sábado, 7 de março de 2026
Saúde

MS lidera o país em testagens e se torna referência em vigilância laboratorial e epidemiológica

Mais de 139 mil exames foram realizados em 2025, com destaque para dengue, zika, chikungunya, oropouche e mayaro

Mato Grosso do Sul ocupa posição de destaque nacional no enfrentamento às arboviroses. Segundo levantamento do GAL (Gerenciador de Ambiente Laboratorial), sistema do Datasus para informatizar e gerenciar exames de laboratórios públicos, o estado lidera em número de exames laboratoriais solicitados, com destaque para as regionais de saúde de Campo Grande e Dourados, que figuram entre as áreas com maior demanda por diagnósticos no país.

Esse reconhecimento foi apresentado durante a Reunião Nacional das Arboviroses, realizada em Brasília no último mês, e é resultado direto da articulação das equipes da SES com as unidades de saúde de todo o Estado no envio de amostras para diagnóstico.

Neste ano, o Lacen realizou quase 140 mil exames laboratoriais voltados ao diagnóstico de arboviroses. Confira detalhes na tabela.

“Esses números refletem o esforço contínuo do estado em manter a vigilância ativa, especialmente em períodos de maior risco de transmissão. O destaque de Mato Grosso do Sul é fruto de um trabalho técnico, contínuo e comprometido. Investimos em estrutura, capacitação e articulação com os municípios porque entendemos que a vigilância laboratorial é uma ferramenta essencial para salvar vidas”, afirma a secretária de Estado de Saúde, em exercício, Crhistinne Maymone.

Trabalho integrado

Segundo a gerente técnica estadual de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, o posicionamento é resultado do esforço conjunto feito na sensibilização dos 79 municípios do estado sobre a importância do envio regular de amostras ao Laboratório Central, garantindo maior precisão na vigilância epidemiológica.

“O fato de Mato Grosso do Sul estar entre os estados que mais solicitam exames mostra que estamos atentos à circulação viral. O Lacen tem sido parceiro essencial para garantir diagnósticos rápidos e confiáveis, e nosso trabalho é constante junto aos municípios pelo compromisso com o envio regular de amostras”, explica.

Nesse sentido, o diretor do Lacen, Luiz Henrique F. Demarchi, explica que o papel do laboratório vai muito além da execução de análises.

“Nosso trabalho envolve apoiar tecnicamente os municípios, orientando e capacitando as equipes locais na coleta e envio de amostras para diagnóstico. Essa atuação integrada fortalece toda a rede de vigilância em Saúde e assegura que o Estado tenha respostas rápidas e em tempo oportuno diante de qualquer sinal de surto”, finaliza.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Fotos: Divulgação Lacen

Saúde

Mato Grosso do Sul amplia em 720% investimento em pesquisas, e alavanca ciência e inovação com R$ 240 milhões

De aportes modestos em 2017 a cifras expressivas em 2025, os investimentos do Goverdo de Mato Grosso do Sul, via Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia), transformaram o cenário da pesquisa científica e tecnológica no Estado.

O volume anual de recursos aplicados em bolsas e projetos saltou de R$ 9 milhões, registrados há oito anos, para mais de R$ 74 milhões neste ano. A evolução representa um crescimento de mais de 720% do investimento em pesquisas, ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso do Sul.

Além disso, a soma das quantias consolidadas neste período de oito anos é ainda mais expressiva: são 240 milhões investidos diretamente nas universidades e institutos de ensino do Estado através da Fundect – desses, R$ 55 milhões foram destinados ao pagamento de bolsas e R$ 185,4 milhões ao financiamento de 1.538 projetos de pesquisa e inovação.

Os números foram revelados ontem (16), Dia Nacional da Ciência e Tecnologia, pela Fundect, órgão do Governo do Estado ligado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). A Fundação comemora a trajetória de crescimento.

“É um orgulho para nós vermos o quanto a Fundect auxiliou o Estado em seu desenvolvimento. Isso só comprova o quanto ela é essencial para melhorar a vida das pessoas. E o crescimento confirma que os recursos da Fundect se tornaram um dos principais instrumentos de fomento à formação científica e tecnológica em Mato Grosso do Sul”, explica o diretor-presidente da Fundect, Márcio de Araújo Pereira.

Fundect também aumentou em 700% recursos para pesquisas no SUS (Foto: Arquivo)

Entre 2017 e 2025, a Fundect concedeu 3.128 bolsas de iniciação científica, 900 de mestrado, 886 de doutorado e 128 de pós-doutorado. A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) aparece como a principal beneficiada, com cerca de R$ 25,3 milhões em bolsas e R$ 85,2 milhões em projetos.

Já a  UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) recebeu R$ 6,2 milhões em bolsas e R$ 46 milhões em projetos, seguida pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) com R$ 11,9 milhões em bolsas e R$ 24,9 milhões em projetos, e pela UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) com R$ 8,6 milhões em bolsas e R$ 16,9 milhões em projetos.

IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) e Uniderp também figuram entre as instituições contempladas, com R$ 3 milhões em bolsas e R$ 6 milhões em projetos, somando cerca de R$ 9 milhões em investimentos diretos.

Os valores anuais evidenciam a expansão contínua dos investimentos da Fundect. Se em 2017 o total aplicado foi de R$ 9 milhões, em 2020 ele já chegou a cerca de R$ 35 milhões, enquanto em 2024 ultrapassou R$ 74 milhões, com previsão de alcançar aproximadamente R$ 78 milhões em 2025

Do papel à prática

O investimento em ciência e tecnologia se traduz em resultados concretos dentro das universidades e institutos de ensino sul-mato-grossenses, que transferem para a sociedade os benefícios recebidos. De acordo com o reitor da UEMS, Laércio de Carvalho, a parceria estratégica entre UEMS e a Fundect tem sido fundamental nos últimos anos para o fortalecimento da pesquisa, da extensão e da internacionalização da universidade, atendendo às demandas do estado e aos seus projetos estratégicos.

Ainda segundo ele, a colaboração se materializa principalmente no lançamento de chamadas públicas e editais conjuntos, como os do Programa de Apoio à Pós-Graduação (PAPOS), que destinam recursos financeiros para pesquisa, extensão e internacionalização.

“A parceria assegura o investimento contínuo e direcionado na ciência e tecnologia, impulsionando a qualidade acadêmica da UEMS e garantindo que sua produção de conhecimento esteja alinhada com as necessidades e o desenvolvimento socioeconômico do Mato Grosso do Sul”, completa Laércio.

Povos Indígenas
Edital Humanidades da Fundect ampliou número de projetos aprovados (Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo)

Um dos projetos beneficiados é a pesquisa voltada à atenção multiprofissional a mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos, também desenvolvida na UEMS. “Essa pesquisa auxilia na redução de complicações decorrentes dessa síndrome, bem como melhorar a qualidade de vida dessa população. Buscamos oferecer um atendimento acessível e humanizado”, destaca o coordenador da pesquisa, Antônio José Grande.

Outro exemplo é o projeto ‘Mídia Ciência’, que tem como foco a divulgação científica, popularizando a ciência, por meio de produtos midiáticos. A iniciativa é coordenada por André Mazini, pesquisador ligado à UEMS, e conta com financiamento da Fundect.

“A gente quer mostrar a fundo a ciência que é produzida aqui em Mato Grosso do Sul e jogar mais força sobre isso a partir dessa ferramenta que é a internet”, reforça Mazini.

Na UFMS, segundo a reitora Camila Ítavo, as bolsas concedidas e os projetos apoiados ampliam as oportunidades para estudantes e pesquisadores,impactando diretamente no desenvolvimento científico e tecnológico em todas as áreas do conhecimento em Mato Grosso do Sul.

“Destaco também a parceria entre a UFMS, Governo do Estado e empresas por meio da Unidade Embrapii da UFMS, a Agrotec, o que tem gerado oportunidades e fortalecido a economia do Estado”, explica a reitora.

Ela afirma ainda que a parceria com a Fundect é essencial para que a Universidade continue cumprindo seu papel de produzir conhecimento para impactar positivamente a realidade das pessoas. “Agradeço à Fundect e ao Governo do Estado pela confiança e pelo apoio contínuo, e reafirmo nosso compromisso em seguir ampliando essa parceria que melhora o dia a dia e prepara o futuro da sociedade sul-mato-grossense”, completa Camila.

Projeto da UEMS e da Fundect foi finalista nacional no Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação (Foto: Arquivo)

Um exemplo de bons resultados nessa parceria é o programa de mobilidade internacional que tem fortalecido a produção científica e o intercâmbio de conhecimento com instituições estrangeiras.

“Essas experiências transformam a forma como pesquisamos. Estar em contato com laboratórios de ponta e com pesquisadores reconhecidos internacionalmente abre horizontes, traz novas metodologias e fortalece redes de cooperação. O resultado aparece em pesquisas mais inovadoras, em publicações conjuntas e em soluções que chegam até a sociedade”, destaca o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFMS, Fabrício Frazílio.

Pesquisas da UFMS também se destacaram nacionalmente em prêmios e reconhecimentos. A professora Ana Rita Coimbra, finalista Prêmio CAPES de Tese 2024, foi  apoiada pela Fundect e reforça a importância do vínculo entre universidade e comunidade:

“Esse reconhecimento é muito especial, porque valoriza o trabalho que nós desenvolvemos em equipe há mais de 20 anos, com as populações em situação de vulnerabilidade. Ver o nosso trabalho, nosso esforço sendo reconhecido, mostra que nós estamos no caminho certo e nos motiva a seguir em frente, aproximando cada vez mais a academia, o serviço de saúde e a comunidade”, frisa.

Na área agrícola, o apoio da Fundect também vem garantindo avanços importantes. A pesquisadora Larissa Teodoro foi a vencedora da edição 2024 do prêmio “’Fundação Bunge – Prêmio Jovem Cientista’, na categoria ‘Agricultura Sustentável’.

“O apoio da Fundect foi fundamental para eu receber essa premiação. Esses recursos financeiros são vitais para desenvolvermos tecnologias voltadas para a sustentabilidade na agricultura”, afirma Larissa Teodoro, pesquisadora da UFMS.

Bolsas do Pibic crescem 25% e 750 estudantes estão sendo beneficiados (Foto: Arquivo)

Olhando para o futuro

O diretor-presidente da Fundect, Márcio de Araújo Pereira, afirma que a meta é manter o ritmo de expansão e ampliar o alcance dos resultados.

“Nosso compromisso foi e continuará sendo o de consolidar um ecossistema sustentável de ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso do Sul. Trabalhamos para que cada real investido gere oportunidades, conecte talentos e produza resultados que cheguem à sociedade. Também ampliamos nossa atuação internacional, garantindo que o conhecimento gerado aqui dialogue com o mundo e responda às demandas do Estado, especialmente nas áreas de saúde, agro, sustentabilidade e inclusão social”, destacou.

Comunicação Fundect
Edição: Nyelder Rodrigues


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Saúde

Governo de MS mantém estrutura preparada para atendimento a possíveis casos de intoxicação por metanol

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), mantém estrutura organizada e fluxo de resposta pronto para o atendimento a possíveis casos de intoxicação por metanol. O medicamento utilizado como antídoto, o etanol farmacêutico, é adquirido e distribuído pelo Ministério da Saúde, conforme as notificações e confirmações de casos acompanhados pelos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox).

De acordo com a coordenadora estadual de Assistência Farmacêutica da SES, Patrícia Veiga, o Estado recebeu recentemente 60 ampolas do antídoto, destinadas inicialmente a um paciente com suspeita de intoxicação, caso que foi posteriormente descartado após nova avaliação clínica. As doses permanecem armazenadas como retaguarda estratégica, com validade até março de 2026.

“O Governo do Estado atua de forma coordenada com o Ministério da Saúde e o Ciatox para garantir resposta rápida em qualquer situação de risco. Mesmo sem casos confirmados até o momento, estamos preparados para atender imediatamente, com estrutura técnica e fluxo de solicitação ativo 24 horas por dia”, destacou Patrícia.

Fluxo ágil garante envio imediato do antídoto aos hospitais

O protocolo de atendimento segue um fluxo específico por paciente. A partir da notificação de um caso suspeito pelo hospital ao Ciatox, o centro aciona a Assistência Farmacêutica Estadual, que formaliza a solicitação do antídoto junto ao Ministério da Saúde.

A entrega é feita diretamente ao hospital solicitante, de acordo com o peso e a condição clínica do paciente, sendo que, em média, 30 ampolas são utilizadas por paciente adulto.

O Ministério da Saúde mantém estrutura logística nacional para envio emergencial do medicamento, com prazo máximo de 12 horas para entrega aos estados, via transporte aéreo.

“O mais importante é que o atendimento seja rápido. Quanto antes o paciente com suspeita de intoxicação por metanol for diagnosticado e tratado, maiores são as chances de recuperação e menores as consequências clínicas. Essa integração entre Estado e União é fundamental para salvar vidas”, completou Patrícia.

Vigilância ativa e integração entre equipes

A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, reforça que o Estado mantém vigilância ativa e permanente sobre possíveis ocorrências, articulando as áreas técnicas e de fiscalização sanitária para garantir resposta imediata.

“A SES trabalha em um fluxo de atendimento que permite agilidade desde a notificação até a disponibilização do antídoto. Nossa rede de vigilância está em alerta, monitorando continuamente e orientando os serviços de saúde sobre os protocolos de identificação e encaminhamento de casos suspeitos”, destaca Larissa.

Compromisso e preparo da rede estadual de saúde

A secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, ressalta que a prontidão da SES reflete o compromisso do Governo do Estado em proteger a população diante de emergências toxicológicas.

“A estrutura de resposta rápida que mantemos é resultado de planejamento e integração entre nossas áreas técnicas, a Vigilância em Saúde, o Ciatox, a Coordenação de Emergências em Saúde Pública, o LACEN, a Superintendência de Atenção à Saúde, a Assistência Farmacêutica e o Ministério da Saúde. Estamos preparados e atentos para garantir o cuidado e a segurança da população sul-mato-grossense em qualquer eventualidade”, afirmou Crhistinne.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: SES

Saúde

Órgão afirma que todas as tipagens estão em falta e faz apelo à população e enfatiza que um pequeno gesto pode fazer uma enorme diferença e salvar até quatro vidas

Doadores podem comparecer durante a manhã ou a tarde, conforme horários estabelecidos pela unidade – Crédito: Hemocentro/ Divulgação

O Hemosul de Dourados está alertando a população para a necessidade de reposição do estoque e faz um apelo para que as doações normalizem. De acordo com o órgão, os estoques de sangue estão em nível de alerta e a doação de todos os tipos sanguíneos se faz urgente — especialmente dos tipos O+ e O-, que são os mais utilizados em emergências.

Conforme a direção, os níveis do estoque se encontram em situação preocupante e diversos comunicados estão sendo publicados nos canais da instituição para alcançar os doadores já cadastrados e novos doadores.

“Não existe substituto para o sangue. Ele é insubstituível em cirurgias, acidentes, partos e tratamentos de doenças graves. Cada doação pode salvar até quatro vidas”, reforça a equipe do Hemosul.

Para ser doador, é simples: basta estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos (menores de idade precisam de autorização dos responsáveis) e pesar mais de 51 quilos. É obrigatório apresentar um documento oficial com foto, e no dia da doação o voluntário deve estar bem alimentado.

Durante a reforma da sede oficial do Hemosul, na Vila Industrial, o atendimento está acontecendo temporariamente na Rua Oliveira Marques, nº 2.535 – Jardim Central. Os horários de funcionamento são: às segundas, quartas e sextas-feiras: das 7h às 12h30; e às terças e quintas-feiras: das 7h às 11h30 e das 13h às 17h.

O Hemosul reforça o convite para que novos e antigos doadores compareçam o quanto antes. Um pequeno gesto pode fazer uma enorme diferença — doar sangue é compartilhar vida.

Saúde

Mato Grosso do Sul é referência nacional com linha completa de tratamento para fibrose cística

Com rede estruturada, assistência farmacêutica especializada e suporte multiprofissional, o Governo de Mato Grosso do Sul assegura atenção integral às pessoas com fibrose cística e projeta o Estado como exemplo para todo o país.

O ponto de partida é o teste do pezinho, ofertado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) cuja ampliação do rol de doenças detectadas em MS está em processo de expansão custeada pelo Governo. Ele permite identificar precocemente a fibrose cística e outras doenças genéticas graves.

O teste do pezinho ampliado encontra-se em processo de construção no Estado. A fibrose cística integra do rol de doenças da triagem neonatal para diagnóstico precoce desde 2001.

A partir de 2025, com a publicação da Resolução SES n. º 381 que descreve a versão ampliada do teste do pezinho, o número de doenças rastreadas em recém-nascidos em MS saltará de 7 para mais de 40, o que irá permitir diagnóstico precoce e tratamento imediato de patologias graves, como atrofia muscular espinhal e imunodeficiências primárias.

“Graças ao teste do pezinho, conseguimos detectar a fibrose cística ainda nos primeiros dias de vida do bebê. Isso é fundamental para iniciar rapidamente o tratamento e melhorar a qualidade de vida do paciente”, destaca a gerente de Atenção à Saúde da Criança da SES, Cristiana Schulz.

Após o rastreio inicial, os pacientes realizam o teste do suor — considerado padrão ouro para confirmação do diagnóstico — e são encaminhados ao IPED/APAE, em Campo Grande, onde recebem acompanhamento especializado.

Atendimento multiprofissional

Coordenadora técnica do IPED/APAE explica importância do atendimento multidisciplinar aos pacientes.

O acompanhamento aos pacientes é realizado de forma multidisciplinar para garantir cuidado integral e melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

No IPED/APAE, os pacientes contam com uma equipe completa: pneumologistas, gastroenterologistas, geneticistas, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e assistentes sociais, explica a coordenadora técnica da entidade, Josaine Palmieri.

Ela relembra que a rede criada pela Resolução nº 061/2014 da SES foi determinante para estruturar o cuidado aos pacientes com fibrose cística no Estado.

“Como são pacientes que muitas vezes necessitam de internações recorrentes, o fluxo de atendimento hospitalar também está previsto nessa rede. Hoje, Mato Grosso do Sul é um exemplo nacional por oferecer um dos elencos mais completos de medicamentos e profissionais para o cuidado da fibrose cística”, reforça.

Componente especializado da assistência farmacêutica

Após diagnóstico, os pacientes passam a receber medicação gratuitamente pela rede pública. Coordenadora da Assistência Farmacêutica da SES, Patrícia Veiga Carrilho Olszewski, detalha o tratamento fornecido pela Casa da Saúde, seguindo protocolos específicos.

“Os pacientes recebem enzimas digestivas, que são as enzimas pancreáticas para auxiliar na absorção dos nutrientes, antibióticos, broncodilatadores e anti-inflamatórios para combater as manifestações respiratórias, além dos medicamentos mais modernos, como o Ivacaftor e a combinação Elexacaftor + Tezacaftor + Ivacaftor — conhecida comercialmente como Trikafta® — que atuam diretamente na causa genética da doença”, detalha Patrícia.

Rede de apoio e acolhimento às famílias

Neste mês, a primeira-dama Mônica Riedel recebeu representantes da Associação Sul-matogrossense de Fibrose Cística, que acompanha portadores da doença em 22 municípios do Estado. Dentre eles, a presidente da entidade, Nelcila da Silva, que há mais de 15 anos busca direitos e melhorias aos pacientes. Aos 75 anos, segue contribuindo não só com a comunidade, mas também com a gestão estadual e municipal em prol do tratamento dos fibrocisticos.

Diretora social da associação, Heindnea Masselink enfatiza que a informação é um divisor de águas entre a vida e a morte para quem tem fibrose cística. Mãe de um rapaz de 20 anos diagnosticado com a doença, ela fala dos desafios enfrentados diariamente.

“Fiz um propósito com Deus que enquanto ele der saúde ao meu filho vou continuar a ajudar outras famílias que precisam ser amparadas e orientadas para que o tratamento seja contínuo e que tenha adesão de todos os envolvidos”, afirma.

“Não só no mês de conscientização, mas em todos os outros meses a informação é essencial do diagnóstico ao tratamento, por isso vejo o quão importante é conectar forças para dar a devida atenção a pautas como essa. Nosso estado é referência e ainda assim muitas famílias sofrem por não saberem como buscar apoio. Entidades como Associação Sul-mato-grossense de Fibrose Cística, em conjunto com a Secretaria de Saúde, unidas potencializam esse alcance”, enfatiza a primeira-dama Mônica Riedel.

Participou também da agenda a Superintendente de Atenção à Saúde da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Angélica Segatto Congro, que destaca a importância do trabalho integrado.

“Estamos reforçando em todas as esferas o compromisso do governo com a atenção integral às pessoas com fibrose cística. A prioridade é garantir diagnóstico precoce, tratamento contínuo e apoio às famílias, de forma que cada paciente tenha acesso a uma vida com mais qualidade e dignidade”, explica.

Atualmente, 49 pacientes recebem acompanhamento especializado em Mato Grosso do Sul.

Fibrose cística: sintomas e tratamento

A fibrose cística é uma doença genética que afeta principalmente os pulmões e o sistema digestivo. Os sintomas incluem tosse crônica, pneumonia de repetição, suor mais salgado que o normal, diarreia, baqueteamento digital e dificuldade de ganhar peso e altura.

O tratamento envolve fisioterapia respiratória, inalações, antibióticos, enzimas pancreáticas, suplementos vitamínicos e os moduladores da proteína CFTR — os únicos medicamentos que atuam diretamente na causa da doença. O SUS (Sistema Único de Saúde) disponibiliza esses moduladores para crianças a partir de 6 anos.

“A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência tem se empenhado de forma contínua para garantir assistência integral, acesso a tratamentos e apoio às famílias, fortalecendo a atenção e ampliando as possibilidades de cuidado. Esse trabalho reflete a importância de uma rede estruturada, que une esforços do governo e dos serviços de saúde para que cada paciente seja atendido com dignidade, respeito e acolhimento”, finaliza a gerente da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência na SES, Juliana Medeiros.

Para informações e apoio, é possível acionar a busca ativa pelo telefone (67) 99273-4498 e e-mail buscaativa@apaecg.org.br, e pelo contato da Associação Sul-mato-grossense de Fibrose Cística no (67) 99635-6060.

Saúde

Casos de câncer do colo do útero aumentam e prefeitura reforça importância da vacina contra HPV

Imunização gratuita segue até dezembro, com foco em adolescentes e jovens com idades entre 9 e 19 anos, em todas as Unidades Básicas de Saúde do município

A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça a importância da vacinação contra o HPV (papilomavírus humano), disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde da cidade. O imunizante, que já é aplicado de forma rotineira em adolescentes de 9 a 14 anos, foi estendido para jovens de 15 a 19 anos até dezembro de 2025, conforme decisão do Ministério da Saúde.

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo, atingindo pele e mucosas de homens e mulheres. Existem mais de 200 tipos do vírus, alguns relacionados ao surgimento de verrugas genitais e outros diretamente associados a tumores malignos, como o câncer do colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o HPV é responsável por 99,7% dos casos de câncer do colo do útero, o terceiro tipo mais incidente entre mulheres no Brasil, com estimativa de 17 mil novos diagnósticos por ano. Em 2024, mais de 6,8 mil mulheres perderam a vida em decorrência da doença.

Em Dourados, os dados locais reforçam a urgência da imunização. O Instituto de Prevenção do Hospital de Amor registrou 22 casos de câncer do colo do útero no primeiro semestre de 2024, com maior incidência entre mulheres de 36 a 56 anos. Neste ano, até o momento, já foram confirmados cinco casos.

No Centro de Atendimento à Mulher (CAM), localizado no Grande Água Boa, somente em 2024 foram realizadas 215 biópsias do colo do útero, das quais três resultaram em diagnóstico positivo de câncer em mulheres de 41, 42 e 47 anos. Em 2025, até agora, já foram feitas 123 biópsias, com dois casos confirmados de câncer em pacientes de 57 e 66 anos.

“A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra o HPV e deve ser aliada ao uso de preservativos, que também ajudam a reduzir o risco de contágio”, esclarece o secretário de saúde, Márcio Figueiredo. Desde 2021, o Brasil passou a adotar a dose única do imunizante, substituindo o esquema anterior de duas aplicações.

Com a prorrogação da campanha, a expectativa é alcançar cerca de 7 milhões de jovens que não receberam a vacina na idade recomendada. Em Dourados, a Secretaria Municipal de Saúde reforça o convite para que adolescentes e seus responsáveis procurem a unidade de saúde mais próxima e garantam a imunização.

Saúde

Prefeitura mantém vacinação contra sarampo após baixa procura no Dia D

Secretaria Municipal de Saúde reforça importância da dose zero para bebês e segue com busca ativa para ampliar a cobertura vacinal no Município diante do risco de surto em razão do aumento de casos da doença nos países vizinhos ao Mato Grosso do Sul

A Prefeitura de Dourados realizou, na última sexta-feira (29), o Dia D da campanha de vacinação contra o sarampo. A mobilização, que contou com atendimento em todas as unidades básicas de saúde, registrou baixa adesão, com apenas 467 doses aplicadas ao longo do dia. A Secretaria Municipal de Saúde alerta para a necessidade das pessoas tomarem a vacina em razão da transmissão do vírus do sarampo ocorrer de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

Apesar do resultado abaixo do esperado, a imunização segue disponível em todas as unidades de saúde do município. Nesta semana, as equipes mantêm a busca ativa, com prioridade para a aplicação da dose zero, destinada a crianças de 6 a 11 meses, além da vacinação seletiva para pessoas de 12 meses a 59 anos que ainda não completaram o esquema vacinal.

A intensificação da campanha faz parte da estratégia estadual “MS Vacina Mais: Sarampo” e ocorre em um cenário de alerta internacional. Países vizinhos, como Bolívia e Paraguai, já confirmaram casos da doença, o que aumenta o risco de reintrodução do vírus no Brasil. A Prefeitura reforça a importância da vacinação como forma de prevenção e orienta a população a procurar a unidade de saúde mais próxima, levando a caderneta de vacinação e o cartão SUS.

Os postos de saúde seguem atendendo das 7h às 11h e das 13h às 17h. Já as unidades de saúde, Seleta e Santo André continuarão em horário estendido, das 18h às 22h, garantindo a vacinação no período noturno.

A vacinação é a única forma de prevenção. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. A transmissão pode ocorrer entre 6 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo. O sarampo é uma doença prevenível por vacinação. Três tipos de vacina previnem o sarampo e cabe ao profissional de saúde aplicar a vacina adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença. O uso de antibiótico é contraindicado, exceto se houver indicação médica pela ocorrência de infecções secundárias. Para os casos sem complicação, devem-se manter a hidratação e o suporte nutricional, e diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional.

O sarampo é uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida ou até mesmo causar a morte. A vacina é a maneira mais efetiva de evitar que isso aconteça. Algumas das complicações do sarampo são: pneumonia, doença que é desenvolvida por 1 em cada 20 crianças com a doença e que é a causa mais comum de morte por sarampo em crianças pequenas; otite média aguda, doença que é desenvolvida por 1 em cada 10 crianças com sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente; encefalite aguda, doença que é desenvolvida por 4 em cada 1.000 crianças com sarampo e 10% destas podem morrer.

Saúde

MS conquista nota máxima e lidera o Brasil em cobertura vacinal, segundo Ranking de Competitividade

Mato Grosso do Sul alcançou o topo do Brasil em um dos indicadores mais estratégicos da saúde pública: a cobertura vacinal. O estado recebeu nota 100 no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, divulgado pelo CLP (Centro de Liderança Pública) nesta semana, e se tornou referência nacional em imunização.

A metodologia do ranking considera o número total de doses aplicadas — incluindo primeira, segunda, terceira ou dose única — dividido pela população-alvo e multiplicado por 100. O índice mede com precisão a efetividade das campanhas de imunização e a capacidade da rede pública de atingir metas com agilidade e cobertura ampla. MS não apenas cumpriu os critérios: superou todos os parâmetros e se isolou na liderança nacional.

“Mato Grosso do Sul mostra que desenvolvimento só tem sentido quando vem acompanhado de políticas públicas que protegem a vida. O Governo do Estado, por meio da SES, está fazendo sua parte, entregando resultados concretos, e seguirá trabalhando para manter esse padrão de excelência”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Mauricio Simões Corrêa.

Desempenho técnico

Além da liderança geral, MS vem apresentando resultados expressivos em diversas frentes. Em maio deste ano, o estado liderou a vacinação contra Influenza, com mais de 596 mil pessoas imunizadas. Na ocasião, considerando as gestantes, crianças e idosos, que integram o grupo prioritário, Mato Grosso do Sul obteve o primeiro lugar com 38,93% de imunização.

O Estado também ultrapassa 95% de cobertura nas vacinas de rotina como BCG, Pneumocócica e Rotavírus; e completou dez anos sem registro de casos humanos de febre amarela, tendo na vacinação a principal forma de proteção contra a doença.

Avançou ainda na imunização contra dengue, com 21 municípios atingindo 100% da meta após campanha estadual com investimento direto. A introdução da dose zero contra o sarampo e a oferta da meningocócica ACWY pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em todos os municípios reforçaram ainda mais o compromisso com a proteção infantil.

“A nota máxima em cobertura vacinal é resultado direto do trabalho técnico e comprometido. O desempenho técnico que apresentamos não é pontual — é sustentado por uma rede de profissionais capacitados, campanhas bem estruturadas e uma gestão que entende que saúde pública se faz com presença, escuta e ação. Cada dose aplicada é uma barreira contra doenças e uma ponte para o desenvolvimento humano”, finaliza o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Paulo Fernandes, Comunicação Sead
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Saúde

Evento da Secretaria de Saúde de MS reforça segurança do paciente desde o nascimento

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) realiza no próximo mês o Encontro Estadual de Qualidade da Assistência Materna-Neonatal, promovido pela CVISA (Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária) e pelo NEGESP (Núcleo Estadual de Gestão e Estratégia em Segurança do Paciente). O evento acontece no Auditório da Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser, em Campo Grande, e integra as ações em alusão ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro.

Com o tema global “Cuidado seguro para cada recém-nascido e cada criança” e o slogan “Segurança do paciente desde o início!”, o encontro busca mobilizar profissionais da saúde, gestores e lideranças para fortalecer práticas seguras no cuidado à gestante, puérpera e ao recém-nascido. A proposta é promover uma cultura de prevenção, reduzir riscos e eliminar danos evitáveis nos serviços de saúde.

Coordenadora do NEGESP, Eduarda Tebet. (Foto: Divulgação SES)

A médica coordenadora do NEGESP, Eduarda Tebet, será responsável pela abertura da programação técnica, trazendo uma análise aprofundada sobre os principais agravos maternos e neonatais identificados nos serviços de saúde.

“Garantir a segurança da mãe e do bebê começa com o olhar atento aos riscos e com a aplicação de protocolos que funcionam na prática. Cada profissional de saúde tem um papel essencial nesse cuidado, desde o acolhimento até as decisões clínicas. Quando todos atuam com responsabilidade e compromisso, conseguimos transformar os resultados da assistência”, adianta.

No período vespertino, a gerente de serviços de saúde da Vigilância Sanitária da SES, Aline Schio, apresentará a implantação da LVPS (Lista de Verificação para Partos Seguros), ferramenta que vem sendo adotada para qualificar o cuidado obstétrico nos serviços públicos.

“A LVPS é mais do que um simples checklist — ela ajuda a organizar o cuidado, garantir que nenhuma etapa importante seja esquecida e reforça a segurança em cada momento do parto. Adotar essa ferramenta é também adotar uma nova forma de pensar: mais atenção, mais qualidade e mais proteção para mães e bebês”.

O evento também contará com palestras sobre hemorragia pós-parto, prevenção de infecções em cesáreas, boas práticas na assistência neonatal, além de relatos de experiências e estudos de caso de hospitais públicos do estado. A expectativa é que o encontro contribua para o aprimoramento das práticas assistenciais e para o fortalecimento da rede de atenção à saúde materno-infantil.

A inscrição e a programação do evento podem ser conferidas no site da SES clicando aqui.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Bruno Rezende (Capa)

Saúde

Agosto Lilás: canais de escuta e programas de saúde ampliam proteção às mulheres no Detran-MS

No mês em que o país volta os olhos para a luta contra a violência doméstica, o Agosto Lilás, o Setor Psicossocial do Detran-MS (Departamento Estadual de Transito de Mato Grosso do Sul) mostra que a atenção às mulheres não se resume a campanhas pontuais. São ações permanentes, discretas, mas de grande impacto, que se traduzem em cuidado, proteção e promoção da saúde dentro e fora do ambiente de trabalho.

Um dos exemplos mais emblemáticos dessa atuação é o canal de escuta Detran Por Elas acessado de forma simples por QR Code e direcionado ao WhatsApp do setor (67)3368-0178. Mais do que uma ferramenta, ele representa um espaço seguro para acolhimento, orientação e encaminhamento de mulheres em situação de violência, seja no lar, seja no trabalho.

Secretária da Cidadania, Viviane Luiza no lançamento do Detran por Elas

Desde o lançamento em março deste ano, com as presenças do secretário de Justiça e Segurança Publica, Antonio Carlos Videira, e da secretária de Cidadania, Viviane Luiza, o canal já recebeu seis registros de assédio moral. Em cinco desses casos, as servidoras optaram por acompanhamento contínuo do Setor Psicossocial; em um caso, houve apenas acolhimento e orientação. Nenhuma das mulheres formalizou denúncia, mas o movimento de buscar o setor mostra a confiança no serviço e a importância de ter um espaço sigiloso e acessível, que está aberto para temas diversos.

Essa escuta qualificada também esteve presente no Café Detran por Elas, que reuniu cerca de 50 servidores em um momento de bate-papo leve e acolhedor sobre empatia, violência e canais de denúncia. Ao final da atividade, mais de 20 bilhetes foram depositados na caixinha do acolhimento, com mensagens que refletiam a sensibilização dos participantes, entre elas, uma frase que se destacou: “O mundo precisa de mais pessoas que tenham empatia pelo próximo, que se sensibilizem com a dor do outro”.

Corregedora de Trânsito, delegada Rosely Molina com servidoras

Com décadas de atuação em defesa das mulheres, a madrinha do Detran por Elas, Corregedora de Trânsito, delegada Rosely Molina, lembra que a violência pode assumir diferentes formas, podendo ser física, moral, psicológica, sexual ou patrimonial, e que ela não se restringe ao ambiente doméstico, podendo também ocorrer no trabalho.

O programa Detran por Elas, fruto da união entre a presidência, a Corregedoria de Trânsito e o Setor Psicossocial, foi criado justamente para levar informação e dar visibilidade ao canal interno de denúncias, fortalecendo a cultura de acolhimento na instituição.

Também no ambiente do Detran-MS, a equipe realizou uma pesquisa de clima organizacional que trouxe à tona aspectos da cultura institucional que podem configurar práticas de violência simbólica ou estrutural. Os dados, que revelam realidades muitas vezes invisíveis, servirão como base para programas e políticas voltadas à saúde integral dos trabalhadores, com foco especial nas mulheres.

No decorrer do primeiro semestre do ano, em parceria com outros órgãos, o setor psicossocial esteve presente em iniciativas de âmbito estadual como o evento “Todos por Elas”, realizado nas Moreninhas, ampliando o alcance das ações e reforçando a importância da rede de apoio.

Recadinhos deixadas na caixinha do acolhimento após ação com servidores terceirizados

Esse olhar atento também se reflete em iniciativas de prevenção e cuidado. Entre elas, destacam-se a campanha de mamografias, que incentiva a detecção precoce do câncer de mama; a participação no programa Viva Saúde da Cassems, com exames preventivos para diabetes, obesidade e hipertensão; além dos atendimentos psicológicos, nutricionais e sociais, mantidos de forma contínua.

Também está em fase de elaboração, um novo programa sobre envelhecimento feminino e menopausa, que trata de forma humanizada um tema ainda cercado de tabus. A iniciativa leva em conta a idade das servidoras e o quanto essa fase impacta no corpo, mente e emoções.

Cada detalhe dessas ações evidencia a força de um setor que entende que a proteção da mulher passa não apenas por mecanismos de denúncia, mas também pela construção de um ambiente saudável, inclusivo e seguro.

Servidoras do Psicosocial do Detran-MS

Com parcerias estratégicas, como a Corregedoria, a Cassems e a UCDB, o Setor Psicossocial consolida uma rede sólida em defesa da vida, do bem-estar e da dignidade das servidoras do Detran-MS.

Para a coordenadora do Setor Psicossocial, Rebeca Moreira, cada iniciativa representa mais do que um serviço oferecido: é um compromisso institucional com a vida das mulheres. “Nosso objetivo é criar um ambiente de escuta e acolhimento, onde cada servidora se sinta segura para buscar apoio. Mais do que intervir em situações de violência, queremos promover saúde, bem-estar e qualidade de vida, porque cuidar das mulheres é fortalecer toda a instituição”, destaca.

No Agosto Lilás, mais do que falar sobre violência, o Detran-MS mostra que é possível agir com firmeza e sensibilidade ao mesmo tempo. E que, quando a atenção está nos detalhes, o cuidado se transforma em política permanente.

Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Fotos: Rachid Waqued

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