terça-feira, 28 de abril de 2026
Informe

Motorista com selo de ‘Bom Condutor’ já pode aproveitar descontos na renovação da CNH em MS

Motoristas com bom histórico na Carteira Digital de Trânsito (CDT)  têm descontos de 10% no valor das taxas de serviços de renovação, adição e mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) foi o primeiro do Brasil a regulamentar o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), criado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e condutores que possuem o selo de Bom Condutor ativo já podem usufruir deste benefício.

A iniciativa, de acordo com o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, é mais um incentivo para aqueles condutores que seguem as regras de trânsito e contribuem para que ele seja mais seguro para todos.

“Essa é uma excelente iniciativa da Senatran para premiar os bons condutores, e tudo que é positivo, nós sempre buscamos implementar aqui. O desconto na CNH já está funcionando e muitos condutores já aproveitaram esse benefício. Estamos estudando a possibilidade de incluir novos benefícios para os bons condutores de Mato Grosso do Sul”, destaca.

A Lei n° 6.164, que acrescenta dispositivos à Lei no 4.282, que trata dos valores das taxas da Tabela de Serviços do Detran-MS foi publicada no Diário Oficial do Estado e assinada pelo governador, Eduardo Riedel, em dezembro de 2023, mas a integração sistêmica junto ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) só foi possível este ano, e os bons condutores já podem aproveitar as vantagens.

Para ter acesso ao benefício é necessário que o condutor esteja cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), criado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

O Cadastro Positivo de Condutores permite que empresas e órgãos públicos ofereçam benefícios a motoristas que não tiverem cometido infrações de trânsito nos últimos 12 meses.

De acordo com a Senatran, a boa conduta dos motoristas poderá ser premiada com benefícios como descontos e isenção de taxas, condições diferenciadas para locação de veículos, contratação de seguros, tarifas de pedágio e estacionamento e muitos outros.

A adesão ao RNPC é voluntária. Para aderir, o cidadão pode se cadastrar através do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) ou diretamente no Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

A Lei 6.164 foi publicada na edição n. 11.357 do Diário Oficial do Estado (DOE). Confira AQUI.

Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Foto: Rachid Waqued/Detran

Informe

Atendimento à distância pelo SUS: conheça os tipos de Telessaúde disponíveis em Mato Grosso do Sul

A tecnologia tem transformado a saúde pública em Mato Grosso do Sul, ampliando o acesso aos serviços de saúde, especialmente nas regiões mais afastadas. Nos últimos meses, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) implementou diversas modalidades de telessaúde para facilitar o atendimento remoto e melhorar a qualidade dos serviços prestados.

Desde o início das operações, a telessaúde já viabilizou 98.293 atendimentos em Mato Grosso do Sul. Dentro desse total, foram realizadas 3.186 teleinterconsultas, distribuídas em 29 municípios, com destaque para Ponta Porã, que registrou 388 atendimentos. Além disso, os serviços de telediagnóstico, teleconsultoria e telemonitoramento seguem em expansão, garantindo maior acesso e eficiência no atendimento à população, especialmente nas regiões mais distantes.

“A telessaúde tem sido uma ferramenta transformadora em nosso Estado, ajudando a superar distâncias e a ampliar o acesso à saúde. Temos trabalhado para garantir que a população, especialmente nos pontos mais distantes, tenha acesso a atendimentos médicos de qualidade”, afirma a coordenadora do Telessaúde da SES, Rosângela Dobbro. Ela detalha que a tecnologia tem sido aliada na implementação de modalidades como teleconsultoria, telediagnóstico e telemonitoramento, alinhadas às diretrizes do Ministério da Saúde.

“Nosso compromisso é expandir ainda mais as modalidades de telessaúde, oferecendo teleconsultorias, teleinterconsultas, telediagnóstico e telemonitoramento em todas as regiões do estado. Estamos empenhados em garantir que todos os cidadãos de Mato Grosso do Sul, independentemente de onde vivam, tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade, promovendo um atendimento mais humanizado e eficaz, que esteja à altura das necessidades de nossa população”, enfatiza.

Saúde conectada em MS

As modalidades que podem ser ofertadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por intermédio da Telessaúde estão previstas na Portaria 3.691, de 23 de maio de 2024, do Ministério da Saúde, que institui a Ação Estratégica SUS Digital. Conheça as modalidades de atendimento nela previstas e já em funcionamento em Mato Grosso do Sul:

✅ Teleconsultoria: consultoria mediada por tecnologias digitais de informação e comunicação, realizada entre profissionais de saúde, com a finalidade de esclarecer dúvidas sobre procedimentos clínicos, ações de saúde e questões relativas ao processo de trabalho, podendo ser síncrona (realizada com interação simultânea dos participantes, seja por telefone, videoconferência ou outra ferramenta de conversa instantânea) e assíncrona (com troca de mensagens via aplicativos, mesmo off-line);

✅ Teletriagem: interação remota entre profissional de saúde e paciente para determinar a prioridade e o tipo de atendimento necessário, com base na gravidade do estado de saúde do paciente;

✅ Teleconsulta: consulta remota, para a troca de informações clínicas, laboratoriais e de imagens entre profissional de saúde e paciente, com possibilidade de prescrição e emissão de atestados;

✅ Telediagnóstico: serviço prestado à distância, geográfica ou temporal, com transmissão de gráficos, imagens e dados para emissão de laudo ou parecer por profissional de saúde;

✅ Telemonitoramento: interação remota realizada sob orientação e supervisão de profissional de saúde envolvido no cuidado ao paciente para monitoramento ou vigilância de parâmetros de saúde;

✅ Teleinterconsulta: interação remota para a troca de opiniões e informações clínicas, laboratoriais e de imagens entre profissionais de saúde, com a presença do paciente, para auxílio diagnóstico ou terapêutico, facilitando a atuação interprofissional;

✅ Teleducação: aulas, cursos, fóruns de discussão, palestras, reuniões de matriciamento e seminários;

✅ Telerregulação: atividades de controle, gerenciamento, organização e priorização do acesso e dos fluxos assistenciais no SUS, com atuação articulada com os demais serviços de telessaúde, contribuindo tanto para o aumento da resolubilidade quanto para a redução dos tempos e filas de espera;

✅ Teleorientação: ação de conscientização sobre bem-estar, cuidados em saúde e prevenção de doenças, por meio da disseminação de informações e orientações em saúde direcionadas ao cidadão.

Informe

MS Supera abre inscrições para preencher vagas remanescentes e cadastro de reserva

Programa que paga um salário mínimo (R$ 1.518) para incentivar a permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica nos cursos universitários e de educação profissional técnica e reduzir a evasão escolar, o MS Supera abre inscrições para novos bolsistas, a partir desta segunda-feira (17).

Mais 100 vagas estão sendo abertas dentro das 2.200 oferecidas pelo programa. As outras 2.100 estão preenchidas. Os alunos que atenderem aos critérios e não forem classificados dentro dessas vagas ficarão no cadastro de reserva. Das vagas já disponíveis, 80 são para cursos de graduação presencial ou a distância e 20 são para cursos de educação profissional técnica de nível médio.

Os estudantes terão uma semana para fazer as inscrições, sendo que o prazo se encerra em 24 de março. O resultado preliminar será divulgado no dia 28 de março e o final, após eventuais recursos, em 3 de abril.

Cronograma publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (14)

Para participar do Processo Seletivo, os alunos precisarão preencher o cadastro disponível no site da Sead (www.sead.ms.gov.br) anexando os documentos necessários. Eles deverão estar devidamente matriculados em cursos de educação profissional técnica de nível médio ou em universidades públicas ou privadas, ser residente em Mato Grosso do Sul há mais de 2 anos, e não podem receber outro tipo de benefício remunerado ou de auxílio financeiro com a mesma finalidade.

Além disso, é preciso comprovar renda individual de até 1 salário mínimo e meio nacional ou renda familiar não superior a 3 salários mínimos nacionais mensais, considerada a renda bruta; não possuir graduação de nível superior; não ter registro de reprovações superiores a 4 disciplinas cursadas, na data de inscrição e na convocação para o Programa; e estar inscrito no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal).

A classificação dos estudantes habilitados e os critérios de desempate ocorrerão a partir dos seguintes critérios: 1) Pessoa indígena, 2) Menor renda média do núcleo familiar, 3) Candidata mãe solo, que resida com filhos menores de 18 anos ou mães de filhos com deficiência de qualquer idade, que residam com a estudante e que estejam sob sua responsabilidade, 4) Pessoa com deficiência, 5) Candidata de maior idade

O benefício social será repassado diretamente ao estudante por meio de transferência bancária. Mais detalhes, como a relação de documentos necessários, estão disponíveis na resolução publicada na sexta-feira (14), na edição extraordinária do Diário Oficial do Estado.

Paulo Fernandes, Comunicação Sead
Foto: Arquivo

Informações

Com influência direta do fogo, resiliência do Pantanal é marcada por ciclos de cheia, seca e vegetação adaptada

Com ciclos naturais de cheia e seca, o Pantanal também tem a influência do fogo, além da água, em sua história e dinâmica. Mas devido as mudanças climáticas – com altas temperaturas, interferência direta no período de chuvas e acentuação da seca –, os incêndios florestais são intensificados a cada ano.

Mas o fogo tem importância e relevância para o bioma, e por isso existe a necessidade da manutenção de áreas com aplicação de técnicas de manejo integrado e ações preventivas para diminuir a quantidade de biomassa existente na planície, contribuindo para reduzir a probabilidade de ocorrência de grandes incêndios florestais nos próximos meses.

Com 84% da vegetação nativa preservada, o Pantanal sul-mato-grossense é o bioma mais preservado do mundo.

Como parte dessas ações, o Governo do Estado, por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) – ligados a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) –, investe e apoia uma pesquisa científica que tem como missão reunir dados e identificar o comportamento do bioma após o período de incêndios.

Geraldo Damasceno (Foto: Bruno Rezende/Secom)

“O Pantanal é forjado no fogo, por isso tem resiliência a ele. O bioma tem clima bastante sazonal, seco e chuvoso, com o diferencial da cheia, com campos inundáveis. E se houver fogo, está relativamente bem adaptado. No nosso estudo estamos avaliando o que realmente mudou após o fogo. Algumas áreas se recuperam em dois meses”, relatou o doutor em biologia e professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Geraldo Damasceno Júnior.

O estudo é realizado desde 2021, como parte do programa Peld (Pesquisas Ecológicas de Longa Duração) do Nefau (Núcleo de Estudos do Fogo em Áreas Úmidas), da UFMS.

“A intenção é identificar a melhor época para fazer o manejo, qual o intervalo adequado. No Cerrado é de dois a três meses, mais ou menos, mas no Pantanal ainda não temos essa informação. Muitas coisas mudaram no bioma após o fogo intenso de 2020, e por isso avaliamos a situação no início, meio e fim da estação seca, quais as diferenças em cada período e quando seria ideal fazer a queima de áreas para evitar os grandes incêndios no futuro”, explicou o pesquisador.

 

Com vegetação sucessível ao fogo, a seca que atinge o bioma e se instala com mais força a cada ano, também é um fator de risco intenso para a ocorrência de incêndios florestais. Por isso, o Governo do Estado realiza trabalho permanente e constante de vigilância e preparação das ações de combate ao fogo em todo o Pantanal sul-mato-grossense.

O CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar) mantém bases avançadas ativas, em áreas remotas e de difícil acesso do Pantanal, para facilitar o deslocamento das equipes que atuam no controle e extinção dos incêndios. Além disso, é realizado trabalho educativo nas comunidades locais e ações preventivas em propriedades rurais e parques estaduais.

Toda a preparação considera a questão climática no bioma, com chuvas abaixo da média histórica. Dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) apontam déficit de mais de 200 mm, entre os dias 1° de novembro de 2024 e 28 de fevereiro de 2025, em Porto Murtinho e Porto Esperança.

A situação crítica foi ainda pior entre 1° de novembro de 2023 e 29 de fevereiro de 2024 – época do período mais chuvoso –, com déficit de 400 mm nos mesmos locais monitorados.

 

“O ano de 2024 foi o mais crítico quando comparado a este ano de 2025. Porém, as chuvas estão bem irregulares. E a previsão indica que para os próximos meses as chuvas tendem a ficar abaixo da média histórica”, afirmou a meteorologista e coordenadora do Cemtec, Valesca Fernandes.

A vegetação do Pantanal de Mato Grosso do Sul, e sua regeneração após o período de incêndios florestais, é o objeto de estudo da pesquisa da UFMS com o objetivo de compreender como o fogo e a inundação – ambos típicos do bioma – podem, a longo prazo, determinar a estruturação dos ambientes nas áreas inundáveis do Pantanal.

Desde 2018, o bioma passa por períodos de estiagem cada vez mais longos e adversos, resultado das mudanças climáticas em todo o mundo.

“Com relação à questão das mudanças climáticas, nos últimos anos o Pantanal tem enchido cada vez menos, e estamos num ciclo grande de seca que não ocorria desde a década de 60. Eventualmente ocorrem secas mais extremas, muito fogo, ondas de calor muito fortes que contribuem para que o fogo se alastre mais. O bioma está nesse ciclo de secas, diferente do ciclo desde 1970 até mais ou menos 2015. Estamos com um período mais seco e não sabemos quanto tempo vai durar”, disse o doutor em Ciências e pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Pantanal, em Corumbá, Carlos Padovani.

O uso controlado do fogo, como parte das ações de manejo integrado, também faz parte da pesquisa em andamento. O trabalho prevê o desenvolvimento de ações educativas e de queima prescrita, para diminuir a probabilidade de incêndios florestais.

“A gente tem várias ações de pesquisa, e estamos verificando qual que é o efeito que o fogo tem nas diversas paisagens. Trabalhamos nas áreas de campos inundáveis, que são as principais áreas de uso como pasto. Estamos vendo o efeito disso na flora, fauna – répteis, aves, pequenos invertebrados”, explicou Damasceno.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto de capa e galeria 3: Saul Schramm/Secom/Arquivo
Galeria 1: Alexandre Pereira/UFMS
Galeria 2: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo


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SES alerta para aumento de ataques de abelhas em MS e reforça medidas de prevenção

Com mais de 1.200 casos registrados entre 2023 e 2024, Mato Grosso do Sul enfrenta crescimento nos acidentes com abelhas. Em resposta a essa situação, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio do Ciatox-MS (Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Mato Grosso do Sul), divulgou nota técnica reforçando a importância da prevenção e do atendimento rápido às vítimas. Campo Grande lidera as notificações, seguida por Três Lagoas e Corumbá, e a média no Estado já ultrapassa um caso por dia.

De acordo com o Ciatox-MS, a maioria dos ataques ocorre devido à presença de enxames em áreas urbanas e rurais, muitas vezes provocados por perturbações involuntárias. O documento alerta que uma única ferroada pode causar reações alérgicas graves, enquanto múltiplas picadas aumentam significativamente o risco de complicações sistêmicas.

O coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica da SES, Karyston Adriel Machado da Costa, explica que a alta incidência de casos exige maior conscientização da população. “As abelhas têm um papel fundamental na natureza, mas podem representar um grande risco à saúde quando se sentem ameaçadas. O objetivo dessa nota técnica é ampliar o conhecimento sobre medidas preventivas e garantir que as pessoas saibam como agir diante de um ataque”, destaca.

Principais recomendações da nota técnica

Entre as orientações do Ciatox-MS, destacam-se:

✅ Evitar perturbar enxames: Não tente remover, capturar ou espantar colmeias por conta própria. Em caso de enxameação em áreas públicas ou propriedades, acione o Corpo de Bombeiros.

✅ Manter a calma em caso de ataque: Evite movimentos bruscos, pois eles podem atrair mais abelhas. Se possível, proteja o rosto e o pescoço com um pano e afaste-se rapidamente.

✅ Cuidado com roupas e perfumes: Cores vibrantes, fragrâncias intensas e sons altos podem atrair enxames e aumentar o risco de ataques.

✅ Atenção ao horário de maior atividade das abelhas: Entre 10h e 15h, com temperaturas mais altas e maior luminosidade, as abelhas estão mais ativas e propensas a reações defensivas.

✅ Importância do atendimento médico imediato: Pessoas alérgicas devem buscar ajuda rapidamente ao serem picadas. Em casos de múltiplas ferroadas, o atendimento deve ser prioritário para evitar complicações.

A SES reforça que, em caso de emergência ou dúvidas, a população pode entrar em contato com os bombeiros 193 e Ciatox-MS pelos telefones 0800-722-6001 ou 3386-8655.

Confira a Nota Técnica na íntegra:

Nota Técnica Acidentes Abelhas_2025 (1) (2)

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Ministério da Saúde 

Saúde

Do doador ao paciente: o percurso do sangue em Mato Grosso do Sul para salvar muitas vidas

Poucos imaginam o trajeto que uma bolsa de sangue percorre até salvar a vida de um paciente. Por trás de cada doação, existe uma logística complexa e bem coordenada pela Rede Hemosul MS, responsável pela coleta, processamento e distribuição dos hemocomponentes em todo o Estado. Esse processo exige dedicação, precisão e uma cadeia de trabalho que impacta diretamente a saúde pública.

A Rede Hemosul distribui cerca de 8,6 mil hemocomponentes por mês, atendendo tanto hospitais públicos quanto privados, incluindo unidades no interior do Estado. O ciclo começa com a doação voluntária, quando o sangue é coletado, passa por exames rigorosos e é fracionado em componentes como hemácias, plaquetas e plasma.

Após validação laboratorial, o material é cuidadosamente armazenado e monitorado até sua liberação para o transporte.

Segundo a coordenadora da Rede Hemosul MS, Marina Sawada Torres, a logística envolve diferentes centros de coleta, como em Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Paranaíba. A distribuição do sangue é essencial para atender a demanda de Mato Grosso do Sul.

“A distribuição de sangue no Estado é coordenada conforme a demanda dos hospitais, com destaque para as unidades de alta e média complexidade, que são as principais consumidoras. A prioridade é atender ao SUS (Sistema Único de Saúde), mas sempre que necessário, fornecemos sangue a outras unidades, conforme urgência”, explica Marina.

Juliana Flausino Haverith, motorista do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), relata a intensidade do trabalho. “Normalmente, fazemos o transporte uma vez por dia, mas a demanda pode aumentar muito. Quando um hospital precisa urgentemente, fazemos várias viagens, inclusive de madrugada. O sangue precisa chegar rápido e na temperatura ideal”.

Essa temperatura é garantida por caixas térmicas e o uso de “gelox”, que mantém as bolsas nas condições adequadas. O controle rigoroso assegura a qualidade dos componentes, mesmo para os municípios mais distantes. Ceres de Melo, responsável pelo Setor de Distribuição do Hemosul, explica que é fundamental garantir a logística e segurança no transporte das bolsas de sangue, principalmente no que diz respeito à temperatura.

“Se um paciente em Costa Rica ou Chapadão do Sul está grave, o sangue precisa chegar naquele dia, não no dia seguinte. Por isso, a logística precisa ser precisa, com o sangue sendo liberado a qualquer hora, até mesmo de madrugada, para que chegue rapidamente aos hospitais”, comenta Ceres.

O desafio maior, no entanto, está no equilíbrio entre oferta e demanda. “Há dias em que os estoques estão cheios e conseguimos atender bem. Mas, na maioria das vezes, estamos no limite, especialmente com tipos sanguíneos negativos”, explica a técnica de Hemoterapia da Rede Hemosul, Márcia Vicente de Souza. “Por isso, sempre reforçamos a importância da doação regular. A doação é fundamental para que possamos continuar nosso trabalho”, completa.

Além do transporte, os motoristas e equipes hospitalares passam por treinamentos anuais, que garantem a qualidade do processo. “Eles aprendem tudo, desde a coleta até a entrega ao destino, com instruções detalhadas sobre como manter os componentes sanguíneos em condições ideais durante o trajeto”, afirma Rudylene Zanúncio, chefe de Educação Permanente do Hemosul.

Ligada diretamente a SES (Secretaria de Estado de Saúde), a Rede Hemosul é referência em segurança e tecnologia no processamento de sangue. Segundo Marina, além das atividades de coleta e distribuição, a unidade realiza exames de biologia molecular para garantir a segurança dos hemocomponentes, sendo uma das 13 unidades no Brasil que recebe kits do Ministério da Saúde para realizar esses testes. “Isso garante a segurança tanto para os doadores quanto para os pacientes que recebem o sangue”, afirma.

A Rede Hemosul também trabalha com campanhas de conscientização para atrair novos doadores, especialmente durante feriados prolongados. Além disso, planeja expandir suas ações com a abertura de novas unidades e a implementação de projetos móveis, como ônibus de coleta, para aumentar a captação de doações no Estado.

“Estamos trabalhando em reformas para atender às novas normas e à crescente demanda, sempre com o objetivo de garantir que o Hemocentro de Mato Grosso do Sul continue oferecendo serviços com qualidade e segurança”, conclui Marina.

No final das contas, o sucesso de todo esse processo de distribuição de sangue no Estado depende, antes de tudo, da solidariedade dos doadores. Esse gesto assegura que cada bolsa de sangue chegue ao paciente que precisa, seja em situações de emergência, cirurgias ou tratamentos contínuos. Em um sistema tão delicado, a contribuição de cada indivíduo é fundamental. O espírito de colaboração da população é a verdadeira força que mantém a vida circulando, literalmente, por todo o Estado.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto de capa: Bruno Rezende/Secom
Internas: Kamilla Ratier

Futebol

2º TORNEIO DE VOLEIBOL FEMININO “VILA ELAS ” SERÁ NO DIA 16 DE MARÇO EM DOURADINA

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, que foi comemorado no dia 08 de março, a equipe douradinense Brave Voleibol irá realizar no domingo, 16 de março, na poliesportiva de Douradina, o 2° TORNEIO DE VOLEIBOL FEMININO VIVA ELAS.

Durante o evento será realizada a venda de refrigerantes, picolés, salgados, espetinhos e de uma rifa. Haverá sorteio de brindes para o público presente.

A competição terá um total de 8 equipes participantes, sendo elas:

1- Brave (Douradina)
2- Serpentes (Dourados)
3- Elite do vôlei (Dourados)
4-Vôlei Montese
5- Amigas do vôlei (Vila Macaúba)
6- UPV (Vila Formosa)
7- Acquafil (Dourados)
8- Jucae (Dourados)

A competição conta com o apoio da prefeitura Municipal de Douradina.

Esporte Região

LÍDER MERCADO/CEREALISTA CAMINHA DE DOURADINA VEM SE DESTACANDO NA COPA LEVE MAX 40TINHA

Os atletas de Douradina e região que representa a equipe LÍDER MERCADO/CEREALISTA CAMINHA vem se destacando na Copa Leve Max de futebol suíço para atletas acima de 40 anos.
Os jogos estão sendo realizado no Ct Race em Dourados todos os domingos pela manhã.

Em dois jogos realizados a equipe venceu o Pãozão por 3 a 0 e a Vidraçaria Meneses por 7 a 1.

Para o atleta e diretor da equipe Júnior Medina, a união de atletas conhecidos na cidade de Douradina e dos distritos de Dourados representa a união de amigos que um dia brilharam em alguma equipe regional.

A equipe é formada pelos seguintes jogadores :
– goleiros
Fabinho
Buchecha
– linha
Ronaldão
Valdeir
Jander
Porcão
Junior
Anderson Amarelo
Deley
Robinho
Rogério
Carlão
Roldão
Buguinho
Rodrigo Iguinha
Fabinho Panambi
Gilmazinho
Juliano
Kleiton
– técnicos
Goga e Márcio

Para participar desta grande competição a equipe conta com os seguintes patrocinadores:
Líder mercado
Cerealista Caminha
King hunts
Matheus Oliveira
Kleiton Nantes
Moinho Real

Além de todos patrocinadores, os atletas também se reúnem para ajudar nos custos da equipe.

Informe

MÓVEIS CASTRO DE ITAPORÃ É O CAMPEÃO DO TORNEIO DE FUTSAL DO INSTITUTO SEMEAR 2025

Neste último domingo, 10, o Torneio do Instituto Semear de Futsal com certeza entrou mais uma vez para a história do futsal distrital. Um total de 12 equipes participaram da competição, sendo elas Pará Molas e Castro Móveis de Itaporã, Hotel Vargas de Vila Vargas, Karvaloucos, Sem Limites, Sanches Fc e Juventude Aavf de Vila Formosa, Magnus, Amigos do Lucas, Itália/Autinho Teixeira, Santa fé/Real Texas/ Colonial e Santa Rita de Dourados.

Aproximadamente 600 pessoas lotaram a poliesportiva de Vila Vargas em um grande dia para a equipe do Castro Móveis. O grande campeão contou com uma tarde memorável do ala João Ítalo além de todo o elenco que ainda garantiu o goleiro menos vazado com David e a artilharia com Wesley Ropeli.

As colocações foram as seguintes; Castro Móveis campeão, Sem Limites vice campeão e Amigos do Lucas terceiro colocado.

FUTSAL FEMININO:

Durante a competição foi realizado um quadrangular de futsal feminino valendo o troféu dia internacional da mulher, que contou com as equipes Meninas de Itahum, Alphas Dourados, Ellas Futsal de Douradina e Colonial de Indápolis.
Na primeira colocação a equipe Ellas futsal de Douradina garantiu o bi campeonato ao vencer o Alphas de Dourados na grande final. Com a terceira colocação ficou o Colonial de Indápolis que venceu a meninas de Itahum.

O evento foi uma realização do Instituto Semear que irá realizar uma mega entrega de chocolates na páscoa para as crianças de todos os distritos com toda a renda arrecadada.

Informe

Nova fronteira: citricultura abre oportunidades e muda a vida de trabalhadores em Mato Grosso do Sul

Ana Paula do Nascimento acorda às 5 horas da manhã, arruma as crianças para escola e já segue para o barracão. Lá começa a organizar as vendas da laranja e as tarefas do dia na fazenda Pouso Alegre, em Dois Irmãos do Buriti. A partir das 7 horas inicia o processo de colheita. Ela é administradora de uma propriedade rural de citricultura, atividade que está em plena ascensão e faz parte da nova fronteira agrícola do Mato Grosso do Sul.

A frente de um grupo de funcionários e diaristas que ajudam na colheita, Ana Paula tem o grande desafio de comandar uma produção que abastece o comércio de cidades vizinhas e chegam até Dourados e Campo Grande. As laranjas inclusive já viajaram para São Paulo e Paraná.

“É um desafio muito grande ser uma mulher à frente da fazenda, na função de administradora, mas aqui o meu trabalho é valorizado, os funcionários e diaristas me respeitam muito. Para chegar aqui não foi fácil, principalmente por ser mulher na área rural, mas nunca senti preconceito”.

Ana Paula do Nascimento administra fazenda em Dois Irmãos

Nascida em Naviraí, Ana Paula trabalhou em outros setores como frigoríficos e granjas, até que depois de uma separação foi morar em Dois Irmãos do Buriti. Conheceu seu marido, formou uma filha, trabalhou como empregada doméstica até chegar na produção de laranja.

“Em 2018 cheguei aqui na fazenda com meu marido e no começo era diarista, fazia de tudo um pouco. Desbrotava, fazia parte da colheita e carpia por baixo da árvore, para fazer a saia da laranja. Depois aprendi a passar os produtos e todo processo, até que ganhei a grande responsabilidade de administrar a fazenda”.

Além de cuidar de toda produção, hoje ela faz os contatos com os compradores (laranja) e esta a frente de todo processo até a fruta chegar ao comércio. Na produção ainda trabalha com o pai, dois filhos e marido. “Trabalho com minha família. É muito gratificante e maravilhoso acompanhar o processo da laranja desde o início, até a entrega das laranjas. Chegar ao final do dia cansado, mas a noite ter aquela sensação de dever cumprido”.

Diante de um cenário de crescimento da produção (laranja) no Estado, Ana Paula pretende continuar no setor e espera que a chegada das novas empresas possa só melhorar e abrir novas oportunidades a todos, mesmo com o temor com a chegada de mais concorrência.

“Me sinto muito honrada pelo meu trabalho, gosto deste ramo e não pretendo abandonar. A produção de laranja está crescendo no Estado e muitas empresas de fora estão chegando. Não posso negar que ficamos com um pouco de receio, mas acredito que tem espaço para todos. Mato Grosso do Sul é um excelente lugar para quem quer vir plantar”, avalia.

Trabalhadores da citricultura em MS

 Melhor no campo

Nascido e criado em Dois Irmãos do Buriti, Adriano dos Santos Silva trabalha há sete anos na produção de laranja. Ele é responsável por organizar a aplicação de defensores agrícolas na produção e cuidar da limpeza do pomar. “Gosto de estar no campo, do contato com a natureza. É muito mais tranquilo para trabalhar, melhor no campo, do que em lugar fechado”.

Antes de chegar na citricultura, ele trabalhou em granjas e no plantio de banana e abacaxi. “Me falaram que estava precisando de gente na produção (laranja), abracei a chance e não sai mais. Quero continuar trabalhando no ramo até ficar velhinho, se Deus quiser”.

Adriano dos Santos quer continuar no ramo da laranja

Animado e confiante por produzir “laranja de primeira qualidade”, Adriano explica que na produção é preciso ter paciência e pedir a cooperação do tempo, que pode ser um grande aliado na colheita. “Não adianta ficar apurado para colher, o clima também faz muita diferença. Quando está chuvoso é muito bom para nós, mas na seca e no sol muito quente judia demais da produção”.

Para quem já notou a ascensão da laranja no Estado e tem a intenção de trabalhar no setor, Adriano não tem dúvidas na hora de recomendar a empreitada. “Eu recomendo e sempre digo que é um bom trabalho, estou feliz e pretendo continuar. Ficamos até com medo com este aumento de gente trabalhando aqui no Estado, mas vai ser bom para todos”.

Plantação de laranja na Fazenda Pouso Alegre, em Dois Irmãos do Buriti

Nova fronteira

Mato Grosso do Sul ganhou uma nova fronteira agrícola, com a expansão da citricultura em diferentes regiões do Estado. São 15 mil hectares plantados, com expectativa de chegar a 30 mil nos próximos anos. Este “boom” do mercado está associado ao clima, bom ambiente de produção e uma legislação rígida, com “tolerância zero” a doença de greening, que devastou plantações e pomares no mundo todo.

Laranjas sendo preparadas para o comércio

O Governo do Estado faz a sua parte com investimentos robustos na área de infraestrutura e logística, para facilitar o escoamento da produção e melhorar os acessos em diferentes regiões. Também contribui com apoio e mediação no contato com órgãos estaduais, entre elas na questão energética.

“Estamos com uma nova divisa de prosperidade em Mato Grosso do Sul. Ficamos felizes com a confiança dos produtores em investir aqui. Hoje já vamos para quase 30 mil hectares de laranja plantados no Estado. Um projeto audacioso, que alavanca uma nova atividade no Estado. Na sequência disto certamente vamos avançar para industrialização no setor”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Colheita da laranja em Mato Grosso do Sul

Esta nova alternativa econômica no Estado atraiu as empresas “gigantes” do setor, que desejaram seguir rumo ao Estado para plantar laranja. Um dos exemplos é a Cutrale, que já está na primeira fase da sua produção em Sidrolândia e tem a intenção de plantar 4,8 mil hectares. A estimativa é chegar nos próximos anos com uma produção de 8 milhões de caixas de laranja (anual). O investimento previsto é de R$ 500 milhões no projeto, podendo chegar a R$ 1 bilhão.

Outros grupos também se interessaram como a empresa Citrosuco, que é um dos maiores da área de suco de laranja do mundo. A previsão é de que o empreendimento seja instalado na Costa Leste, entre Campo Grande, Três Lagoas e Paranaíba.

O Grupo Moreira Sales anunciou no ano passado o investimento de R$ 1,2 bilhão no Estado, iniciando o plantio de laranja ainda este ano na área que fica em Ribas do Rio Pardo, próximo ao município de Água Clara. A meta é colher 8 milhões de caixas da fruta, assim como gerar 1,2 mil empregos diretos e 2,4 mil indiretos.

O Agro Terena vai plantar em 1,2 mil hectares em Bataguassu, assim como o Grupo Junqueira Rodas, que começou em abril o projeto de citricultura em Paranaíba, com a intenção de plantar em 1.500 hectares.

“Hoje já temos no Estado mais de 30 mil hectares captados. A citricultura está vindo a Mato Grosso do Sul decorrente de um problema, de uma doença que afetou os pomares do mundo inteiro. Neste cenário Mato Grosso do Sul se torou uma opção. Nós fizemos uma lei onde temos tolerância zero ao greening. Isto quer dizer que ao identificar qualquer pé de laranja que tenha greening não será tratado e sim extinto. Este é o grande que coloca nosso Estado na vitrine da citricultura nacional”, destacou Jaime Verruck, secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

A expectativa é que com a expansão da produção de laranja, com geração de empregos e oportunidades, o próximo passo no Estado é contar com a implantação das indústrias do setor, que vão impulsionar ainda mais a economia do Mato Grosso do Sul.

Produção de citricultura no Estado está em plena ascensão

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende

 

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