sexta-feira, 6 de março de 2026
Agronegócios

Exportações de MS somam US$ 7,24 bilhões até agosto e carne bovina cresce 43,7% no acumulado do ano

Mato Grosso do Sul alcançou US$ 7,24 bilhões em exportações entre janeiro e agosto de 2025, crescimento de 3,26% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Carta de Conjuntura do Comércio Exterior (agosto/2025) elaborada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O saldo da balança comercial chegou a US$ 5,53 bilhões, 8,4% superior ao registrado em 2024.

Entre os produtos exportados, a celulose lidera a pauta com 29,9% de participação, seguida da soja em grão (27,2%) e da carne bovina fresca (15,07%). A proteína bovina merece destaque: no acumulado de 2025, o setor registrou alta de 43,7% em relação a 2024, evidenciando a capacidade do segmento frigorífico em ampliar mercados e diversificar destinos, mesmo diante do cenário de tarifas dos Estados Unidos.

Somente no mês de agosto, a China respondeu por US$ 91 milhões em compras de carne bovina de Mato Grosso do Sul, consolidando-se como principal destino. O Chile importou US$ 16,4 milhões, o México US$ 11,8 milhões, enquanto mercados como Israel, Turquia, Filipinas e Itália mantiveram presença expressiva. Os Estados Unidos, que aplicaram a tarifa de 50%, adquiriram US$ 7,6 milhões, ficando atrás de outros parceiros emergentes na lista mensal.

Outros produtos também registraram forte crescimento, como o minério de ferro (alta de 32,8%) e a categoria “outros produtos” (resíduos vegetais, sucatas e desperdícios), que apresentou variação de 806% em valores exportados.

Nas importações, Mato Grosso do Sul registrou retração de 10,79% no acumulado, totalizando US$ 1,66 bilhão. O gás natural manteve-se como principal item importado, respondendo por 33,2% do total, seguido pelo cobre (7,9%) e por máquinas e equipamentos para a indústria de celulose e papel.

Quanto aos destinos, a China absorveu 46,7% das exportações estaduais no acumulado, consolidando-se como o principal parceiro comercial. Em seguida vieram os Estados Unidos (5,4%), a Itália (3,8%) e a Argentina (3,5%). Entre os mercados em expansão, a Argélia registrou crescimento de 44,7% em relação a 2024.

Nos portos, o destaque ficou com Santos (SP), responsável por 39,2% das exportações de Mato Grosso do Sul, seguido por Paranaguá (PR) (32,6%) e São Francisco do Sul (SC) (11,6%). No corredor da Rota Bioceânica, os terminais alfandegados de Corumbá e Porto Murtinho tiveram participação crescente: por Corumbá, até agosto, foram exportadas 6.255,9 toneladas (avanço de 58,16%), enquanto Porto Murtinho registrou avanço de 162% em relação ao ano anterior, totalizando 370,1 toneladas.

O secretário Jaime Verruck, da Semadesc, ressaltou que os números confirmam a força e dinamismo do setor exportador do Estado. “Mesmo em um cenário de incertezas no comércio internacional, Mato Grosso do Sul conseguiu expandir suas vendas externas, com destaque para a carne bovina e para a diversificação de destinos. Esse desempenho reforça nossa competitividade e abre caminho para novos mercados”, afirmou.

A tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, no entanto, já trouxe reflexos em agosto. No mês, as exportações sul-mato-grossenses para o mercado norte-americano recuaram 61% em relação ao mesmo mês de 2024, puxadas pela queda de quase 46% na carne bovina e de 92% na celulose. Ainda assim, os frigoríficos conseguiram redirecionar rapidamente sua produção, mantendo o crescimento no acumulado do ano.

Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc

Agronegócios

Saúde Única: Governo de MS disponibiliza Painel de Brucelose para fortalecer vigilância integrada em MS

O Governo do Estado disponibilizou neste mês o Painel Brucelose, ferramenta interativa voltada ao monitoramento integrado da brucelose no Estado, alinhada à abordagem de Saúde Única.

Disponível ao público, o painel reúne dados de casos em humanos e em animais, possibilitando a visualização do local e período, qualificando a tomada de decisão e as ações de vigilância de forma intersetorial.

Coordenadora de Saúde Única da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Danila Frias destaca que o impacto da tecnologia e do trabalho conjunto desenvolvido.

“Conseguimos integrar as variáveis mais importantes relacionadas ao agravo em um único ambiente, permitindo a identificação de áreas prioritárias e ações conjuntas de prevenção, vigilância e controle da brucelose em nosso território. Isso fortalece o compromisso do Estado com a abordagem de Saúde Única e com a saúde da nossa população”, explica.

Responsável pela brucelose animal na Iagro, Daniela Cazola reforça a relevância da ferramenta para o controle do agravo no rebanho sul-mato-grossense. “Ao reunir informações dos sistemas de saúde e defesa sanitária animal, o painel integrado amplia a capacidade de resposta das instituições e promove uma gestão mais eficiente da doença no Estado”, resume.

Para a gerente técnica das doenças de transmissão hídrica e alimentar da SES, Jacqueline Romero, é destaque o impacto do trabalho na vigilância em saúde.

“A brucelose é uma zoonose de relevância para a saúde pública que pode trazer complicações às pessoas e onerar o sistema público. Com o painel, conseguimos monitorar os casos humanos e relacioná-los com a situação nos animais, fortalecendo a resposta rápida e a articulação entre os setores”, adianta.

Tecnologia em Saúde

A iniciativa de MS é pioneira ao disponibilizar um painel integrado em Saúde Única, reunindo dados de saúde humana, animal e ambiental em um único ambiente para fortalecer a vigilância e a tomada de decisão no Estado.

A ferramenta foi coordenada e desenvolvida pela Coordenadoria de Saúde Única da SES, em parceria com a Coordenadoria de Tecnologia de Informação e Coordenadoria de Saúde Ambiental e Toxicológica da secretaria; em conjunto com a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

A Coordenadoria de Saúde Única da SES deverá conduzir os projetos de novos painéis integrados, ampliando o monitoramento de outros agravos relevantes para o território.

A ação está alinhada ao compromisso do Governo do Estado de promover estratégias de vigilância integrada, proteção da saúde pública e sustentabilidade do agronegócio, priorizando a saúde humana, animal e ambiental em sinergia.

Link painel: https://paineispublicos.saude.ms.gov.br/extensions/brucelose/brucelose.html

Comunicação SES
Fotos: Divulgação SES

Agronegócios

Agraer, Embrapa e Iagro reforçam prevenção à gripe aviária com foco na agricultura familiar

Diante do recente caso de influenza aviária (H5N1) detectado em uma granja comercial em Montenegro (RS), onde a unidade passa por vazio sanitário até 18 de junho, a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), em parceria com a Embrapa Pantanal e a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), intensifica a mobilização preventiva em Mato Grosso do Sul.

A ação conjunta tem como foco a biossegurança e o fortalecimento da educação sanitária nas propriedades da agricultura familiar.

A iniciativa envolve capacitações, oficinas, repasse de informações, visitas técnicas e vigilância participativa. O objetivo é orientar pequenos produtores sobre protocolos de biosseguridade e biossegurança, com foco especial em regiões de fronteira e comunidades que praticam a avicultura de subsistência.

Thainara Rocha, zootecnista da Agraer, ressalta que informar o agricultor familiar é fundamental para conter o avanço da gripe aviária. “O produtor é muitas vezes o primeiro a perceber alterações no comportamento das aves. Mas para que ele seja um aliado no enfrentamento da doença, precisa entender não apenas o que pode ou não fazer, mas o porquê das orientações técnicas”.

Segundo a zootecnista, como em algumas pequenas propriedades as criações geralmente têm aves soltas, sem cercas ou proteção contra animais silvestres, o risco de contaminação é alto. “Uma vez confirmado o foco, a medida de contenção é o sacrifício dos animais, o que gera prejuízos que atingem toda a cadeia, inclusive os pequenos que não têm estrutura para enfrentar perdas sanitárias severas”.

Nesse sentido, a Agraer tem ampliado a capacitação dos seus técnicos, com apoio da Embrapa Pantanal e diretrizes da Iagro.

“Em março, nossos técnicos já haviam sido treinados em práticas de biossegurança para criações de pequeno porte. Em junho, realizaremos uma nova capacitação focada exclusivamente na gripe aviária, preparando ainda mais nossa equipe para orientar os agricultores de forma padronizada e eficaz”, informa Thainara.

Além disso, os produtores contam com canais de atendimento da Iagro, como escritórios regionais, site e redes sociais, para esclarecer dúvidas e reportar suspeitas. Os técnicos da Agraer, por sua abrangência de atuação, fazem a ponte entre o agricultor e os órgãos de defesa, acolhendo e direcionando demandas ao serviço oficial.

Biosegurança x biosseguridade

De acordo com Janine Ferra, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Iagro, a biosseguridade e a biossegurança são conceitos complementares, mas distintos.

“A biosseguridade diz respeito à estrutura da propriedade como cercas, telas de proteção contra aves silvestres, controle de acesso, manejo diário, a higiene nas instalações e o descarte adequado de resíduos. Já a biossegurança envolve a proteção do operador, o uso de equipamentos de proteção individual. Ambas são indispensáveis para evitar a entrada e a disseminação de doenças”, explica.

Em caso de suspeita, o produtor deve isolar imediatamente as aves doentes e acionar a Iagro, que realizará a investigação e tomará as medidas necessárias.

Segundo a médica veterinária Janine, é fundamental que os produtores fiquem atentos a qualquer alteração no comportamento das aves, especialmente sintomas neurológicos como andar cambaleante, falta de postura, inchaço na cabeça, coriza no bico, olhos pressionados avermelhados ou inchados, espirro, tosse, dificuldade respiratória, diarreias além de sinais de hemorragia nas pernas ou mudança na coloração natural da crista.

“Esses são sinais que podem indicar a presença de doenças como a influenza aviária. A mortalidade repentina também é um alerta importante. Ao notar qualquer anormalidade, é essencial notificar imediatamente a Iagro, que deve atuar em até 12 horas para atendimento local”, reforça.

Janine destaca ainda a importância de manter as aves suspeitas isoladas em um galinheiro ou piquete, facilitando a inspeção e coleta de material. “Quando elas estão soltas pela propriedade, o atendimento se torna mais difícil e pode atrasar a ação sanitária”.

Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I)

A Embrapa Pantanal também integra a ação como parceira estratégica na disseminação de conhecimento técnico e científico. A pesquisadora Raquel Juliano destaca que a educação sanitária no campo é decisiva para evitar surtos.

“A saúde é um processo complexo. A gripe aviária ameaça não apenas os animais, mas também a segurança alimentar de comunidades que dependem desses animais”, afirma.

A instituição atua com base nos princípios da Saúde Única (One Health), integrando saúde animal, humana, de plantas e ambiental. As pesquisadoras Adriana Araújo, Aiesca Pellegrin e Raquel Juliano estão envolvidas com o “Aves de quintais para uso alimentar e artesanal”, financiado pela Fundect, que inclui a implantação de módulos de criação protegida e ações em escolas e comunidades.

“Estamos desenvolvendo, em parceria com a Agraer e a Iagro, um material técnico voltado à orientação de profissionais que atuam junto a agricultores familiares, comunidades tradicionais e indígenas. Além disso, buscamos dialogar com grêmios estudantis, Escolas Famílias Agrícolas (EFA) e estabelecer parcerias com instituições que trabalham com esses públicos, com o objetivo de construir um plano de comunicação colaborativo. Os grupos de mulheres também são aliados fundamentais nesse processo, já que, em muitas comunidades, o cuidado diário com as aves de quintal está sob responsabilidade delas”.

A abordagem inclui a formação de multiplicadores, com capacitação de técnicos e lideranças rurais, para garantir que a informação chegue de forma clara e acessível às pequenas propriedades.

“Todos precisam se sentir parte do processo de vigilância, para prevenção e controle de doenças, independentemente do tamanho do plantel. Quando o produtor sabe reconhecer os sinais de uma doença e como agir, ele se torna uma peça-chave na proteção da saúde”, reforça a pesquisadora.

Com essa articulação interinstitucional, a expectativa é manter Mato Grosso do Sul livre da influenza aviária e com capacidade de resposta rápida diante de qualquer sinal de risco — protegendo a produção rural, a saúde das famílias e o abastecimento alimentar no campo e na cidade.

Aline Lira, Comunicação Agraer
Fotos: Agraer/Arquivo

Agronegócios

Atenção produtores: declaração semestral dos rebanhos começa na quinta-feira e segue até 2 de junho

O prazo para atualização e declaração semestral dos rebanhos em Mato Grosso do Sul inicia nesta quinta-feira (1) e segue até 2 de junho. O procedimento deve ser realizado de forma preferencial pela internet, no Sistema de Atenção Animal da Iagro (e-SANIAGRO), que é disponibilizado no site da Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda) . Já de forma presencial poderá ser efetuada em uma unidade local da Iagro.

O produtor rural ou seu representante legal que explore atividades agropecuárias, em imóvel próprio ou alheio, deverá atualizar os dados cadastrais, com informações sobre endereço, telefone, e-mail, coordenadas geográficas, tipo de propriedade, assim como as características da exploração da pecuária.

A declaração semestral do rebanho será realizada semestralmente e abrangerá as espécies bovina e bubalina, galinha, galinha- d’angola, ganso, marreco, pato, peru, ratitas, perdiz, aves não destinadas à produção de carne ou ovos (ornamentais/silvestres), codorna, suíno, caprino, ovino, equino, asinino, muar, abelha, bicho da seda e animais aquáticos.

A declaração e atualização do rebanho deve ser feito pelo produtor rural nas regiões do Planalto e Pantanal de 1º de maio a 2 de junho (primeiro semestre) e de 1º de novembro a 30 de novembro (segundo semestre).

O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold reforça a importância do cadastramento. “Nessa atualização do rebanho, que é uma atualização semestral, serão lançadas mortes, nascimentos, enfim, todo o movimento do rebanho para deixar atualizado pelo seu estoque da IAGRO. Isso é uma coisa comum, antigamente era feito em cima das vacinações e agora são duas campanhas, em maio e novembro”, explicou.

Estará disponível, caso haja interesse, o registro da vacinação contra a brucelose dos animais existentes e envolvidos na etapa vigente. Nos casos em que a atualização cadastral e a declaração semestral de rebanhos não ocorrer dentro dos prazos estabelecidos, as explorações pecuárias automaticamente ficarão bloqueadas, sendo liberadas mediante a realização do procedimento, mas com aplicação das penalidades previstas na legislação.

A omissão ou prestações de informações inverídicas poderá trazer sanções aos produtores rurais. As regras previstas na atualização e declarações foram publicadas em portaria da Iagro, nesta terça-feira (29), no Diário Oficial do Estado.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Foto: Divulgação/Semadesc

Agronegócios

Através do PAA, Prefeitura distribuiu mais de 1 tonelada de alimentos para instituições locais

Ao todo, sete instituições de Dourados foram beneficiadas com produtos adquiridos de agricultores familiares da região, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos
Em apoio à agricultura familiar e em atenção às entidades que prestam atendimento na cidade, a Prefeitura de Dourados, através da Semaf (Secretaria Municipal de Agricultura Familiar), realizou na manhã desta quarta-feira (19/6) novas entregas do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).

“A agricultura familiar de Dourados tem se destacado cada vez mais e com o PAA, temos contribuído para esse crescimento. O Programa tem essa característica de promover o acesso à alimentação de qualidade e incentivar a agricultura familiar. Através dele, a Prefeitura pode comprar os alimentos produzidos pela agricultura familiar sem a necessidade de licitação, e destinar para pessoas em vulnerabilidade nutricional, para a merenda escolar ou as entidades, como é o caso dessa doação onde estamos destinando mais de uma tonelada de alimentos”, explica o prefeito de Dourados, Alan Guedes.

Assim como nas doações anteriores, instituições cadastradas no programa receberam alimentos produzidos por agricultores da região, como frutas, poupa de frutas, legumes e verduras. Ao todo, foram distribuídos cerca de 1.100 kg de alimentos que beneficiaram sete entidades locais.

O secretário da Semaf, Joaquim Soares, destaca a importância dessas entregas rotineiras para as instituições.

“Esse programa é de extrema importância para a cidade. E, conforme pedido do prefeito Alan Guedes, alimentos sempre frescos e de qualidade são distribuídos para instituições que fazem um trabalho social exemplar. Neste projeto contemplamos milhares de famílias, pois além da alimentação no local, alguns produtos são doados para as crianças levarem para casa, proporcionando também a alimentação no ambiente familiar. Agradecemos aos produtores, colaboradores e parceiros deste programa, porque com certeza estamos fazendo a diferença na vida de muita gente”, ressalta.

No mês passado, Dourados lançou o 1º PAA Indígena de Mato Grosso do Sul, onde o Governo Federal, por meio do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) disponibilizou R$ 2.307.966,38 milhões para a aquisição de alimentos dos 161 produtores indígenas cadastrados no programa. Neste caso, a produção vai integrar as cestas que são distribuídas para as 829 famílias indígenas que vivem em situação de vulnerabilidade alimentar, incluindo mais sete escolas municipais, garantindo qualidade de merenda escolar aos alunos da reserva, que é a sexta maior população indígena do Brasil, com um total de 13.473 pessoas.

A Prefeitura, por meio da Semaf atua no apoio logístico nas aldeias operacionalizando a adesão dos 161 agricultores, que foi feita através da Semagro (Secretaria Executiva de Agricultura Familiar, de Povos Originários e Comunidades Tradicionais).

Agronegócios

Balança comercial de Mato Grosso do Sul tem superávit com saldo de US$ 2,9 bilhões no ano

A balança comercial de Mato Grosso do Sul registrou superávit de US$ 2,936 bilhões neste ano. Os dados são da Carta de Conjuntura da Coordenação de Economia e Estatísticas da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Segundo o levantamento, as exportações somaram US$ 4,1 bilhões de janeiro a maio em Mato Grosso do Sul, com recuo de 7%, em relação ao mesmo período do ano passado. As importações também diminuiram 13,8%, totalizando US$ 1,168 bilhões no acumulado do ano.

Com relação aos principais produtos exportados, a soja apareceu em 1º lugar no ranking, com 27,56% do total comercializado e montante de US$ 1,1 bilhão no ano. O segundo produto da lista foi a Celulose, com 15,16% de participação e movimentação de US$ 622,2 milhões. Comparativamente ao mesmo período do ano anterior, ocorreu um avanço de 26,01% no valor de exportação. Na importação o gás natural destaca-se, compondo 44,47% das importações totais, seguido por Adubos (9,28%) e Cobre (6,77%).

Em termos de destino das exportações, a China permanece como o principal país comprador dos produtos do MS, representando cerca de 47,79% no valor total do ano. Em destaque nas exportações do MS, a Indonésia registrou um aumento de 94,3%, junto com Emirados Árabes Unidos, que possui um aumento de 198,5%, ambos comparados com o mesmo período de 2023.

Entre os setores a Indústria de Transformação puxou o desempenho positivo com aumento de 10,3% no seu valor de exportações (10,32%) toneladas (1,22%). A agropecuária manteve queda por conta das condições climáticas, reflexo da menor produção. No segmento o declínio ficou em 23,28% no volume exportado.

Já a indústria extrativa apresentou alta de 20,08% no valor de exportação, refletindo em uma variação positiva do desempenho no setor. O minério de ferro por exemplo teve receita de US$ 106,3 milhões no ano, com crescimento de 76,7% nas vendas ao exterior.

De acordo com o titular da Semadesc, Jaime Verruck, apesar do recuo nas vendas de produtos tradicionais como a soja, o Estado mantém uma estabilidade relativa na balança com outros produtos como a celulose e o minério. “Este ano a agricultura teve um forte recuo na produção que se refletiu na balança comercial de produtos. Por outro lado, temos percebido um avanço na agregação de valor a nossas matérias primas e consequentemente o crescimento na venda destes produtos”, destacou.

Dados por Município

No Estado, Três Lagoas mantém a liderança como maior município exportador, com 23,06% do total das exportações. Outros Grandes exportadores são Dourados (8,42%), Antônio João (5,17%) e Corumbá (4,46%).

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Foto de capa: Álvaro Rezende
Foto interna: Bruno Rezende

Agronegócios

Faltam dois dias para fim do prazo da Declaração Semestral de Rebanhos

Os produtores precisam correr para fazer a Atualização Cadastral e a Declaração Semestral de Rebanhos 2023. O prazo, que já foi prorrogado, termina nesta sexta-feira (30). No Planalto, o índice está em 92,20% e no Pantanal, em 87,03%, segundo a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

De acordo com o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, a prorrogação atendeu um pedido dos próprios produtores. Ele explicou ainda que a declaração é obrigatória para criadores de bovinos e de outros animais como galinha, galinha-d’angola, ganso, marreco, pato, peru, ratitas, perdiz, aves não destinadas à produção de carne ou ovos (ornamentais/silvestres), codorna, suíno, caprino, ovino, equino, asinino, muar, abelha, bicho da seda e animais aquáticos.

“A pedido dos produtores, nossa Iagro prorrogou o prazo para o dia 30 de junho para fazer recadastramento, atualização do cadastro e declaração do rebanho. Vale lembrar que esse cadastro deve ser feito mesmo se a pessoa não tiver nenhum estoque de bovino. Se tiver qualquer tipo de animal dentro da sua propriedade, (como) cavalo, peru, galinha, vai ter que fazer cadastro disso. Se não for feito, vai receber multa que é de 100 Uferms, que hoje corresponde a R$ 4,8 mil. Contamos com o produtor rural para a liberação do Estado de Mato Grosso do Sul para caminhar para o status sanitário de livre de aftosa sem vacinação”, disse.

Paulo Fernandes, Comunicação do Governo de MS

Foto: Chico Ribeiro/arquivo

Agronegócios

Valor Bruto da Produção do Estado pode crescer 9,7% e superar os R$ 77,8 bilhõe

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) para Mato Grosso do Sul para este ano, com base nas informações de janeiro, está estimado em R$ 77,8 bilhões. O acréscimo poderá chegar a 9,7% em relação ao ano de 2022, quando a renda de todo o agronegócio ficou em R$ 70,9 bilhões. Os dados são do Boletim do VBP da Aprosoja elaborado em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

A lavoura deve ser a principal responsável pelo avanço com 74% deste montante ou o equivalente a R$ 57,9 bilhões no ano. As culturas de soja e milho são responsáveis por 84% do VBP da lavoura, cerca de 3% a mais em relação a participação em 2022 para esse período.  O VBP da soja aumentou 42,4% com estimativa de R$ 34,9 bilhões, enquanto o do milho reduziu 17,5%. Assim, o valor bruto de produção da lavoura cresceu 17,6%.

O aumento do VBP da soja justifica-se por uma produção estimada da safra 2022/2023 cerca de 41% maior. Já a redução de 17,5% no VBP do milho justifica-se pela produção estimada reduzida da CONAB, em 7,22%.

Na pecuária a perspectiva é de um rendimento de R$ 19,8 bilhões em 2023, menor em relação ao ano passado quando a atividade teve VBP de R$ 21,6 bilhões.

Brasil

No País a renda aguardada é de R$ 1.265,2 trilhão. Este é o melhor resultado obtido nos últimos 34 anos para esse indicador. Em relação ao ano passado, que foi de R$ 1.189,7 trilhão, representa um acréscimo previsto de 6,1% em termos reais. As lavouras têm um faturamento previsto de R$ 900,8 bilhões, e a pecuária com R$ 364,4 bilhões.

O VBP das lavouras cresceu 10,5% em relação ao observado no ano passado, e a pecuária deve ter retração de 2,7%. Há expectativas favoráveis para o clima neste ano, com exceção para o estado do Rio Grande do Sul que se encontra num período de falta de chuvas. Lavouras como soja, milho e feijão já revelam perdas acentuadas de produtividade no Estado.

A previsão de safra recorde de grãos em 2023, anunciada pelo IBGE e pela Conab, explicam as estimativas de produção de grãos – da ordem de 302,0 milhões de toneladas segundo o IBGE, e de 310,6 milhões conforme a Conab.

Agronegócios

Dourados terá curso para Operador de Máquinas Pesadas com apoio da Prefeitura

Inscrições estão abertas até quinta-feira e podem ser feitas de forma online ou presencial

A Escola Qualifica Cursos Tecnologia, com apoio da Prefeitura de Dourados, realiza os cursos de reciclagem e formação para operadores de máquinas pesadas para servidores do município e também disponibilizará vagas para a população interessada. As inscrições estão abertas até a próxima quinta-feira (9).  

Segundo o instrutor da Qualifica Cursos, Silvestre Fontes, serão aulas teóricas e práticas nas máquinas e todo material didático é fornecido de forma gratuita, graças a parceria com a Prefeitura. “A proposta é direcionada para os servidores do município com contrapartida para toda a população douradense, homens e mulheres, que estejam interessados na formação”, explica. 

Segundo Silvestre, todo material didático e as aulas não terão custo. No final do curso, o aluno pode optar pela certificação e receber a Carteira do Operador ou Operadora e o certificado com uma taxa única no valor de R$ 99,98. 

Na programação do curso está o manuseio de diversas máquinas, como empilhadeira, motoniveladora, trator agrícola, pá carregadeira, retroescavadeira  e  escavadeira hidráulica. 

Inscrição

Para se inscrever ou obter mais informações, basta entrar em contato pelo whatsapp com o representante Emerson Galvão através do número (67) 99601-4144. “O interessado receberá um link para fazer a inscrição”, informa Silvestre. O atendimento presencial e local de apoio ao aluno fica na Semsur (Secretaria de Serviços Urbanos), que fica na Rodoviária. 

A única exigência para se inscrever é ser maior de idade. “Estaremos realizando cursos de máquinas pesadas com aulas e materiais didáticos sem custo, para homens e mulheres que desejam ganhar um ótimo salário e não é necessário carteira de habilitação e nem comprovante de estudos. Essa é uma grande oportunidade para sua qualificação profissional, porém as vagas são limitadas”, ressaltou Silvestre.

Horário 

O curso começa na quinta-feira (9), às 19h, com aula de abertura oficial. As aulas teóricas serão nos dias 9, 10 e 11 e acontecerão no Auditório da Prefeitura. Já a aula prática será no dia 12, das 7h às 17h no Pátio da CONAB.  

São apoiadores da ação a Semop (Secretaria Municipal de Obras), Assessoria de Comunicação e Cerimonial, Semaf (Secretaria Municipal de Agricultura Familiar) e Semsur  (Secretaria Municipal de Serviços Urbanos).

Arte: Assecom
Agronegócios

Valor Bruto da Produção Agropecuária de MS apresenta crescimento de 17,85% nos últimos 3 anos

A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022 para Mato Grosso do Sul é de R$ 79,9 bilhões, valor que manteve o posicionamento do Estado como sétimo colocado no ranking nacional, com uma taxa de crescimento de 17,85% no VBP agropecuário sul-mato-grossense no período de 2020 a 2022. As informações são do levantamento feito pelo Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) com base nos dados de janeiro deste ano.

De acordo com a Nota técnica sobre VBP da agropecuária de MS, elaborada pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) com base no levantamento do Mapa, as culturas de maior destaque no crescimento do VBP do Estado foram a soja (5º no ranking), o milho (4º no ranking), a cana de açúcar (4º no ranking); enquanto que na pecuária o melhor desempenho foi para: bovinos (4º no ranking), frangos (7º no ranking) e suínos (7º no ranking).

O crescimento do VBP da soja foi de 81,21% de 2018 a 2022 enquanto que no Brasil esses valores chegaram a 58,86% para o mesmo período de análise. No caso do milho, o crescimento do VBP foi de 145,54% de 2018 a 2022, enquanto que no Brasil esses valores chegaram a 108,78% para o mesmo período.

Na pecuária, o setor de bovinos teve um crescimento do VBP foi de 35,92% de 2018 a 2022, enquanto que no Brasil esses valores chegaram a 24,66%. Nas carnes de frango e de suínos, a variação do Valor Bruto de Produção no período de 2018 a 2022 foi de 5,44% e 19,18%, respectivamente.

O que é o VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária no decorrer do ano, correspondente ao faturamento dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção agrícola e pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país dos 26 maiores produtos agropecuários nacionais.

O valor real da produção é obtido, descontada da inflação, pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

Marcelo Armôa, Semagro
Foto:Saul Schramm

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