sábado, 7 de março de 2026
Saúde

MS Vacina Mais Sarampo: força-tarefa do Governo amplia combate à doença

Dose zero estará disponível em todo o Estado para crianças de 6 a 11 meses, e também promoverá a atualização vacinal para não vacinados de 12 meses a 59 anos, com Dia D em 30 de agosto

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), publicou a Nota Técnica nº 05/2025, que institui a campanha emergencial de intensificação contra o sarampo em todo o Estado. A ação foi motivada pelo risco de reintrodução do vírus devido ao aumento de casos em países vizinhos e pela declaração de emergência de saúde pública na Bolívia, que já registra 269 casos confirmados. No Paraguai também foram notificados casos da doença.

Conforme a nota datada desta segunda-feira (18), a campanha “MS Vacina Mais: Sarampo” será realizada entre 18 e 31 de agosto de 2025, com Dia D de mobilização em 30 de agosto (sábado), abrangendo todos os 79 municípios. A estratégia inclui a aplicação da dose zero para bebês de 6 a 11 meses, além da vacinação seletiva de pessoas de 12 meses a 59 anos sem histórico vacinal ou com esquema incompleto.

Foto: Agência Brasil

Também estão previstas ações de sensibilização e capacitação, como os seminários “Imersão em Sarampo” em Dourados (28/08) e Ponta Porã (29/08), voltados para equipes de saúde.

Segundo Frederico Moraes, gerente de Imunização da SES, a mobilização busca reduzir o risco de circulação do vírus no estado. “O objetivo é interromper qualquer possibilidade de transmissão, vacinando o público-alvo no menor tempo possível, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade”.

Nesta segunda-feira, a Coordenadoria de Imunização da SES esteve reunida via web com representantes das imunizações de todos os municípios do Estado, com o intuito de fornecer orientações sobre a campanha.

Importância da adesão

Secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone reforça que a participação da população é determinante para o sucesso da estratégia. “A vacinação é a principal forma de prevenção. É fundamental que todos verifiquem sua situação vacinal e procurem o serviço de saúde para se proteger e proteger a comunidade”, reforça.

O plano estadual segue as recomendações do Ministério da Saúde, que alerta para o aumento de casos em países vizinhos e em outras regiões do mundo. Em Mato Grosso do Sul, até a semana epidemiológica 32, foram registrados 29 casos suspeitos, dos quais 25 já foram descartados e 4 seguem em investigação.

Confira a íntegra da nota técnica sobre a campanha MS Vacina Mais: Sarampo clicando aqui.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Fotos: Helton Davis

 

Saúde

Saúde capacita médicos para consolidar acupuntura na rede pública em Mato Grosso do Sul

Médicos da Atenção Primária à Saúde em Mato Grosso do Sul participam, entre os dias 14 a 17 de agosto, das aulas práticas do Curso de Acupuntura, promovido pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) por meio da área técnica das PICS (Práticas Integrativas e Complementares em Saúde). O treinamento será na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.

A formação, ofertada no modelo híbrido (presencial e remoto) pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e Ministério da Saúde, é fruto de parceria entre a SES e a UFMS.

O curso tem como foco capacitar profissionais da rede pública, especialmente médicos lotados em Unidades de Saúde da Família, para aplicar a acupuntura como ferramenta de cuidado integral, humanizado e preventivo. A técnica milenar, reconhecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde), vem sendo utilizada no controle da dor crônica e na promoção da qualidade de vida.

Práticas integrativas
A responsável pela área técnica das PICS na SES, Patrícia Mecatti Domingos, explica que a formação integra uma estratégia de saúde pública. “O investimento na Medicina Integrativa tem se tornado cada vez maior como opção para redução da dor crônica e desmedicalização dos usuários do SUS”, detalha. De acordo com ela, MS vem atuando ativamente para que, até 2027, 70% dos municípios tenham ao menos uma prática integrativa disponível para a população.

Serviço

O evento será na Cidade Universitária UFMS, situada na Avenida Costa e Silva – Pioneiros, MS, 79070-900, Campo Grande /MS – INISA (Instituto Integrado de Saúde).

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Reprodução Senado Federal 

Saúde

Mato Grosso do Sul adota aplicação da ‘dose zero’ contra sarampo para reforçar proteção em bebês

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), vai implementar a aplicação da chamada dose zero contra o sarampo para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, seguindo recomendação do Ministério da Saúde. A medida preventiva se soma às ações já em curso no Estado, que mantém bloqueios vacinais e vigilância ativa para evitar a reintrodução do vírus.

De acordo com a Nota Técnica nº 49/2025-DPNI/SVSA/MS, a dose zero não substitui as vacinas previstas no calendário de rotina – aos 12 e 15 meses – e não é contabilizada para fins de cobertura vacinal, funcionando como uma proteção adicional. A aplicação será adotada em todos os municípios de Mato Grosso do Sul, considerados área de maior vulnerabilidade para circulação do vírus, especialmente por conta da fronteira internacional.

O documento também orienta que a imunização deve ser intensificada não apenas entre as crianças, mas também com atualização do esquema vacinal de adolescentes, jovens e adultos, com atenção especial a pessoas oriundas de outros países. Além disso, traz recomendações específicas para vacinação de pessoas com APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca), que devem receber versões da vacina sem o componente alergênico.

“A inclusão da dose zero é uma estratégia fundamental para criar uma barreira imunológica antes mesmo da idade prevista no calendário de rotina. Isso nos dá mais segurança para proteger bebês que estão em fase de maior vulnerabilidade, especialmente em um cenário de risco aumentado pela proximidade com áreas onde há circulação do vírus”, explica Frederico Moraes, gerente de Imunização da SES.

Web-reunião com municípios

Na sexta-feira (8), a SES realizou uma reunião virtual com coordenadores municipais de imunização para alinhar a operacionalização da dose zero, além de apresentar o informe técnico da Rede de Frio.

O encontro serviu para esclarecer orientações, definir fluxos de registro das doses e reforçar o papel dos municípios na intensificação da vacinação e no bloqueio rápido de casos suspeitos.

Diante do avanço da doença no país vizinho, a SES iniciou recentemente reuniões semanais com o PNI (Programa Nacional de Imunizações), coordenadas pelo Ministério da Saúde, para alinhar estratégias de contenção, com foco especial nas áreas de fronteira.

Desde os primeiros casos confirmados na Bolívia neste ano e o risco real de reintrodução do vírus, o Governo do Estado, por intermédio da SES, intensificou as ações de bloqueio, com foco nas regiões de Corumbá e Ladário. Nessas localidades, estão sendo realizadas campanhas de vacinação, bloqueio vacinal, busca ativa de sintomáticos e ações educativas, em parceria com o Ministério da Saúde e secretarias municipais.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Fotos: Rede de Frio

Saúde

Com período de maior atividade dos escorpiões, SES de MS monitora avanço dos acidentes e reforça atendimento

A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) alerta para o início do período com maior atividade de escorpiões no Estado. Com a elevação das temperaturas e o aumento da umidade, os meses de agosto a novembro costumam concentrar o maior número de acidentes registrados anualmente.

Só em 2025, já foram notificados 3.436 casos até julho, número que tende a crescer nas próximas semanas.

“Os acidentes com escorpiões apresentam uma sazonalidade bem marcada. Durante os meses frios, os casos costumam diminuir. Mas, com o fim do inverno e o início do calor, como agora em agosto, começamos a observar um aumento nos registros. Isso se deve a fatores ambientais, como o aumento da temperatura e da umidade, que favorecem a atividade dos escorpiões, especialmente por ser também o período reprodutivo desses animais”, explica o biólogo Isaías Pinheiro.

Nos últimos cinco anos, o Estado registrou um crescimento contínuo nas notificações. Em 2020 foram 2.952 ocorrências, enquanto em 2023 esse número chegou a 5.303. Campo Grande lidera as estatísticas, seguida por Três Lagoas e Dourados.

Crianças concentram os casos graves

Ação educativa da SES sobre o risco de animais peçonhentos.

Embora a maioria dos acidentes seja de baixa gravidade, o perfil dos casos mais severos acende o alerta: 60% dos registros graves envolvem crianças menores de 10 anos.

“Infelizmente, já tivemos a perda de duas crianças recentemente, o que reforça a importância de mantermos a vigilância ativa e o apoio técnico aos municípios durante este período crítico. Estamos constantemente reforçando a estrutura da rede hospitalar com a disponibilização do soro antiescorpiônico, que está disponível em unidades de referência de todas as regiões, garantindo atendimento rápido e adequado em casos graves”, destaca Karyston Adriel, coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental da SES.

Soro em 67 cidades

Foto: Arquivo.

Atualmente, o soro antiescorpiônico está disponível em unidades hospitalares de 67 municípios sul-mato-grossenses, preparado para atendimento de casos moderados e graves.

A rede inclui hospitais estratégicos como o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, além de unidades em cidades com alta incidência, como Três Lagoas, Corumbá e Dourados. Confira a lista completa das unidades clicando aqui.

A SES mantém ainda canais como o Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica), que oferece orientações técnicas à população e aos profissionais de saúde em casos de acidentes com animais peçonhentos.

Monitoramento contínuo e informação técnica

O acompanhamento dos casos é feito pela Vigilância em Saúde Ambiental, com base em notificações do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Além dos escorpiões, o órgão também observa o comportamento sazonal de outros animais peçonhentos, como cobras e abelhas, que também intensificam sua atividade nos meses mais quentes.

“Aqui no Mato Grosso do Sul, temos dois tipos principais de escorpião-amarelo. Um deles é menos perigoso, mas o outro — o Tityus serrulatus — pode causar acidentes graves e até levar a óbito, especialmente em crianças. O Estado trabalha com um modelo de vigilância contínua e descentralizada. É importante entender que não é possível erradicar a população de escorpiões, mas podemos reduzir os riscos por meio da educação ambiental e de práticas preventivas simples”, completa Isaías Pinheiro.

Dentre as práticas recomendadas, estão:

  • Manter camas afastadas das paredes;
  • Não deixar cobertores encostando no chão;
  • Verificar lençóis, embaixo das camas e roupas antes de usá-las;
  • Fechar bem os ralos e tampar pias e tanques;
  • Evitar o acúmulo de entulho e materiais que possam servir de abrigo;
  • Controlar a presença de baratas, que são alimento para escorpiões — o que pode ser feito com dedetização periódica (a cada 3 a 6 meses).

Danúbia Burema, Comunicação SES
Fotos: Helton Davis/SES

Saúde

Prefeitura abre campanha Agosto Lilás nesta sexta-feira

Café com a Rede de enfrentamento à violência contra a mulher celebra 19 anos da Lei Maria da Penha e marca início da campanha em Dourados

Para celebrar os 19 anos da Lei Maria da Penha, a Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social promove nesta sexta-feira (08), um café da manhã com a Rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Será a partir das 9 horas, no Centro de Atendimento a Mulher em Situação de Violência Doméstica – Viva Mulher, na Vila Mari.

O evento abre a programação do Agosto Lilás, campanha anual, realizada durante o mês de agosto e que marca o aniversário da Lei Maria da Penha (7 de agosto).

Para a secretária municipal de Assistência Social, Shirley Flores Zarpelon, o Café com a Rede de enfrentamento à violência contra a mulher será um momento único para solidificar a política da mulher em Dourados. “Hoje, contamos com um serviço especializado Viva Mulher, com equipe técnica composta por psicóloga e assistente social que atendem a todas as pessoas que chegarem lá”, diz.

Shirley cita também a lei que instituiu em Dourados a Patrulha Maria da Penha. “É uma força que já vem contribuindo no atendimento à mulher vítima de violência, com mais segurança”, considera, mencionando ainda o apoio que a Secretaria dá caso a mulher precise ser abrigada, ou mesmo enviada para outro município ou estado. “Nós fazemos todo o encaminhamento com rapidez, visando a total proteção”, assegura.

A campanha Agosto Lilás busca informar a população sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, incluindo a física, psicológica, moral, patrimonial e sexual. Além disso, visa divulgar os canais de denúncia, como o Disque 180 e o 190, e promover a conscientização sobre a importância de combater a violência de gênero em todas as suas formas.

Em Dourados, durante todo o mês serão realizadas palestras, como forma de envolver a população e conscientizar para o enfrentamento a violência contra a mulher. As palestras serão ministradas nos Centro de Referência de Assistência Social (Cras), nos bairros, distritos e aldeias indígenas.

PALESTRAS

As palestras deste mês, com o tema “prevenção a violência doméstica” seguem o cronograma:

Dia 20, 8h, Cras Canaã

Dia 20, 9h, Escola Pai Chiquito, Vila Vargas

Dia 21, 9h, Cras Vila Vargas

Dia 21, 8h, Cras Cachoeirinha

Dia 27, 8h, Cras Indígena

Dia 28, 8h, Cras Parque do Lago

Dia 28, 8h, Cras Jóquei Clube

Saúde

Governo qualifica profissionais de saúde e intensifica vacinação para barrar avanço do sarampo em MS

Dando continuidade às ações anunciadas para reforçar a vigilância nas regiões de fronteira, o Governo de Mato Grosso do Sul inicia na quinta-feira (24) uma série de atividades estratégicas frente ao avanço do sarampo na região das américas. O pacote de medidas inclui a capacitação de profissionais em Campo Grande, Corumbá e Ladário, além de um Dia D de mobilização para vacinação, que acontece no sábado (26) em Corumbá e Ladário, divisa com a Bolívia, país que enfrenta surto da doença.

De 24 a 26 de julho o Encontro Técnico-Científico “Imersão sobre Sarampo: Aspectos clínicos, epidemiológicos, imunização e diagnóstico” marca mais uma etapa da mobilização frente à emergência sanitária declarada pela Bolívia.

A programação, organizada em parceria com o Ministério da Saúde e as secretarias municipais de saúde, inclui palestras, oficinas e rodas de discussão com representantes de áreas técnicas como imunização, vigilância epidemiológica, diagnóstico laboratorial e manejo clínico. Os encontros acontecem no auditório do Sebrae, em Campo Grande, e na Unicesumar, em Corumbá.

Segundo o gerente de Imunização da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Frederico Moraes, a capacitação visa preparar as equipes para uma resposta rápida e coordenada diante de casos suspeitos, além de qualificar o registro de dados vacinais e fortalecer a confiança da população nas campanhas de imunização.

“Estamos vivendo um momento em que o risco é real, principalmente nas regiões de fronteira. Por isso, é essencial garantir que nossas equipes estejam preparadas, tanto na parte técnica quanto no diálogo com a sociedade. A vacina é segura, eficaz e gratuita, e precisa chegar a todos que estão com o esquema vacinal incompleto ou desatualizado”, afirma Frederico.

Dia D de Vacinação mobiliza população em Corumbá e Ladário

Além da atualização técnica de profissionais da saúde pública, o evento inclui uma grande mobilização comunitária em Corumbá no sábado (26), com o Dia D de Vacinação contra o sarampo, no Centro Poliesportivo Municipal. Em Ladário a vacinação ocorrerá no Coreto Central também no dia sábado (26).

A ação visa mobilizar a população para atualizar a caderneta de vacinação, com foco especial nas crianças e trabalhadores da saúde. A tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — está disponível gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e é a forma mais eficaz de evitar que o vírus volte a circular no território sul-mato-grossense.

A SES orienta que todas as pessoas compareçam com documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação. A tríplice viral é indicada para crianças a partir dos 12 meses e adultos até 59 anos, de acordo com o calendário vacinal e situação individual de cada paciente.

Alerta de surto

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e potencialmente grave e o Brasil recebeu a recertificação de país livre do sarampo em novembro de 2024. No entanto, a circulação do vírus em países vizinhos tem reacendido alertas das autoridades sanitárias. Em junho de 2025, a Bolívia declarou emergência sanitária devido ao surto de sarampo que vem enfrentando. Dessa forma ações na região da fronteira são importantes, em virtude do alto fluxo populacional entre os países. Além disso, a realização de ações coordenadas pode contribuir na prevenção da doença.

Na última sexta-feira (18), a SES, por meio da Coordenação de Imunização e do CIEVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), emitiu um alerta aos serviços de saúde do estado com foco na região de fronteira. Desde então, já foram intensificadas as ações de vigilância epidemiológica nas áreas de fronteira, com foco na detecção precoce de casos suspeitos, na atualização da situação vacinal da população e no fortalecimento das medidas de prevenção e controle.

Programação – Imersão sobre Sarampo

Campo Grande
24 de julho (quinta-feira) – 13h às 18h
Local: Auditório do Sebrae – Av. Mato Grosso, 1661

Corumbá
25 de julho (sexta-feira) – 13h às 18h
Local: UNICESUMAR – Bloco II, Sala 8

Dia D de Vacinação – Corumbá
26 de julho (sábado)
Local: Centro Poliesportivo Municipal de Corumbá

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Ministério da Saúde

Saúde

Julho Amarelo: Mato Grosso do Sul supera 355 mil testes e reforça combate às hepatites

Mais de 355 mil testes rápidos para hepatites B e C foram realizados em todo o Estado em 2024, com atendimento gratuito nas unidades de saúde do SUS

Com quase mil testes realizados por dia ao longo de 2024, Mato Grosso do Sul intensificou o diagnóstico precoce das hepatites virais, totalizando mais de 355,4 mil exames rápidos para os tipos B e C no último ano. A testagem tem sido uma das principais estratégias adotadas pelo Estado para identificar precocemente a infecção, evitar complicações graves e interromper a cadeia de transmissão.

Neste Julho Amarelo, a campanha nacional reforça a importância da testagem regular, da vacinação e do tratamento gratuito oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Os testes rápidos para hepatites B e C estão disponíveis em todas as unidades de saúde.

O diagnóstico precoce é fundamental para impedir a evolução da doença para quadros graves, como cirrose e câncer hepático. Além disso, o SUS oferece tratamento e acompanhamento clínico para os casos confirmados.

Em 2024, como resultado dos esforços para intensificar a detecção precoce das hepatites virais, foram realizados 222.100 testes rápidos para hepatite B, e 133.325 para hepatite C em todo o Mato Grosso do Sul, totalizando 355,4 mil testagens.

Os testes foram enviados pelo Ministério da Saúde à SES (Secretaria de Estado de Saúde), responsável pela logística de distribuição aos 78 municípios; no caso de Campo Grande o envio é feito diretamente pela União à Capital.

Esses números evidenciam o avanço das ações de testagem e o compromisso do estado com a ampliação do acesso ao diagnóstico, pilar fundamental para o controle das infecções e a interrupção da cadeia de transmissão.

“Recomendamos que todas as pessoas façam o teste de hepatites virais pelo menos uma vez na vida. Já os grupos mais vulneráveis devem manter uma rotina de testagem mais frequente”, orienta Larissa Martins do Nascimento, gerente de IST/Aids e Hepatites Virais da SES.

“Ao procurar a unidade de saúde mais próxima, é possível realizar o teste, se vacinar e, quando necessário, iniciar o tratamento gratuito”, reforça.

Saiba mais sobre os tipos de hepatite:

  • A hepatite A costuma se manifestar de forma geralmente leve, automilitada e não crônica. Sua prevenção está ligada a boas condições de saneamento, higiene e vacinação.
  • Já a hepatite B possui transmissão sexual, sanguínea e vertical (de mãe para filho). Pode ser tornar crônica e evoluir para cirrose e câncer hepático. A vacina é gratuita e está disponível para todas as faixas etárias.
  • A hepatite C é transmitida principalmente por sangue, com alta taxa de cronificação e elevada mortalidade, comparável ao HIV. Não há vacina, porém o tratamento está disponível pelo SUS.

Vacinação

A vacina contra a hepatite B é indicada para pessoas de todas as idades e integra o calendário vacinal infantil do SUS.

Para os bebês, o esquema vacinal preconizado é composto por quatro doses: a primeira deve ser administrada nas primeiras 12 horas de vida, de forma isolada, e as demais aos 2, 4 e 6 meses de idade, por meio da vacina pentavalente, que inclui o componente contra hepatite B. Para a hepatite A, a imunização é recomendada entre 12 meses e 5 anos de idade incompletos, em dose única. Já para a hepatite C, ainda não há vacina disponível.

Gestação

Durante o pré-natal, a testagem para hepatites virais é fundamental para a prevenção da transmissão vertical. No caso da hepatite B, medidas como a aplicação da vacina e da imunoglobulina específica (HBIG) no recém-nascido, nas primeiras 12 horas de vida, são altamente eficazes na prevenção da infecção.

Já o tratamento da hepatite C deve ser adiado para o período pós-parto, uma vez que os antivirais de ação direta não são recomendados durante a gestação, devido à ausência de estudos de segurança nesse grupo.

Transmissão

As hepatites virais podem ser transmitidas por contato com sangue, relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos cortantes, materiais não esterilizados ou consumo de água e alimentos contaminados, a depender do tipo da doença.

As várias manifestações da hepatite podem ser prevenidas com cuidados simples, como:

  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, que possam ter contato com sangue, como agulhas, alicates de unha, escovas de dente e lâminas de barbear;
  • Usar camisinha em todas as relações sexuais;
  • Exigir esterilização adequada de equipamentos em atendimentos médicos, odontológicos, serviços de manicure, tatuagem e colocação de piercing.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto de capa: Ministério da Saúde

Saúde

Com mais de 50 mil doses recebidas, nova vacina contra meningite está disponível pelo SUS em todo o MS

Antes ofertada somente para adolescentes de 11 a 14 anos, vacina substitui a meningocócica C como reforço no calendário infantil contra 4 tipos da bactéria causadora da meningite

A disponibilização de vacina meningocócica ACWY pela rede pública de saúde para crianças de 12 meses, normatizada em todo o País no último mês, está em pleno funcionamento em Mato Grosso do Sul. Em 2025, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) recebeu mais de 50 mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde e tem feito a distribuição permanente aos 79 municípios do Estado.

A ação reforça a proteção contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis, causadora de meningites e infecções generalizadas potencialmente fatais. A estimativa é imunizar 44.118 crianças nesta nova etapa.

A logística de entrega das vacinas segue durante o mês de julho, integrando a rotina de abastecimento do PNI (Programa Nacional de Imunizações). A cobertura vacinal para vacina meningocócica C já ultrapassou 100% em 2024 no estado, e a meta agora é manter os bons índices com o reforço da ACWY no calendário infantil.

De acordo com o Coordenador Estadual de Imunização da SES, Frederico Moraes, a ampliação é estratégica. “É fundamental que os pais e responsáveis levem as crianças às unidades de saúde. A meningite é uma doença grave e que pode ser evitada com a vacina. Esse reforço aos 12 meses amplia a proteção em uma fase crucial do desenvolvimento infantil”, destaca.

Maior cobertura na rede pública

A vacina meningocócica ACWY protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis e é considerada uma das ferramentas mais eficazes na prevenção das formas graves da doença. Ela já era ofertada pelo SUS para adolescentes de 11 a 14 anos, e agora substitui a vacina meningocócica C na dose de reforço aos 12 meses, conforme recomendação da Nota Técnica nº 77/2024 do Ministério da Saúde.

Com a disponibilização gratuita pela rede pública, criança de 12 meses passam a tomar a ACWY ao invés de somente a meningocócica C. A medida segue as Diretrizes Brasileiras para Enfrentamento das Meningites até 2030, alinhadas ao plano global da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A SES mantém contato permanente com os coordenadores municipais de imunização para garantir a correta aplicação da nova dose e oferece suporte técnico a todos os municípios. A orientação é que as famílias procurem a unidade básica de saúde mais próxima e atualizem a caderneta vacinal das crianças.

Saúde

Governo de MS reforça apoio aos municípios de fronteira em mobilização contra o sarampo

O Governo de Mato Grosso do Sul está atuando de forma coordenada com os municípios de fronteira para conter o avanço do sarampo nas regiões que fazem divisa com a Bolívia. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) participa de força-tarefa que inclui apoio logístico, envio de doses extras e mobilização das equipes locais para intensificar a vacinação em áreas de risco.

A campanha começou em 9 de julho e vai até o dia 31, com foco especial nas cidades-gêmeas e em bairros com baixa cobertura vacinal. O ponto alto será o Dia D de vacinação Brasil-Bolívia, marcado para 26 de julho, com atuação conjunta entre os dois países.

A estratégia foi construída em diálogo com os gestores locais e com base no mapeamento das áreas críticas, feito pela SES. “O Estado está oferecendo o suporte necessário para garantir que a vacinação chegue a quem mais precisa. Nossa prioridade é interromper a cadeia de transmissão na fronteira”, afirma o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes.

Parceria
Os trabalhos são executados seguindo orientações da nota técnica n.º 43/2025, que trata da vacinação contra sarampo nos municípios de fronteira com a Bolívia nos estados do Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

Reuniões técnicas entre Brasil e Bolívia, realizadas nas últimas semanas, alinharam as ações conjuntas e permitiram o envio de doses também para o território boliviano, ampliando a proteção em toda a faixa de fronteira.

A vacinação abrange crianças, adolescentes, adultos até 59 anos e trabalhadores da saúde. Dentre as crianças há o foco na intensificação da dose zero de sarampo preconizada para as crianças de 6 à 11 meses de idade. Equipes volantes estão atuando em terminais, praças e comércios para facilitar o acesso da população.

Após a campanha, o Estado fará o monitoramento dos resultados, com início previsto para 18 de agosto, avaliando cobertura, adesão e impactos nas regiões atendidas.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Agência Brasil

Saúde

Protocolo inédito padroniza acesso à Telessaúde e inaugura nova fase da saúde digital em MS

Pela primeira vez, Mato Grosso do Sul passa a contar com um protocolo técnico oficial que normatiza o acesso a atendimentos especializados por meio da Telessaúde. Publicado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), o documento estabelece critérios clínicos, operacionais e éticos para a solicitação de teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias, destinado aos profissionais da Atenção Primária no uso das ferramentas digitais do SUS (Sistema Único de Saúde).

A Resolução SES/MS nº 389, de 11 de junho de 2025, institui o Protocolo de Acesso aos Teleatendimentos do Núcleo de Telessaúde da Superintendência de Saúde Digital. O documento detalha, por especialidade, os requisitos obrigatórios para solicitação de atendimento remoto, como exames prévios, formulários padronizados e critérios de elegibilidade.

A superintendente de Saúde Digital, Márcia Tomasi, destaca que o protocolo é uma ferramenta de gestão e cuidado. “Ele orienta os profissionais sobre como acessar os serviços do núcleo e dos projetos parceiros, com clareza e responsabilidade técnica”, afirma.

Entre as especialidades já contempladas estão dermatologia, neurologia (adulto e pediátrica), psiquiatria, pediatria, reumatologia, endocrinologia, geriatria, hematologia, nefrologia, nutrição, obstetrícia de alto risco, odontologia (estomatologia), ortopedia, otorrinolaringologia, pneumologia e psicologia. Outras, como cardiologia e infectologia, estão em fase de finalização de seus protocolos específicos e serão incluídas nas próximas atualizações.

O protocolo auxilia também na telerregulação do acesso às especialidades promovendo a equidade nos agendamentos. Além disso, permite identificar casos não elegíveis para teleatendimento e assim orientar os municípios o melhor modelo de atendimento para o paciente.

A superintendente reforça que o protocolo será permanentemente atualizado para acompanhar a evolução da rede. “A revisão periódica não serve apenas para ajustes técnicos, mas também para incorporar novas especialidades que estão estruturando seus próprios protocolos. É um processo contínuo de qualificação da assistência”, pontua Márcia Tomasi. Ela acrescenta: “Nosso objetivo é garantir que cada nova oferta de atendimento remoto tenha critérios bem definidos, alinhados às necessidades da Atenção Primária e às diretrizes do SUS Digital”, finaliza.

O documento completo está disponível no site oficial da SES e pode ser acessado clicando aqui.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Agência Brasil

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