida

Nem todo herói usa capa — alguns estendem o braço e doam sangue. No dia 14 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, uma data dedicada a homenagear quem ajuda a escrever desfechos diferentes para tantas histórias que, sem a doação, poderiam ter terminado cedo demais. Este ano, a data se une à campanha nacional “Um Final Feliz”, reforçando a importância de cada doação para que outras vidas ganhem novos capítulos e recomeços.

Idealizada pelo Instituto Pró-Hemo e promovida pelos Hemocentros Unidos, a campanha foi abraçada por 18 hemorredes estaduais públicas em todo o país, incluindo a Rede Hemosul de Mato Grosso do Sul, que participa ativamente da mobilização. A ação convida a população a assumir o papel principal em histórias reais de superação, onde a doação de sangue representa o ponto de virada para milhares de pacientes que aguardam uma transfusão para continuar lutando.

A campanha tem dois focos principais: reconhecer e valorizar os doadores fidelizados e, ao mesmo tempo, incentivar novas pessoas a se unirem a essa causa essencial. O sangue é insubstituível no atendimento a emergências, no tratamento de doenças e em cirurgias de diversas especialidades — muitas vezes, a transfusão é a única chance de sobrevivência para o paciente.

Nessa época do ano, o inverno costuma trazer desafios extras aos estoques de sangue: as baixas temperaturas, o aumento das doenças sazonais e o período de férias escolares reduzem significativamente o número de doadores. Por isso, iniciativas como essa ganham ainda mais força neste período. “Doar sangue é um gesto de humanidade e empatia. Neste mês, convidamos toda a população a sair da plateia e entrar em cena. O Hemosul está de portas abertas para quem quiser fazer a diferença na vida de alguém”, afirma Marina Sawada Torres, coordenadora-geral da Rede Hemosul.

Para marcar a data com acolhimento e gratidão, as unidades estarão decoradas e quem comparecer para doar receberá pequenos mimos como forma de agradecimento. A campanha valoriza aqueles que já fazem parte dessa corrente solidária e convida novos doadores a estrearem nesse papel transformador.

Junho Vermelho — Criado em 2011 pelo movimento Eu Dou Sangue, o Junho Vermelho é uma campanha nacional que mobiliza a sociedade para a importância da doação voluntária e regular de sangue. O mês ganha ainda mais significado com o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho — data escolhida em homenagem ao nascimento do imunologista austríaco Karl Landsteiner, responsável pela descoberta dos tipos sanguíneos e do fator Rh, marco essencial para a segurança das transfusões. Também é homenageado por lei estadual que incentiva a visibilidade da causa durante todo o mês.

Confira os horários de atendimento da Rede Hemosul neste feriado:

14 de junho – Dia Mundial do Doador de Sangue
• Hemosul Coordenador (Campo Grande): 7h às 17h
• Hemosul Dourados: 7h às 15h
• Hemosul Três Lagoas: 7h às 12h

13 de junho – Feriado de Santo Antônio (Campo Grande):
• Hemosul Coordenador: 7h às 12h
• Hemosul Santa Casa e Hospital Regional: fechados

Doe sangue. Porque toda história merece um final feliz — e esse final pode começar com você. Confira o vídeo da campanha:

Danúbia Burema, Comunicação SES, e Mayra Franceschi, Hemosul
Foto capa: Bruno Rezende

Saúde

SES reforça importância da vacina contra coqueluche diante de aumento de casos no país

A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) alerta para a importância da vacinação contra a coqueluche, especialmente entre gestantes, diante do aumento de casos da doença no Brasil e na região das Américas. O imunizante é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS (Sistema Único de Saúde).

Em 2025, até a Semana Epidemiológica 22 (encerrada em 31 de maio), Mato Grosso do Sul registrou 40 casos confirmados de coqueluche, além de um óbito: um bebê de 1 mês de vida, cuja mãe não recebeu a vacina dTpa durante a gestação. Em 2024, foram 24 casos confirmados no estado, sem registro de óbitos. Atualmente, sete casos seguem em investigação. No Brasil, o ano de 2024 registrou 7.486 casos e 29 mortes, sendo que 95% dos óbitos ocorreram em menores de 1 ano e 82% das mães não haviam sido vacinadas.

“A coqueluche é uma doença respiratória altamente contagiosa e potencialmente grave, especialmente para bebês. A vacinação segue o calendário do SUS: crianças devem receber a vacina Pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforços da DTP aos 15 meses e 4 anos. Gestantes devem ser imunizadas com a dTpa a partir da 20ª semana de cada gestação”, explica a Gerência de Doenças Agudas e Exantematicas da SES, Jakeline Miranda Fonseca.

Ela ressalta que a cobertura vacinal no estado é alta, com índices de 99,82% para a Pentavalente, 99,85% para a DTP e 92,40% para a dTpa adulto. Além dos altos índices de vacinação, a secretaria realiza capacitações para os coordenadores de vigilância epidemiológica e imunização municipais; desenvolve estratégias para ampliar a cobertura vacinal e qualificar a detecção precoce de casos suspeitos.

O alerta em relação à vacinação segue recomendações da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que identificou aumento significativo de casos na América Latina em 2025, com destaque para Colômbia, Equador, México e Paraguai. A Opas reforça a necessidade de vigilância ativa, isolamento dos casos e início rápido do tratamento para evitar a transmissão, principalmente entre crianças pequenas e não vacinadas.

A SES recomenda ainda a quimioprofilaxia dos contatos e seu monitoramento por até 42 dias  período de incubação da doença, além da ampla divulgação de informações à população e aos profissionais de saúde.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Saúde

Dia da Saúde Ocular acende alerta para práticas ilegais em ações oftalmológicas em MS

Neste 10 de Julho, data em que se celebra a Saúde Ocular no calendário do Ministério da Saúde, a SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) reforça a importância do cuidado responsável com a visão. A atenção à saúde ocular exige profissionais qualificados, ambiente adequado, respeito às normas sanitárias e os direitos de consumidores.

Em duas fiscalizações recentes, a Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária da SES em parceria com as Vigilâncias Sanitárias municipais atuou para coibir mutirões de exames visuais irregulares no estado.

Em um município, por exemplo, a fiscalização foi realizada antes do início dos atendimentos, impedindo a continuidade da ação devido à falta de licença para funcionamento; ausência de local adequado; e a vinculação do exame com a venda de lentes de grau – o que é proibido pela legislação federal, devido ao risco de prescrição incorreta de grau em razão do intuito de comercialização de lentes e armações.

Em outros municípios, os atendimentos foram interrompidos durante ações de fiscalização, em razão da ausência de condições mínimas de segurança e higiene necessárias para a realização dos exames, e por vincular a realização do exame visual com a comercialização de lentes de grau e armações.

Matheus Pirolo, gerente de Apoio ao Sistema Estadual de Vigilância Sanitária da SES, ressalta que muitas dessas ações acontecem em locais sem a estrutura adequada, com equipamentos que não são devidamente higienizados ou calibrados, em situação de venda casada e baixa qualidade dos exames e das lentes e armações comercializadas, o que expõe as pessoas a riscos concretos de contaminação e transmissão de doenças, além de lesar direitos do consumidor.

Pirolo reforça ainda que o ideal é que toda pessoa faça uma consulta com um profissional habilitado, em local que tenha alvará sanitário à vista do consumidor, para avaliar a acuidade visual antes de optar pelo uso de óculos.

O gerente orienta também que se desconfie de promessas de preços atrativos e de gratuidades nos exames de vista conjugadas com indicações de óticas ou comercialização de lentes e armações, garantindo assim um atendimento seguro.

“Quando esses cuidados não são tomados pelo consumidor, além do risco sanitário, as pessoas acabam submetidas a atendimentos inadequados, o que pode agravar problemas já existentes ou criar novos, prejudicando a saúde ocular e geral da população, ” destaca Matheus.

Riscos da prescrição inadequada

O oftalmologista Heron Leal Farias alerta: “Usar óculos sem prescrição médica pode parecer uma solução rápida para quem começa a ter dificuldade para enxergar, mas essa escolha pode trazer riscos importantes à saúde ocular e à segurança no dia a dia. Sem passar por uma consulta oftalmológica, é comum que o grau das lentes esteja inadequado, o que pode provocar sintomas como dor de cabeça, tontura, visão embaçada e cansaço visual. Esses desconfortos não apenas comprometem a qualidade de vida, mas também aumentam o risco de acidentes, especialmente ao dirigir ou operar máquinas, atividades nas quais a visão deve estar precisa e confiável”, detalha.

Além disso, complementa, ao pular a avaliação médica a pessoa perde a oportunidade de detectar doenças oculares silenciosas, como glaucoma, catarata ou problemas na retina — e até sinais de doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, que muitas vezes se manifestam nos olhos.

Portanto, usar óculos sem prescrição adequada não é apenas ineficaz — é uma decisão que pode comprometer tanto a saúde ocular quanto a prevenção geral de outras doenças.

A SES reforça que mutirões feitos por empresas ou associações sem fins lucrativos não substituem a consulta oftalmológica em consultório clínico regularizado perante a Vigilância Sanitária local, e informa que realiza ações regulares dentro do programa MS Saúde, com profissionais capacitados e infraestrutura adequada.

“Nosso objetivo é garantir atendimento seguro, responsável e de qualidade para toda a população, sem repercussões indesejadas à saúde ou aos direitos dos consumidores”, finaliza Pirolo. Neste Dia da Saúde Ocular, o alerta é claro: cuidar da visão exige responsabilidade e respeito à saúde pública.

Denúncias de mutirões de exame de vista gratuitos conjugados com a comercialização de lentes de grau e armações podem ser formalizadas de forma anônima para a SES pelo 0800 647 0031 (ouvidoria do SUS) ou pelo email: cvisa@saude.ms.gov.br.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Patrícia Belarmino, Comunicação HRMS
Fotos: Arquivo e Patrícia Belarmino/HRMS

Saúde

Captação de órgãos em Dourados supera 2024, mas recusa familiar ainda preocupa

Conscientização familiar é decisiva para aumentar número de transplantes no município, garantindo que a vontade do potencial doador seja respeitada

A captação de órgãos é feita no Hospital da Vida e em todas as unidades hospitalares de Dourados, Nova Andradina e Ponta Porã com UTI – Foto: Assecom

Dourados já registrou cinco captações de órgãos até o momento em 2025, ultrapassando todo o ano anterior, quando apenas quatro doações foram efetivadas. Apesar do avanço, a recusa familiar permanece alta e ainda representa um grande desafio para aumentar o número de transplantes na região.

Conforme a coordenadora em Dourados da Organização de Procura de Órgãos (OPO), Ludelça Dorneles, um dos fatores que contribui significativamente para a recusa é o desconhecimento das famílias sobre a vontade do potencial doador. “É fundamental que essa conversa aconteça dentro das famílias, porque o desconhecimento gera insegurança e consequentemente negativas”, explica.

Em Dourados, além da conscientização limitada sobre a importância da doação, questões estruturais impactaram o processo. Durante a pandemia, muitos leitos foram destinados exclusivamente à Covid-19, gerando atrasos e dificuldades adicionais. Outro fator importante foi a reforma no aeroporto local, essencial para o transporte rápido de órgãos mais sensíveis, como coração e pulmão.

Esses órgãos precisam ser transplantados em até quatro horas após a captação. Sem o aeroporto operacional, o transporte ficou inviável, causando a suspensão temporária dessas captações na cidade.

A captação de órgãos ocorre em todas as unidades hospitalares da cidade com Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Entre os órgãos captados estão rins, fígado, córneas, pâncreas, coração e pulmão (os dois últimos suspensos devido às dificuldades logísticas). Hospitais de Ponta Porã e Nova Andradina também são de abrangência da OPO Dourados.

Embora tenha capacidade para captação, Ludelça explica que Dourados ainda não realiza transplantes por falta de equipes médicas credenciadas. Os procedimentos são realizados somente em Campo Grande, na Santa Casa e no Hospital do Pênfigo, seguindo listas estaduais para transplante de fígado, córneas e rins, e listas nacionais para demais órgãos.

A OPO realiza um trabalho essencial de acolhimento familiar desde o primeiro momento em que surge a suspeita de morte encefálica. Após a confirmação pelo médico, é a equipe da OPO que se aproxima da família, acolhe emocionalmente os familiares, esclarece dúvidas e informa sobre o direito e a importância da doação de órgãos, respeitando sempre o momento delicado e sensível pelo qual passam os envolvidos.

Para melhorar os índices de doação, a OPO realiza ações educativas contínuas, como palestras em universidades, escolas técnicas, hospitais e empresas. “Fazemos campanhas, ações, mas precisamos intensificar ainda mais a discussão sobre a importância da doação de órgãos”, reforça a Ludelça Dorneles.

Dados das recusas familiares nos últimos anos:

  • 2020: 21 recusas familiares e 8 doações
  • 2021: 4 recusas familiares e 3 doações
  • 2022: 11 recusas familiares e 5 doações
  • 2023: 19 recusas familiares e 7 doações
  • 2024: 16 recusas familiares e 4 doações
  • 2025: até o momento, 5 doações realizadas

Cenário Nacional

Em nível nacional, o Brasil realizou 30,3 mil transplantes em 2024, atingindo um recorde histórico, porém ainda há 78 mil pessoas na fila de espera. Mais de 90% dos transplantes no país são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os transplantes mais realizados são os de córnea, rim, medula óssea e fígado.

Especialistas orientam que as famílias conversem antecipadamente sobre o desejo de doar órgãos, garantindo que a vontade do potencial doador seja respeitada. Informar-se sobre o tema é essencial para salvar vidas.

Saúde

MS completa 10 anos sem casos de febre amarela humana e mantém alerta com vacinação

Mato Grosso do Sul segue sem registrar casos confirmados de febre amarela humana desde 2015, mesmo diante do aumento da circulação do vírus no país em 2025. No mesmo período, o estado avançou na cobertura vacinal, alcançando 86% em 2024 — o melhor índice dos últimos cinco anos, embora ainda abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

De 2020 até maio deste ano, 42 casos suspeitos da doença foram notificados em 20 municípios sul-mato-grossenses, todos descartados após investigação laboratorial. “Esse monitoramento contínuo é fundamental para manter o controle da doença no estado”, explica a gerente de Doenças Endêmicas da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Jéssica Klener. Ela destaca ainda a importância da vigilância ativa, principalmente em regiões de fronteira, como Corumbá e Ponta Porã.

A febre amarela voltou a acender o alerta nacional em 2025, com mais de 220 casos confirmados e 89 mortes nas Américas até o fim de maio — um aumento de mais de 800% em relação ao ano anterior. Segundo a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), quase todos os infectados neste ano de 2025 e no anterior não estavam vacinados. Diante desse cenário, o reforço da vacinação é uma das principais estratégias de prevenção.

Foto: Bruno Rezende.

“A vacina é segura, gratuita e a principal forma de proteção contra a febre amarela. Temos avançado na cobertura, mas ainda precisamos atingir a meta e manter a população protegida”, reforça Frederico Moraes, gerente de Imunização da SES.

A vacina é recomendada para pessoas de 9 meses a 59 anos. Quem ainda não se vacinou deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima para atualizar a caderneta, conforme o calendário do PNI (Programa Nacional de Imunizações).

Além da imunização, a SES mantém ações de vigilância entomológica, monitoramento de epizootias (morte de primatas não humanos) e orientação permanente aos municípios para notificação imediata de suspeitas, considerando que a vacinação garante imunidade vitalícia, sendo um dos pré-requisitos para casos suspeitos a não vacinação.

“A educação em saúde é uma das estratégias mais eficazes para promover a prevenção, fortalecer a autonomia da população e construir comunidades mais conscientes e resilientes diante das ameaças à saúde coletiva”, enfatiza a Coordenadora de Saúde Única da SES, Danila Frias.

“Acreditamos que a educação é uma ferramenta essencial na prevenção de doenças como a febre amarela. Por isso, desenvolvemos materiais instrutivos, que têm sido fundamentais para levar informação clara à população e combater mitos, como a ideia equivocada de que os primatas transmitem a doença. Nosso objetivo é fortalecer a consciência coletiva de que a verdadeira proteção está na vacina”, completa.

Febre Amarela (FA) é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida por mosquitos, com dois ciclos de transmissão: silvestre (vetores: Haemagogus e Sabethes) e urbano (Aedes aegypti e Aedes albopictus). Os sintomas incluem febre de início súbito, dores no corpo, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, náuseas e vômitos, fadiga, fraqueza e, nos casos mais graves, podem evoluir para complicações fatais.

Ao perceber esses sinais, é preciso procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima para avaliação do quadro clínico e tratamento adequado.

Monitoramento constante

No ciclo silvestre da febre amarela, os PNH (Primatas Não Humanos) são considerados como sentinelas, ou seja, o adoecimento ou morte desses animais podem estar relacionados com a circulação do vírus da febre amarela em áreas silvestres. Considera-se o PNH doente, o animal que apresenta movimentação lenta, segregação do grupo, ou imobilidade no solo, perda de apetite, desnutrição, desidratação, entre outros.

O comportamento anormal ou óbito destes animais deve ser imediatamente comunicado às autoridades sanitárias, para subsidiar a investigação e tomada de decisões de prevenção e controle.

“O objetivo da vigilância epidemiológica é detectar antecipadamente a presença do vírus, aplicando as medidas de prevenção e controle, reduzindo a transmissão da febre amarela silvestre e urbana”, finaliza a responsável pela Gerência de Zoonoses da Ses, Melissa Amin.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto capa: Agência Brasil

Saúde

MS amplia teste do pezinho gratuito pelo SUS e passa a detectar mais de 40 doenças em recém-nascidos

Com exame simples e feito entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, Estado se antecipa ao cronograma nacional e oferece triagem ampliada como parte do Projeto Bem Nascer MS

Mato Grosso do Sul passou a integrar o seleto rol de estados brasileiros que oferecem gratuitamente a versão ampliada do teste do pezinho, para rastrear dezenas de doenças congênitas, genéticas e metabólicas em recém-nascidos. O exame, simples, gratuito e obrigatório pelo SUS (Sistema Único de Saúde) continuará sendo realizado entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê e poderá salvar ainda mais vidas ao permitir o diagnóstico e o tratamento precoce de um rol que passa de 7 para mais de 40 patologias.

A ampliação faz parte do Programa Estadual de Triagem Neonatal, vinculado ao Projeto Bem Nascer MS, publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (3) por meio da Resolução n.º 381, e representa um salto importante na política de proteção à infância. Até então, o teste básico contemplava sete doenças conforme o PNTN (Programa Nacional de Triagem Neonatal). Com a nova etapa, o rol passa a incluir condições como atrofia muscular espinhal, imunodeficiências primárias, galactosemias e diversos distúrbios metabólicos.

Para a gerente de Atenção à Saúde da Criança, Cristiana Schulz, o avanço reforça o compromisso do Estado com a saúde neonatal: “Esse é um passo muito importante. Com o diagnóstico precoce, conseguimos iniciar o tratamento antes que a criança apresente sintomas ou desenvolva complicações. Isso significa mais qualidade de vida, menos sofrimento e, em muitos casos, a chance real de salvar vidas”, destaca.

As amostras são analisadas pelo IPED/APAE de Campo Grande, laboratório de referência habilitado pelo Ministério da Saúde, responsável também pelo acompanhamento multiprofissional dos casos alterados, com atendimento especializado que envolve endocrinologistas, geneticistas, pediatras, psicólogos, nutricionistas, entre outros profissionais.

Atualmente, cerca de 3 mil testes são realizados por mês em Mato Grosso do Sul. A Secretaria de Estado de Saúde garante o repasse mensal de recursos ao serviço de referência para manter a ampliação da triagem neonatal nos 79 municípios.

Junho Lilás mobiliza famílias sobre a importância do teste do pezinho

Durante o mês de junho, o Governo de Mato Grosso do Sul intensifica a campanha Junho Lilás, uma mobilização especial para reforçar a importância do teste do pezinho, exame gratuito e obrigatório que pode detectar precocemente diversas doenças graves nos primeiros dias de vida do bebê. Essa iniciativa tem como objetivo principal levar informação clara e direta às famílias, destacando que o teste deve ser realizado entre o 3º e o 5º dia após o nascimento.

Com o lema “O primeiro passo é o mais importante”, a campanha estadual enfatiza que o teste do pezinho é um procedimento simples, rápido e indolor, disponível em todas as UBSFs (Unidades Básicas de Saúde da Família) e maternidades cadastradas no SUS. Além disso, as peças informativas elaboradas pela campanha esclarecem dúvidas frequentes dos pais e responsáveis, detalham o passo a passo da coleta e alertam sobre os riscos de sequelas permanentes caso o diagnóstico seja feito de forma tardia.

O Junho Lilás também celebra o Dia Nacional do Teste do Pezinho, comemorado em 6 de junho, reforçando o compromisso com a saúde neonatal e o direito de toda criança a um começo de vida saudável e com qualidade. A realização precoce do exame pode prevenir complicações sérias, promovendo intervenções médicas eficazes e aumentando as chances de desenvolvimento pleno dos recém-nascidos.

Por isso, a campanha convoca todas as famílias sul-mato-grossenses a priorizarem a realização do teste do pezinho dentro do prazo indicado, garantindo que seus filhos recebam o cuidado e a atenção que merecem desde os primeiros dias de vida.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Agência Brasil

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