sábado, 24 de outubro de 2026
Informações

Governo de MS lança processos seletivos com mais de 200 vagas para Saúde e Educação

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SAD (Secretaria de Estado de Administração), publicou no Diário Oficial de quarta-feira (11) a abertura de dois processos seletivos simplificados com mais de 200 vagas para as áreas de saúde e educação.

O primeiro, da Funsau (Fundação Serviços de Saúde), prevê é destinado à seleção de pessoal a ser contratado por tempo determinado para a função de médicos, enfermeiros perfusionistas, técnicos de enfermagem e técnicos de refrigeração, visando atender à necessidade temporária de excepcional interesse público existente no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. O certame abrange profissionais com formação escolar de nível superior e médio/técnico.

Para o cargo de Profissional de Serviço Hospitalar, foram abertas vagas para as seguintes funções: Médico Cirurgião de Cabeça e Pescoço, Médico Cirurgião Pediátrico e Médico Cardiologista Pediátrico, cada função dispõe de duas vagas, com carga horária de 12 horas semanais, remuneração base de R$ 2.863,12 e adicional de função no valor de R$ 3.149,43.

Nas funções de Enfermeiro Perfusionista são oferecidas duas vagas, com vencimento base de R$ 2.702,83 e adicional de função de R$ 3.108,25. Técnico em Refrigeração consta duas vagas, já a função de Técnico de Enfermagem dispõe o maior número de vagas: 194 ao todo. A carga horária nessas atividades é de 40 horas semanais, remuneração base de R$ 1.793,06 e adicional de função de R$ 1.703,41.

As inscrições se iniciam nesta quarta-feira e vão até o dia 17 deste mês de junho, podendo ser realizadas através do site www.econcursosms.ms.gov.br.

Educação

Já o processo seletivo da área da educação está destinado à seleção de pessoal a ser contratado por tempo determinado,para a função de nutricionista, visando atender à necessidade temporária de excepcional interesse público existentes nas escolas de Rede Estadual de Ensino.

A contratação de Gestores de Atividades Educacionais exige formação escolar de nível superior em Nutrição, para atuação na secretaria.

São destinadas 22 vagas, sendo a carga horária de 40 horas semanais e remuneração de R$ 4.509,13. As vagas estão distribuídas em 11 cidades do Estado, sendo elas: Campo Grande, Aquidauana, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

As inscrições podem ser feitas a partir desta quarta-feira até o dia 23 deste mês junho, através do site www.econcursosms.ms.gov.br.

Reserva de vagas

Conforme prevê a legislação estadual, os certames têm reserva de vagas destinadas a pessoa com deficiência (PCD), ao negro e ao indígena.

Aos candidatos que desejarem participar dos processos seletivos simplificados na condição de Pessoa com Deficiência – PCD, negro e indígena, será reservada, dentre as vagas oferecidas, para os candidatos aprovados e habilitados como cotistas o percentual de 5% (cinco por cento) para pessoas com deficiência, 20% (vinte por cento) para negros, e 3% (três por cento) para indígenas, observando as legislações pertinentes.

Mais informações

Para conhecer mais informações e acompanhar as etapas dos processos seletivos, acesse o edital pelo site www.spdo.ms.gov.br, Diário Oficial Eletrônico n. 11.855, do dia 11 de junho de 2025.

Giovanna Montoso, Comunicação SAD

Informações

Exames de DNA feitos pela Polícia Científica ajudam a garantir identidade e cidadania em MS

“Ele só queria saber quem era o pai”. O pedido chegou por meio do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul): um adolescente, criado apenas com o nome da mãe, esperava há anos por uma resposta simples, mas definitiva. A investigação de paternidade foi autorizada judicialmente e encaminhada à Polícia Científica, sem custo para a família.

O exame foi realizado pelo IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), unidade da instituição especializada em análises genéticas. Em silêncio, com base em critérios técnicos, o laudo comprovou o que anos de processo não haviam conseguido resolver. Esse foi só mais um de vários casos que, como esse, se multiplicam.

Entre 2014 e 2024, foram emitidos 1.858 laudos periciais em processos cíveis pela Polícia Científica de Mato Grosso do Sul — todos voltados à confirmação de vínculos biológicos. A maioria dos exames refere-se a ações de investigação de paternidade e maternidade.

“Esse trabalho é possível graças a uma política pública consolidada desde 1998, que garante o acesso gratuito ao exame de DNA para pessoas beneficiárias da justiça gratuita, por meio de encaminhamento judicial”, explica a perita criminal Josemirtes Prado da Silva, diretora do IALF.

“A triagem para verificar se a parte tem direito à gratuidade é feita pelo próprio juiz. Assim que o pedido é autorizado, damos andamento ao exame com total rigor técnico”, complementa.

Nos últimos anos, a área de genética forense evoluiu significativamente. Segundo a perita criminal, melhorias como o uso de mais marcadores genéticos, novas técnicas de extração de DNA, informatização dos laudos e padronização conforme normas internacionais tornaram o processo mais preciso e eficiente. “A tecnologia avançou, mas o que mais nos marca é o impacto humano que esse trabalho provoca”.

E esse impacto não é pequeno. Para muitas famílias, o laudo pericial é mais do que um documento técnico: é a chance de encerrar uma disputa judicial, garantir pensão alimentícia, assegurar o nome do pai no registro civil e, em muitos casos, permitir o reconhecimento tardio da paternidade.

“Já proporcionamos reencontros emocionantes entre pais e filhos após anos ou até décadas de afastamento. Situações assim mostram o valor real do que fazemos aqui”, relata a diretora.

A atuação do Instituto também se estende a casos em que o suposto pai é falecido. “Tivemos situações em que apenas o material ósseo, obtido por exumação, estava disponível — e mesmo assim conseguimos dar uma resposta definitiva”, afirma.

“Não se trata apenas de um exame, mas de garantir que cada pessoa tenha o direito de conhecer sua origem”, destaca.

Ao unir ciência e justiça, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul fortalece a garantia de direitos fundamentais, oferecendo respostas técnicas que ajudam a transformar vidas, mesmo nos casos em que o nome do pai não vem de uma fala, mas de um laudo.

Maria Ester Jardim Rossoni, Comunicação Polícia Científica

Informe

CAMPEONATO MUNICIPAL DE DEODÁPOLIS TERÁ JOGO DECISIVO NESTE DOMINGO (15)

O Campeonato Municipal de Futebol Amador – Troféu Sílvio José dos Santos (Nego) terá jogo decisivo neste domingo (15/06), no Estádio Sebastião Rodrigues dos Santos.

A bola vai em dois confrontos: às 15h, o atual campeão Guarani de Presidente Castelo com 4 pontos em 4 jogos precisa vencer o A.V.D (Associação Veteranos Deodápolis) com 7 pontos e 3 jogos disputados.

Às 17h, para ainda continuar sonhando com a classificação, entram em campo Univilas com 3 jogos e Frigormar com 4 jogos realizados, ambas equipes ainda não somaram pontos na competição.

A competição atrai um grande público todos os domingos.

O secretário de Esportes, Cultura e Turismo, Dado, na abertura do campeonato destacou a importância da competição e a justa homenagem a Sílvio José dos Santos, figura marcante do esporte local. Segundo ele, há a proposta para que o nome do troféu se torne definitivo, dependendo da aprovação de uma lei municipal.

Saúde

SES reforça importância da vacina contra coqueluche diante de aumento de casos no país

A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) alerta para a importância da vacinação contra a coqueluche, especialmente entre gestantes, diante do aumento de casos da doença no Brasil e na região das Américas. O imunizante é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS (Sistema Único de Saúde).

Em 2025, até a Semana Epidemiológica 22 (encerrada em 31 de maio), Mato Grosso do Sul registrou 40 casos confirmados de coqueluche, além de um óbito: um bebê de 1 mês de vida, cuja mãe não recebeu a vacina dTpa durante a gestação. Em 2024, foram 24 casos confirmados no estado, sem registro de óbitos. Atualmente, sete casos seguem em investigação. No Brasil, o ano de 2024 registrou 7.486 casos e 29 mortes, sendo que 95% dos óbitos ocorreram em menores de 1 ano e 82% das mães não haviam sido vacinadas.

“A coqueluche é uma doença respiratória altamente contagiosa e potencialmente grave, especialmente para bebês. A vacinação segue o calendário do SUS: crianças devem receber a vacina Pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforços da DTP aos 15 meses e 4 anos. Gestantes devem ser imunizadas com a dTpa a partir da 20ª semana de cada gestação”, explica a Gerência de Doenças Agudas e Exantematicas da SES, Jakeline Miranda Fonseca.

Ela ressalta que a cobertura vacinal no estado é alta, com índices de 99,82% para a Pentavalente, 99,85% para a DTP e 92,40% para a dTpa adulto. Além dos altos índices de vacinação, a secretaria realiza capacitações para os coordenadores de vigilância epidemiológica e imunização municipais; desenvolve estratégias para ampliar a cobertura vacinal e qualificar a detecção precoce de casos suspeitos.

O alerta em relação à vacinação segue recomendações da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que identificou aumento significativo de casos na América Latina em 2025, com destaque para Colômbia, Equador, México e Paraguai. A Opas reforça a necessidade de vigilância ativa, isolamento dos casos e início rápido do tratamento para evitar a transmissão, principalmente entre crianças pequenas e não vacinadas.

A SES recomenda ainda a quimioprofilaxia dos contatos e seu monitoramento por até 42 dias  período de incubação da doença, além da ampla divulgação de informações à população e aos profissionais de saúde.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

VAGAS DE EMPREGOS

Fundect: com investimento de R$ 6,3 milhões, bolsas do Pibic crescem 25% e 750 estudantes serão beneficiados

A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) lançou o edital do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica (Pibic-Fundect) 2025. A nova edição traz um crescimento significativo: serão 750 bolsas ofertadas – um aumento de 25% em relação ao ano anterior, quando foram concedidas 600 bolsas. O total de investimentos este ano será de R$ 6,3 milhões.

O objetivo do programa é incentivar a vocação científica entre os estudantes de graduação, promovendo uma formação mais qualificada e integrando-os à cultura da pesquisa científica e tecnológica. As bolsas têm duração de 12 meses e valor mensal de R$ 700, pagos com recursos do Governo do Estado.

As propostas devem ser submetidas eletronicamente no SigFundect (https://sigfundect.ledes.net) até o dia 13 de junho. Podem participar instituições de ensino superior associadas ao Crie-MS (Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de MS), conforme lista disponível no edital.

Cada instituição será responsável pela seleção interna dos bolsistas e pela submissão das propostas institucionais. Os estudantes serão indicados no sistema SigFundect entre 23 de junho e 5 de setembro, com início da vigência das bolsas previsto para 1º de setembro de 2025.

Como participar:

As propostas devem ser encaminhadas pelo coordenador institucional da Instituição de Ensino Superior (IES), que deve:

  • Possuir vínculo com a instituição e estar cadastrado no SigFundect;
  • Preencher o formulário eletrônico disponível na plataforma;
  • Anexar os documentos exigidos, incluindo edital interno da IES e declaração de anuência da instituição;
  • Submeter a proposta até às 17h (horário de MS) do dia 13 de junho.

Após a aprovação, os bolsistas devem ser indicados diretamente no SigFundect, e a documentação de cada estudante deverá ser enviada até o dia 12 de setembro.

Quem pode ser bolsista:

Podem concorrer estudantes de graduação regularmente matriculados em cursos oferecidos pelas instituições listadas no edital, desde que atendam aos critérios estabelecidos, como:

  • Ter currículo atualizado na Plataforma Lattes;
  • Estar com cadastro completo no SigFundect;
  • Não acumular outra bolsa de agência pública de fomento.

O edital completo está disponível no site da Fundect: www.fundect.ms.gov.br/pibic

Veja a distribuição de bolsas por Instituição participante:

 

Maristela Cantadori, Comunicação Fundect
Foto: Acervo UEMS

Eventos

Procon de Dourados divulga pesquisa de itens para a festa junina

O levantamento apurou preços de 25 itens, em 12 supermercados da cidade e a diferença do estabelecimento com o menor preço para o de maior preço é de 106,70%

Fiscais do Procon visitaram 12 supermercados da cidade entre os dias 02 e 06 de junho. Foto: Divulgação/Procon

A Prefeitura de Dourados, por intermédio do Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), fez pesquisa de preços dos principais produtos consumidos durante uma festa junina. Foram pesquisados produtos em 12 supermercados da cidade, entre os dias 2 a 6 de junho. Foram coletados preços de 25 itens, sendo considerados para levantamento produtos pré-definidos.

Os produtos apresentaram variação significativa de um estabelecimento para outro. Por exemplo, o leite de coco 200 ml apresentou diferença de 234,20%;  o coco ralado 100 g, diferença de 167,22%; o amendoim 400 g, diferença de 442,86%; o gengibre apresentou diferença de 214,59% o quilo; maçã gala teve diferença de 130,91%.

Conforme o Procon, entre os estabelecimentos pesquisados foram encontrados 12 produtos com diferença superior a 100% entre o produto com menor e maior preço, como, por exemplo, o milho verde lata (170 g), leite condensado 395 g, a canela em pó 10g/20g, a canela em rama 10g/20g e o cravo da índia 10g/20g.

A diferença do estabelecimento com menor preço e o de maior preço nesta pesquisa é de 106,70%.

O Procon orienta o consumidor a ficar atento às especificações contidas na embalagem, como prazo de validade, composição e peso líquido do produto. Qualquer dúvida ou reclamação ligue 2222-1536 (ou 2222-1539) ou envie mensagem para o e-mail: procon@dourados.ms.gov.br ou registre através do link:

https://procon.dourados.ms.gov.br/index.php?class=ReclamacaoForm

Empregos

Empresas de construção civil e de logística oferecem 93 oportunidades em Ribas e distrito de Dourados

A Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul) promove mais um Feirão da Empregabilidade nesta terça-feira (10) para quem procura uma recolocação no mercado de trabalho. Serão vagas com contratação mais ágil e que os candidatos podem negociar diretamente com as empresas.

Representantes de oito empresas estarão no local com 176 vagas disponíveis, nos setores de construtora, logística, limpeza terceirizada, estágios, rede atacadista e call center.

O destaque vai para duas empresas (construtora e de logística) que oferecem alojamento para os contratados. A construtora oferece 85 vagas nas funções de armador de ferros, servente de obras, carpinteiro e pedreiro para atuar em Itahum, distrito de Dourados.

Já a empresa de logística fica em Ribas do Rio Pardo e oferta oito oportunidades para soldador, auxiliar de mecânico diesel (exceto de veículos automotores), carreteiro (motorista de caminhão-carreta), mecânico de veículos automotores a diesel (exceto tratores, borracheiro, líder de manutenção mecânica e operador de grua (móvel).

Vinculada à Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a Funtrab alinha-se à política de desenvolvimento das atividades produtivas do Estado, que tem possibilitado a criação de postos de trabalho e de geração de renda, atua como mediadora das relações de intermediação entre o trabalhador e a vaga.

O Feirão acontece na própria sede da Funtrab, na Rua 13 de maio, 2.773 – Centro (entre ruas Dom Aquino e Cândido Mariano), das 8h às 11h. Candidatos interessados devem estar munidos de RG, CPF e Carteira de Trabalho.

Cláudia Yuri, Comunicação Funtrab

Saúde

Dia da Saúde Ocular acende alerta para práticas ilegais em ações oftalmológicas em MS

Neste 10 de Julho, data em que se celebra a Saúde Ocular no calendário do Ministério da Saúde, a SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) reforça a importância do cuidado responsável com a visão. A atenção à saúde ocular exige profissionais qualificados, ambiente adequado, respeito às normas sanitárias e os direitos de consumidores.

Em duas fiscalizações recentes, a Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária da SES em parceria com as Vigilâncias Sanitárias municipais atuou para coibir mutirões de exames visuais irregulares no estado.

Em um município, por exemplo, a fiscalização foi realizada antes do início dos atendimentos, impedindo a continuidade da ação devido à falta de licença para funcionamento; ausência de local adequado; e a vinculação do exame com a venda de lentes de grau – o que é proibido pela legislação federal, devido ao risco de prescrição incorreta de grau em razão do intuito de comercialização de lentes e armações.

Em outros municípios, os atendimentos foram interrompidos durante ações de fiscalização, em razão da ausência de condições mínimas de segurança e higiene necessárias para a realização dos exames, e por vincular a realização do exame visual com a comercialização de lentes de grau e armações.

Matheus Pirolo, gerente de Apoio ao Sistema Estadual de Vigilância Sanitária da SES, ressalta que muitas dessas ações acontecem em locais sem a estrutura adequada, com equipamentos que não são devidamente higienizados ou calibrados, em situação de venda casada e baixa qualidade dos exames e das lentes e armações comercializadas, o que expõe as pessoas a riscos concretos de contaminação e transmissão de doenças, além de lesar direitos do consumidor.

Pirolo reforça ainda que o ideal é que toda pessoa faça uma consulta com um profissional habilitado, em local que tenha alvará sanitário à vista do consumidor, para avaliar a acuidade visual antes de optar pelo uso de óculos.

O gerente orienta também que se desconfie de promessas de preços atrativos e de gratuidades nos exames de vista conjugadas com indicações de óticas ou comercialização de lentes e armações, garantindo assim um atendimento seguro.

“Quando esses cuidados não são tomados pelo consumidor, além do risco sanitário, as pessoas acabam submetidas a atendimentos inadequados, o que pode agravar problemas já existentes ou criar novos, prejudicando a saúde ocular e geral da população, ” destaca Matheus.

Riscos da prescrição inadequada

O oftalmologista Heron Leal Farias alerta: “Usar óculos sem prescrição médica pode parecer uma solução rápida para quem começa a ter dificuldade para enxergar, mas essa escolha pode trazer riscos importantes à saúde ocular e à segurança no dia a dia. Sem passar por uma consulta oftalmológica, é comum que o grau das lentes esteja inadequado, o que pode provocar sintomas como dor de cabeça, tontura, visão embaçada e cansaço visual. Esses desconfortos não apenas comprometem a qualidade de vida, mas também aumentam o risco de acidentes, especialmente ao dirigir ou operar máquinas, atividades nas quais a visão deve estar precisa e confiável”, detalha.

Além disso, complementa, ao pular a avaliação médica a pessoa perde a oportunidade de detectar doenças oculares silenciosas, como glaucoma, catarata ou problemas na retina — e até sinais de doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, que muitas vezes se manifestam nos olhos.

Portanto, usar óculos sem prescrição adequada não é apenas ineficaz — é uma decisão que pode comprometer tanto a saúde ocular quanto a prevenção geral de outras doenças.

A SES reforça que mutirões feitos por empresas ou associações sem fins lucrativos não substituem a consulta oftalmológica em consultório clínico regularizado perante a Vigilância Sanitária local, e informa que realiza ações regulares dentro do programa MS Saúde, com profissionais capacitados e infraestrutura adequada.

“Nosso objetivo é garantir atendimento seguro, responsável e de qualidade para toda a população, sem repercussões indesejadas à saúde ou aos direitos dos consumidores”, finaliza Pirolo. Neste Dia da Saúde Ocular, o alerta é claro: cuidar da visão exige responsabilidade e respeito à saúde pública.

Denúncias de mutirões de exame de vista gratuitos conjugados com a comercialização de lentes de grau e armações podem ser formalizadas de forma anônima para a SES pelo 0800 647 0031 (ouvidoria do SUS) ou pelo email: cvisa@saude.ms.gov.br.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Patrícia Belarmino, Comunicação HRMS
Fotos: Arquivo e Patrícia Belarmino/HRMS

Saúde

Captação de órgãos em Dourados supera 2024, mas recusa familiar ainda preocupa

Conscientização familiar é decisiva para aumentar número de transplantes no município, garantindo que a vontade do potencial doador seja respeitada

A captação de órgãos é feita no Hospital da Vida e em todas as unidades hospitalares de Dourados, Nova Andradina e Ponta Porã com UTI – Foto: Assecom

Dourados já registrou cinco captações de órgãos até o momento em 2025, ultrapassando todo o ano anterior, quando apenas quatro doações foram efetivadas. Apesar do avanço, a recusa familiar permanece alta e ainda representa um grande desafio para aumentar o número de transplantes na região.

Conforme a coordenadora em Dourados da Organização de Procura de Órgãos (OPO), Ludelça Dorneles, um dos fatores que contribui significativamente para a recusa é o desconhecimento das famílias sobre a vontade do potencial doador. “É fundamental que essa conversa aconteça dentro das famílias, porque o desconhecimento gera insegurança e consequentemente negativas”, explica.

Em Dourados, além da conscientização limitada sobre a importância da doação, questões estruturais impactaram o processo. Durante a pandemia, muitos leitos foram destinados exclusivamente à Covid-19, gerando atrasos e dificuldades adicionais. Outro fator importante foi a reforma no aeroporto local, essencial para o transporte rápido de órgãos mais sensíveis, como coração e pulmão.

Esses órgãos precisam ser transplantados em até quatro horas após a captação. Sem o aeroporto operacional, o transporte ficou inviável, causando a suspensão temporária dessas captações na cidade.

A captação de órgãos ocorre em todas as unidades hospitalares da cidade com Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Entre os órgãos captados estão rins, fígado, córneas, pâncreas, coração e pulmão (os dois últimos suspensos devido às dificuldades logísticas). Hospitais de Ponta Porã e Nova Andradina também são de abrangência da OPO Dourados.

Embora tenha capacidade para captação, Ludelça explica que Dourados ainda não realiza transplantes por falta de equipes médicas credenciadas. Os procedimentos são realizados somente em Campo Grande, na Santa Casa e no Hospital do Pênfigo, seguindo listas estaduais para transplante de fígado, córneas e rins, e listas nacionais para demais órgãos.

A OPO realiza um trabalho essencial de acolhimento familiar desde o primeiro momento em que surge a suspeita de morte encefálica. Após a confirmação pelo médico, é a equipe da OPO que se aproxima da família, acolhe emocionalmente os familiares, esclarece dúvidas e informa sobre o direito e a importância da doação de órgãos, respeitando sempre o momento delicado e sensível pelo qual passam os envolvidos.

Para melhorar os índices de doação, a OPO realiza ações educativas contínuas, como palestras em universidades, escolas técnicas, hospitais e empresas. “Fazemos campanhas, ações, mas precisamos intensificar ainda mais a discussão sobre a importância da doação de órgãos”, reforça a Ludelça Dorneles.

Dados das recusas familiares nos últimos anos:

  • 2020: 21 recusas familiares e 8 doações
  • 2021: 4 recusas familiares e 3 doações
  • 2022: 11 recusas familiares e 5 doações
  • 2023: 19 recusas familiares e 7 doações
  • 2024: 16 recusas familiares e 4 doações
  • 2025: até o momento, 5 doações realizadas

Cenário Nacional

Em nível nacional, o Brasil realizou 30,3 mil transplantes em 2024, atingindo um recorde histórico, porém ainda há 78 mil pessoas na fila de espera. Mais de 90% dos transplantes no país são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os transplantes mais realizados são os de córnea, rim, medula óssea e fígado.

Especialistas orientam que as famílias conversem antecipadamente sobre o desejo de doar órgãos, garantindo que a vontade do potencial doador seja respeitada. Informar-se sobre o tema é essencial para salvar vidas.

Agronegócios

Agraer, Embrapa e Iagro reforçam prevenção à gripe aviária com foco na agricultura familiar

Diante do recente caso de influenza aviária (H5N1) detectado em uma granja comercial em Montenegro (RS), onde a unidade passa por vazio sanitário até 18 de junho, a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), em parceria com a Embrapa Pantanal e a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), intensifica a mobilização preventiva em Mato Grosso do Sul.

A ação conjunta tem como foco a biossegurança e o fortalecimento da educação sanitária nas propriedades da agricultura familiar.

A iniciativa envolve capacitações, oficinas, repasse de informações, visitas técnicas e vigilância participativa. O objetivo é orientar pequenos produtores sobre protocolos de biosseguridade e biossegurança, com foco especial em regiões de fronteira e comunidades que praticam a avicultura de subsistência.

Thainara Rocha, zootecnista da Agraer, ressalta que informar o agricultor familiar é fundamental para conter o avanço da gripe aviária. “O produtor é muitas vezes o primeiro a perceber alterações no comportamento das aves. Mas para que ele seja um aliado no enfrentamento da doença, precisa entender não apenas o que pode ou não fazer, mas o porquê das orientações técnicas”.

Segundo a zootecnista, como em algumas pequenas propriedades as criações geralmente têm aves soltas, sem cercas ou proteção contra animais silvestres, o risco de contaminação é alto. “Uma vez confirmado o foco, a medida de contenção é o sacrifício dos animais, o que gera prejuízos que atingem toda a cadeia, inclusive os pequenos que não têm estrutura para enfrentar perdas sanitárias severas”.

Nesse sentido, a Agraer tem ampliado a capacitação dos seus técnicos, com apoio da Embrapa Pantanal e diretrizes da Iagro.

“Em março, nossos técnicos já haviam sido treinados em práticas de biossegurança para criações de pequeno porte. Em junho, realizaremos uma nova capacitação focada exclusivamente na gripe aviária, preparando ainda mais nossa equipe para orientar os agricultores de forma padronizada e eficaz”, informa Thainara.

Além disso, os produtores contam com canais de atendimento da Iagro, como escritórios regionais, site e redes sociais, para esclarecer dúvidas e reportar suspeitas. Os técnicos da Agraer, por sua abrangência de atuação, fazem a ponte entre o agricultor e os órgãos de defesa, acolhendo e direcionando demandas ao serviço oficial.

Biosegurança x biosseguridade

De acordo com Janine Ferra, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Iagro, a biosseguridade e a biossegurança são conceitos complementares, mas distintos.

“A biosseguridade diz respeito à estrutura da propriedade como cercas, telas de proteção contra aves silvestres, controle de acesso, manejo diário, a higiene nas instalações e o descarte adequado de resíduos. Já a biossegurança envolve a proteção do operador, o uso de equipamentos de proteção individual. Ambas são indispensáveis para evitar a entrada e a disseminação de doenças”, explica.

Em caso de suspeita, o produtor deve isolar imediatamente as aves doentes e acionar a Iagro, que realizará a investigação e tomará as medidas necessárias.

Segundo a médica veterinária Janine, é fundamental que os produtores fiquem atentos a qualquer alteração no comportamento das aves, especialmente sintomas neurológicos como andar cambaleante, falta de postura, inchaço na cabeça, coriza no bico, olhos pressionados avermelhados ou inchados, espirro, tosse, dificuldade respiratória, diarreias além de sinais de hemorragia nas pernas ou mudança na coloração natural da crista.

“Esses são sinais que podem indicar a presença de doenças como a influenza aviária. A mortalidade repentina também é um alerta importante. Ao notar qualquer anormalidade, é essencial notificar imediatamente a Iagro, que deve atuar em até 12 horas para atendimento local”, reforça.

Janine destaca ainda a importância de manter as aves suspeitas isoladas em um galinheiro ou piquete, facilitando a inspeção e coleta de material. “Quando elas estão soltas pela propriedade, o atendimento se torna mais difícil e pode atrasar a ação sanitária”.

Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I)

A Embrapa Pantanal também integra a ação como parceira estratégica na disseminação de conhecimento técnico e científico. A pesquisadora Raquel Juliano destaca que a educação sanitária no campo é decisiva para evitar surtos.

“A saúde é um processo complexo. A gripe aviária ameaça não apenas os animais, mas também a segurança alimentar de comunidades que dependem desses animais”, afirma.

A instituição atua com base nos princípios da Saúde Única (One Health), integrando saúde animal, humana, de plantas e ambiental. As pesquisadoras Adriana Araújo, Aiesca Pellegrin e Raquel Juliano estão envolvidas com o “Aves de quintais para uso alimentar e artesanal”, financiado pela Fundect, que inclui a implantação de módulos de criação protegida e ações em escolas e comunidades.

“Estamos desenvolvendo, em parceria com a Agraer e a Iagro, um material técnico voltado à orientação de profissionais que atuam junto a agricultores familiares, comunidades tradicionais e indígenas. Além disso, buscamos dialogar com grêmios estudantis, Escolas Famílias Agrícolas (EFA) e estabelecer parcerias com instituições que trabalham com esses públicos, com o objetivo de construir um plano de comunicação colaborativo. Os grupos de mulheres também são aliados fundamentais nesse processo, já que, em muitas comunidades, o cuidado diário com as aves de quintal está sob responsabilidade delas”.

A abordagem inclui a formação de multiplicadores, com capacitação de técnicos e lideranças rurais, para garantir que a informação chegue de forma clara e acessível às pequenas propriedades.

“Todos precisam se sentir parte do processo de vigilância, para prevenção e controle de doenças, independentemente do tamanho do plantel. Quando o produtor sabe reconhecer os sinais de uma doença e como agir, ele se torna uma peça-chave na proteção da saúde”, reforça a pesquisadora.

Com essa articulação interinstitucional, a expectativa é manter Mato Grosso do Sul livre da influenza aviária e com capacidade de resposta rápida diante de qualquer sinal de risco — protegendo a produção rural, a saúde das famílias e o abastecimento alimentar no campo e na cidade.

Aline Lira, Comunicação Agraer
Fotos: Agraer/Arquivo

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