A primeira edição do campeonato noturno de veteranos realizado pela equipe Ayde terá início no mês de abril.
Com atletas do ano base 1985, a famosa categoria 40tinha, terão seus jogos realizados todas as terças e quinta feiras na praça esportiva do Zé Tabela.
O Congresso técnico da competição será nesta quinta-feira dia (27/03) nas dependências da praça esportiva Zé Tabela.
Com inscrição as R$500,00, oito equipes ja confirmaram presença, sendo elas:
-Amigos da vila
-Anjos do lar
-Ayde
-C.g.k
-Loureiro
-Loureiro 50
-Lubifil/Santa Maria
-C.s.k
Programa Vigiar acompanha os impactos da poluição atmosférica por meio do cruzamento de dados e informações para ações estratégicas de proteção principalmente às populações mais vulneráveis
No Mato Grosso do Sul, fatores como queimadas, incêndios florestais e o aumento da frota veicular contribuem para a emissão de poluentes atmosféricos, resultando na exposição humana com efeitos diretos e indiretos na saúde, meio ambiente e oferta de serviços de saúde.
A qualidade do ar, além de ser uma preocupação ambiental, reflete diretamente nos números do SUS (Sistema Único de Saúde). O aumento das consultas médicas, internações hospitalares e o uso intensivo de medicamentos e equipamentos hospitalares estão entre os reflexos da degradação do ar.
Para enfrentar esse desafio, o Governo do Estado, por meio da Vigiar (Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos), tem monitorado de perto os efeitos da poluição e implementado estratégias para proteger a saúde dos sul-mato-grossenses.
A exposição constante a poluentes como a fumaça das queimadas, gases industriais e poluição veicular pode desencadear uma série de doenças respiratórias e cardiovasculares, além de problemas de saúde mental e dermatológicos.
A população mais vulnerável a esses efeitos são as crianças, os idosos e as pessoas com comorbidades, como doenças pulmonares crônicas e problemas cardíacos.
“O impacto da poluição atmosférica na saúde da população sul-mato-grossense exige uma abordagem científica e integrada. O programa Vigiar tem sido fundamental para identificar padrões de exposição e correlacionar os efeitos dos poluentes com o aumento da demanda por atendimentos de saúde”, explica o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica, Karyston Adriel Machado da Costa.
Responsável pelo projeto, a gerente do Vigiar, Lígia Lechner da Silva Domingos, revela que a estratégia denominada Unidade Sentinela permite um monitoramento detalhado das doenças respiratórias em áreas críticas, possibilitando respostas mais rápidas e assertivas. Além disso, a articulação com outras frentes da Vigilância em Saúde, como a Vigidesastres, fortalece a capacidade de mitigação dos impactos das queimadas e demais fontes de poluição.
“A qualidade do ar não é apenas uma questão ambiental, mas um fator determinante para a saúde pública, exigindo medidas preventivas e ações estratégicas baseadas em dados concretos. Nosso compromisso é seguir aprimorando esse monitoramento para garantir que a população tenha acesso a um ambiente mais saudável e a uma assistência em saúde eficiente”, enfatiza ela.
Mapeando os focos de poluição atmosférica
Informações sobre internações hospitalares por doenças respiratórias e dados ambientais, como a presença de fontes fixas de poluentes (indústrias), fontes móveis (frota veicular) e a queima de biomassa (queimadas e incêndios florestais), são analisadas constantemente. Foto: Bruno Rezende.
O programa Vigiar foi criado para identificar as áreas mais afetadas pela poluição atmosférica e, a partir disso, adotar medidas preventivas e de monitoramento. Seu objetivo principal é garantir a proteção da saúde da população exposta a esses poluentes, especialmente em locais com alta concentração de fontes de poluição, como áreas industriais, regiões metropolitanas e zonas com altos índices de queimadas, como o Pantanal.
Para alcançar esse objetivo, o Vigiar faz uso de um conjunto de dados para mapear os focos de poluição e entender como isso impacta a saúde da população. Informações sobre internações hospitalares por doenças respiratórias e dados ambientais, como a presença de fontes fixas de poluentes (indústrias), fontes móveis (frota veicular) e a queima de biomassa (queimadas e incêndios florestais), são analisadas constantemente. Esse monitoramento contínuo permite a identificação precoce de áreas de risco e a implementação de ações mais eficazes de prevenção.
Impactos da poluição no sistema de saúde
Os efeitos da poluição do ar sobre a saúde são amplos e podem ser tanto imediatos quanto de longo prazo. Entre os problemas mais comuns estão as doenças respiratórias, como asma, bronquite e outras doenças pulmonares. Além disso, a exposição contínua a poluentes pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, especialmente em pessoas com histórico de doenças cardíacas. A poluição também pode contribuir para o surgimento de problemas oftálmicos, dermatológicos, gastrointestinais, além de agravar condições de saúde mental, como estresse, ansiedade e depressão.
Análise de dados: internações e atendimentos
Exposição contínua a poluentes pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares (Foto: Bruno Rezende)
A análise dos atendimentos da Atenção Básica à Saúde revela um aumento na demanda por atendimentos individuais em 2024. Dados extraídos do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde e analisados pelo Vigiar apontam que os casos de asma cresceram 13% em MS em relação a 2023, enquanto os atendimentos para bronquite registraram alta de 7%.
Os números indicam que, embora as internações hospitalares não tenham mostrado uma alta expressiva, os serviços de saúde básica têm enfrentado uma crescente demanda, refletindo os impactos da poluição no cotidiano das pessoas. Esses atendimentos são um reflexo de problemas respiratórios agravados pela poluição do ar, especialmente durante o período de queimadas.
Focos de calor: Corumbá e outras áreas de risco
Corumbá está entre os municípios prioritariamente monitorados (Foto: Álvaro Rezende)
Em 2024, os municípios mais afetados pelas queimadas e poluição atmosférica foram prioritariamente monitorados pelo Vigiar. Cidades como Corumbá, Aquidauana, Porto Murtinho, Miranda e Naviraí foram identificadas como as mais impactadas pelos focos de calor, segundo dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Estas áreas têm recebido uma atenção especial do Governo do Estado, que intensificou o monitoramento e as ações de saúde para proteger as populações locais, que são as mais vulneráveis aos efeitos da poluição.
Estratégia de vigilância: unidades sentinelas
Uma das grandes inovações do Vigiar é a Estratégia Unidade Sentinela, que visa monitorar os casos de doenças respiratórias em áreas prioritárias, como regiões industriais, zonas de alto tráfego e locais diretamente impactados pelas queimadas. Esta estratégia possibilita a coleta de dados que muitas vezes não são capturados pelos sistemas tradicionais, permitindo a detecção precoce de casos e a implementação de medidas de controle de forma mais ágil e eficaz.
A Unidade Sentinela contribui para o monitoramento da saúde da população e possibilita a adoção de medidas rápidas para interromper a cadeia de adoecimento. A agilidade nas respostas permite que os gestores de saúde possam intervir de forma mais eficaz e minimizar os danos à saúde pública.
Monitoramento Integrado
Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa. Foto: Saul Schramm
O trabalho integrado entre o Vigiar e a Vigidesastres, que monitora os riscos de desastres ambientais, tem sido fundamental para coordenar ações de saúde pública e defesa civil durante o período crítico das queimadas. Em julho de 2024, a SES, junto com técnicos do Vigiar e o Cievs (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), acompanhou de perto a situação de saúde em Corumbá, monitorando as internações e notificações relacionadas às queimadas e oferecendo suporte contínuo para a população local.
Além das ações específicas para as doenças respiratórias, o Governo do Estado tem adotado medidas para prevenir surtos de doenças diarreicas, que tendem a aumentar devido à poluição da água e às condições sanitárias precárias durante o período de seca.
“O Vigiar tem se mostrado uma ferramenta essencial na luta contra os efeitos da poluição do ar sobre a saúde pública em Mato Grosso do Sul. Com ações coordenadas, monitoramento contínuo e estratégias como as Unidades Sentinelas, o programa oferece uma resposta eficaz e eficiente para enfrentar os desafios impostos pela poluição atmosférica. Além disso, a integração com outras áreas da saúde, como a Vigidesastres, fortalece a capacidade do Estado de proteger a saúde da população, garantindo que as comunidades mais vulneráveis recebam o suporte necessário para minimizar os impactos da poluição”, avalia o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa. “O monitoramento constante e a rápida resposta são fundamentais para evitar que a saúde da população sul-mato-grossense seja ainda mais comprometida pelos danos causados pela poluição do ar, especialmente após um ano de forte incidência de queimadas no Estado”, finaliza.
Ações integradas têm como intuito a saúde da população sul-mato-grossense. Foto: Saul Schramm
O papa Francisco receberá alta do hospital neste domingo, 23, após 38 dias internado por conta de uma grave pneumonia, informou o diretor médico do hospital Gemelli, Sergio Alfieri, no início da tarde deste sábado, 22.
Segundo Alfieri, Francisco precisará de pelo menos dois meses de descanso e reabilitação enquanto continua a recuperação na Casa Santa Marta, no Vaticano.
“O papa demonstrou colaboração durante todo o tratamento e, se mantiver a evolução positiva, poderá retomar suas atividades em breve”, disse o médico.
A equipe médica afirma que se trata de uma alta “protegida”, o que significa que a recuperação exigirá fisioterapia respiratória e motora, além de suporte diário com oxigênio e acompanhamento médico. “A voz do pontífice deverá retornar gradualmente, conforme esperado nesses casos”, afirmou a Santa Sé.
O pontífice foi internado no hospital Gemelli, em Roma, em 14 de fevereiro, após um episódio de bronquite. Mais tarde, ele desenvolveu um caso grave de pneumonia bilateral.
Papa Francisco foi internado no dia 14 de fevereiro; desde então, esta foi a única imagem do pontífice divulgad
Santa Sé Foto: Divulgação/Vaticano
A notícia da alta foi dada poucas horas depois de o Vaticano anunciar que o líder da Igreja Católica, de 88 anos, vai cumprimentar e abençoar os fiéis neste domingo, em sua primeira aparição pública desde a hospitalização.
Francisco vai acenar aos fiéis antes de retornar ao Vaticano. Ele aparecerá na sacada do hospital ao fim da oração semanal do Angelus, que será publicada de forma escrita, como tem ocorrido nas últimas semanas.
Não será a primeira vez que Francisco fará uma aparição pública do Gemelli: em 11 de julho de 2021, ele rezou a oração do Angelus da varanda de seu apartamento, situado no décimo andar, após uma operação de cólon.
Em junho de 2023, após uma operação de hérnia abdominal, recitou o Angelus no hospital em particular, sem aparecer na varanda. Também o papa João Paulo II recitou o Angelus do Gemelli em várias ocasiões durante seus 26 anos de pontificado (1978-2005), tanto por meio de gravações de áudio quanto com aparições na varanda.
A doença do papa e sua longa hospitalização suscitaram dúvidas sobre quem poderia liderar o apertado programa de atos religiosos antes da Semana Santa, o momento mais sagrado do calendário cristão. O Vaticano declarou nessa semana que ainda não foi tomada nenhuma decisão definitiva a respeito. Francisco é propenso a doenças respiratórias e teve parte de um pulmão removido quando era jovem. / COM AP e AFP
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) promove, nesta quinta-feira (20), o lançamento do XVII ENAM (Encontro Nacional de Aleitamento Materno) e VII Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável (VII ENCS), no Auditório do Bioparque Pantanal. O evento conta com a parceria da IBFAN-Brasil (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar), da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande) e de outras instituições comprometidas com a saúde materno-infantil.
A oficina preparatória será uma oportunidade para profissionais de saúde, educadores, assistentes sociais e demais agentes envolvidos no cuidado materno-infantil atualizarem seus conhecimentos sobre práticas de saúde e nutrição para gestantes e crianças.
Com palestras, o encontro abordará temas fundamentais para o desenvolvimento saudável de crianças de zero a dois anos, como o aleitamento materno e a alimentação complementar. Também trará discussões sobre a importância de políticas públicas de apoio à amamentação e as estratégias para combater preconceitos.
Além de capacitar profissionais da área, a SES busca sensibilizar a sociedade para a relevância do aleitamento materno e de uma alimentação saudável na primeira infância, fortalecendo a rede de apoio à saúde de mães e crianças em todo o estado, em alinhamento com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).
“Nosso objetivo é capacitar os profissionais de saúde para que possam oferecer um atendimento mais eficaz, disseminando as práticas científicas mais recentes sobre aleitamento materno e alimentação complementar saudável. O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento saudável das crianças, especialmente nos primeiros anos de vida, e traz benefícios tanto para a criança quanto para a mãe. Este evento proporciona uma excelente oportunidade de atualização e troca de conhecimentos entre os profissionais que atuam na saúde materno-infantil, reforçando a importância da promoção de políticas públicas que garantam o acesso e apoio ao aleitamento materno em nosso estado”, adianta gerente da Rede Alyne com ênfase em Aleitamento materno da SES/MS, Liliane Dias Tenório Rodrigues.
Serviço Evento: Lançamento do XVII Encontro Nacional de Aleitamento Materno e VII Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável Data: 20 de março de 2025, das 7h30 às 12h00. Local: Auditório do BioParque Pantanal – Avenida Afonso Pena, 6001, Chácara Cachoeira – Campo Grande/MS
Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Ilustrativa/HRMS
No compromisso de oferecer uma saúde pública de qualidade, o Governo de Mato Grosso do Sul destinou R$ 2,3 bilhões para ações e serviços de saúde no ano de 2024. A aplicação dos recursos, a maior parte deles (86,79%) oriundos do próprio Estado, foi apresentada terça-feira (18) em audiência pública de prestação de contas na Assembleia Legislativa.
Operacionalizada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), a saúde estadual contou com investimentos diversos em áreas como construção e reforma de hospitais, aquisição de equipamentos e insumos médiso, além da contratação de novos profissionais. Os dados constam todos no balanço do 3º quadrimestre (setembro a dezembro) de 2024.
Durante a audiência, o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, destacou os avanços obtidos na saúde pública sul-mato-grossense com a realização de ações diversas, como a finalização do Hospital Regional de Dourados e reformas de unidades de saúde no interior do Estado, garantindo o acesso a tratamentos de qualidade e melhor atendimento à população.
Diretora do HRMS, Mariele Esgalha; Secretário de Saúde, Maurício Simões; e o deputado Lucas de Lima, presidente da Comissão de Saúde da Alems (Foto: Helton Davis/SES)
“Os investimentos foram distribuídos por diferentes áreas, incluindo a Atenção Primária, com reformas nas unidades básicas de saúde, além de veículos e ambulâncias para o enfrentamento das arboviroses, facilitando o transporte de pacientes e o controle dos vetores”, afirmou o secretário.
Ele também ressaltou os avanços no Hospital Regional na Capital – que passou a ser administrado diretamente pelo governo estadual em 2024 -, a ampliação dos serviços no Hospital Regional em Três Lagoas e o trabalho para lançar um PPP na saúde.
De acordo com o gerente de Instrumentos de Planejamento para Gestão do SUS da SES, Waldeir Sanches, houve um aumento significativo nos investimentos na área de saúde pública em comparação com 2023, com diversos projetos estão em andamento, abrangendo desde a atenção primária até a assistência especializada nos hospitais.
“Entre os investimentos de destaque, estão a construção do Hospital Regional de Dourados e a ampliação do Hospital Regional de Campo Grande, iniciativas fundamentais para o fortalecimento da saúde no Estado, refletindo o compromisso da Secretaria de Estado de Saúde com a qualidade de vida da população sul-mato-grossense”, enfatizou o gerente de planejamento.
Mais Saúde, Menos Fila
Gerente de Instrumentos de Planejamento para gestão do SUS da SES, Waldeir Sanches e a superintendente de Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica Benetasso (Foto: Helton Davis/SES)
A superintendente de Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica Benetasso, também fez um balanço positivo do programa “MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila’, que na sua totalidade já ultrapassou 60 mil procedimentos realizados, com destaque para os avanços de 2024.
“Neste ano superamos 20 mil cirurgias e mais de 20 mil exames, e estamos nos aproximando da conclusão da segunda fase, prevista para abril. Em seguida, daremos início à terceira fase do projeto, com a expansão para novas áreas de atuação, além de novos estabelecimentos que se juntarão a nós para a execução dos procedimentos cirúrgicos”.
Benetasso completa ainda que existe um trabalho para que seja ampliado o número de exames com fins de diagnósticos. “Estamos buscando sempre melhorar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde à população”, afirmou.
Na área de Atenção Primária a Saúde, o programa Saúde na Escola, parceria entre SES e SED (Secretaria de Estado de Educação), tem contribuído significativamente para a melhoria de indicadores de saúde, seguindo a premissa da gestão estadual da transversalidade.
Para a superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES, Karine Cavalcante, o programa é uma excelente oportunidade para os profissionais de saúde interagirem diretamente com os alunos, que, por sua vez, disseminam os conhecimentos adquiridos para suas famílias, ampliando o impacto das ações de saúde.
Atendimento foi a aldeias de Miranda, em outubro de 2024 (Foto: Álvaro Rezende/Secom)
“A promoção da saúde não apenas melhora a qualidade de vida da comunidade, mas também gera um impacto positivo em indicadores essenciais de saúde. No ano passado, todos os 79 municípios do Estado aderiram ao programa Saúde na Escola, com mais de 900 escolas participantes, que receberam apoio das secretarias municipais de Saúde. Ao todo, foram realizados mais de 300 mil atendimentos”, destacou Karine.
Já o presidente da Comissão de Saúde da Alems, deputado estadual Lucas de Lima, enfatizou a importância da fiscalização dos recursos e ações na saúde. “Acredito que a Secretaria de Estado de Saúde tem realizado um trabalho excepcional, em parceria com o governador Eduardo Riedel. Aqui tivemos a oportunidade de acompanhar os investimentos na saúde ao longo de 2024”, destacou o parlamentar.
Segundo o relatório apresentado, o Governo do Estado empenhou R$ 1,031 bilhão no terceiro quadrimestre de 2024, dos quais R$ 1,011 bilhão foram liquidados e R$ 1,002 bilhão já pagos. Esse último valor representa alta de R$ 32 milhões sobre os R$ 970,78 milhões aplicados na saúde, comparado ao terceiro quadrimestre de 2023.
Na comparação com os recursos aplicados durante todo o ano de 2023, quando foram pagos R$ 2,2 bilhões (2.211.238.440,14), a alta em 2024 é ainda maior com R$ 2,3 bilhões (R$ 2.385.392.469,85) investidos na saúde pública de Mato Grosso do Sul.
Equipe de SES na prestação de contas na Alems (Foto: Helton Davis/SES)
Investimentos em infraestrutura
A política de regionalização da saúde segue firme com a construção do Hospital Regional de Dourados e Centros de Diagnóstico e Especialidades Médicas. A inauguração do complexo hospitalar está prevista para o primeiro semestre de 2025 e vai beneficiar uma população de cerca de 900 mil pessoas, abrangendo 33 municípios.
Além disso, o Governo de Mato Grosso do Sul está promovendo reformas e ampliação no HRMS e Lacen MS (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, além da ampliação das enfermarias do Hospital Regional de Ponta Porã e da reforma do hemocentro de Dourados.
Alerta do Inmet prevê chuva intensa e ventos fortes em Campo Grande, enquanto outras regiões do estado também podem registrar instabilidade
A previsão do tempo para Mato Grosso do Sul nesta terça-feira indica instabilidade climática, com possibilidade de chuvas e temperaturas elevadas em várias regiões do estado.
Em Campo Grande, há previsão de tempestades, com temperaturas variando entre 20°C e 31°C. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta amarelo para chuvas intensas, válido até as 9h, prevendo volumes de até 50 mm no dia e ventos fortes de 40 a 60 km/h. Embora o risco seja baixo, há chances de cortes de energia, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas.
A orientação é evitar se abrigar sob árvores durante rajadas de vento e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Medidas preventivas podem reduzir riscos causados pelas condições climáticas adversas.
No restante do estado, a instabilidade atmosférica favorece chuvas e trovoadas em diversas regiões. As temperaturas devem variar conforme a localidade, com máximas previstas de 26°C em Ponta Porã, 27°C em Bonito, 28°C em Porto Murtinho, 29°C em Dourados, 30°C em Três Lagoas e Corumbá, e 32°C em Coxim.
Motoristas com bom histórico na Carteira Digital de Trânsito (CDT) têm descontos de 10% no valor das taxas de serviços de renovação, adição e mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) foi o primeiro do Brasil a regulamentar o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), criado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e condutores que possuem o selo de Bom Condutor ativo já podem usufruir deste benefício.
A iniciativa, de acordo com o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, é mais um incentivo para aqueles condutores que seguem as regras de trânsito e contribuem para que ele seja mais seguro para todos.
“Essa é uma excelente iniciativa da Senatran para premiar os bons condutores, e tudo que é positivo, nós sempre buscamos implementar aqui. O desconto na CNH já está funcionando e muitos condutores já aproveitaram esse benefício. Estamos estudando a possibilidade de incluir novos benefícios para os bons condutores de Mato Grosso do Sul”, destaca.
A Lei n° 6.164, que acrescenta dispositivos à Lei no 4.282, que trata dos valores das taxas da Tabela de Serviços do Detran-MS foi publicada no Diário Oficial do Estado e assinada pelo governador, Eduardo Riedel, em dezembro de 2023, mas a integração sistêmica junto ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) só foi possível este ano, e os bons condutores já podem aproveitar as vantagens.
Para ter acesso ao benefício é necessário que o condutor esteja cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), criado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
O Cadastro Positivo de Condutores permite que empresas e órgãos públicos ofereçam benefícios a motoristas que não tiverem cometido infrações de trânsito nos últimos 12 meses.
De acordo com a Senatran, a boa conduta dos motoristas poderá ser premiada com benefícios como descontos e isenção de taxas, condições diferenciadas para locação de veículos, contratação de seguros, tarifas de pedágio e estacionamento e muitos outros.
A adesão ao RNPC é voluntária. Para aderir, o cidadão pode se cadastrar através do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) ou diretamente no Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
A Lei 6.164 foi publicada na edição n. 11.357 do Diário Oficial do Estado (DOE). Confira AQUI.
A tecnologia tem transformado a saúde pública em Mato Grosso do Sul, ampliando o acesso aos serviços de saúde, especialmente nas regiões mais afastadas. Nos últimos meses, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) implementou diversas modalidades de telessaúde para facilitar o atendimento remoto e melhorar a qualidade dos serviços prestados.
Desde o início das operações, a telessaúde já viabilizou 98.293 atendimentos em Mato Grosso do Sul. Dentro desse total, foram realizadas 3.186 teleinterconsultas, distribuídas em 29 municípios, com destaque para Ponta Porã, que registrou 388 atendimentos. Além disso, os serviços de telediagnóstico, teleconsultoria e telemonitoramento seguem em expansão, garantindo maior acesso e eficiência no atendimento à população, especialmente nas regiões mais distantes.
“A telessaúde tem sido uma ferramenta transformadora em nosso Estado, ajudando a superar distâncias e a ampliar o acesso à saúde. Temos trabalhado para garantir que a população, especialmente nos pontos mais distantes, tenha acesso a atendimentos médicos de qualidade”, afirma a coordenadora do Telessaúde da SES, Rosângela Dobbro. Ela detalha que a tecnologia tem sido aliada na implementação de modalidades como teleconsultoria, telediagnóstico e telemonitoramento, alinhadas às diretrizes do Ministério da Saúde.
“Nosso compromisso é expandir ainda mais as modalidades de telessaúde, oferecendo teleconsultorias, teleinterconsultas, telediagnóstico e telemonitoramento em todas as regiões do estado. Estamos empenhados em garantir que todos os cidadãos de Mato Grosso do Sul, independentemente de onde vivam, tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade, promovendo um atendimento mais humanizado e eficaz, que esteja à altura das necessidades de nossa população”, enfatiza.
Saúde conectada em MS
As modalidades que podem ser ofertadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por intermédio da Telessaúde estão previstas na Portaria 3.691, de 23 de maio de 2024, do Ministério da Saúde, que institui a Ação Estratégica SUS Digital. Conheça as modalidades de atendimento nela previstas e já em funcionamento em Mato Grosso do Sul:
✅ Teleconsultoria: consultoria mediada por tecnologias digitais de informação e comunicação, realizada entre profissionais de saúde, com a finalidade de esclarecer dúvidas sobre procedimentos clínicos, ações de saúde e questões relativas ao processo de trabalho, podendo ser síncrona (realizada com interação simultânea dos participantes, seja por telefone, videoconferência ou outra ferramenta de conversa instantânea) e assíncrona (com troca de mensagens via aplicativos, mesmo off-line);
✅ Teletriagem: interação remota entre profissional de saúde e paciente para determinar a prioridade e o tipo de atendimento necessário, com base na gravidade do estado de saúde do paciente;
✅ Teleconsulta: consulta remota, para a troca de informações clínicas, laboratoriais e de imagens entre profissional de saúde e paciente, com possibilidade de prescrição e emissão de atestados;
✅ Telediagnóstico: serviço prestado à distância, geográfica ou temporal, com transmissão de gráficos, imagens e dados para emissão de laudo ou parecer por profissional de saúde;
✅ Telemonitoramento: interação remota realizada sob orientação e supervisão de profissional de saúde envolvido no cuidado ao paciente para monitoramento ou vigilância de parâmetros de saúde;
✅ Teleinterconsulta: interação remota para a troca de opiniões e informações clínicas, laboratoriais e de imagens entre profissionais de saúde, com a presença do paciente, para auxílio diagnóstico ou terapêutico, facilitando a atuação interprofissional;
✅ Teleducação: aulas, cursos, fóruns de discussão, palestras, reuniões de matriciamento e seminários;
✅ Telerregulação: atividades de controle, gerenciamento, organização e priorização do acesso e dos fluxos assistenciais no SUS, com atuação articulada com os demais serviços de telessaúde, contribuindo tanto para o aumento da resolubilidade quanto para a redução dos tempos e filas de espera;
✅ Teleorientação: ação de conscientização sobre bem-estar, cuidados em saúde e prevenção de doenças, por meio da disseminação de informações e orientações em saúde direcionadas ao cidadão.
Programa que paga um salário mínimo (R$ 1.518) para incentivar a permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica nos cursos universitários e de educação profissional técnica e reduzir a evasão escolar, o MS Supera abre inscrições para novos bolsistas, a partir desta segunda-feira (17).
Mais 100 vagas estão sendo abertas dentro das 2.200 oferecidas pelo programa. As outras 2.100 estão preenchidas. Os alunos que atenderem aos critérios e não forem classificados dentro dessas vagas ficarão no cadastro de reserva. Das vagas já disponíveis, 80 são para cursos de graduação presencial ou a distância e 20 são para cursos de educação profissional técnica de nível médio.
Os estudantes terão uma semana para fazer as inscrições, sendo que o prazo se encerra em 24 de março. O resultado preliminar será divulgado no dia 28 de março e o final, após eventuais recursos, em 3 de abril.
Cronograma publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (14)
Para participar do Processo Seletivo, os alunos precisarão preencher o cadastro disponível no site da Sead (www.sead.ms.gov.br) anexando os documentos necessários. Eles deverão estar devidamente matriculados em cursos de educação profissional técnica de nível médio ou em universidades públicas ou privadas, ser residente em Mato Grosso do Sul há mais de 2 anos, e não podem receber outro tipo de benefício remunerado ou de auxílio financeiro com a mesma finalidade.
Além disso, é preciso comprovar renda individual de até 1 salário mínimo e meio nacional ou renda familiar não superior a 3 salários mínimos nacionais mensais, considerada a renda bruta; não possuir graduação de nível superior; não ter registro de reprovações superiores a 4 disciplinas cursadas, na data de inscrição e na convocação para o Programa; e estar inscrito no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal).
A classificação dos estudantes habilitados e os critérios de desempate ocorrerão a partir dos seguintes critérios: 1) Pessoa indígena, 2) Menor renda média do núcleo familiar, 3) Candidata mãe solo, que resida com filhos menores de 18 anos ou mães de filhos com deficiência de qualquer idade, que residam com a estudante e que estejam sob sua responsabilidade, 4) Pessoa com deficiência, 5) Candidata de maior idade
O benefício social será repassado diretamente ao estudante por meio de transferência bancária. Mais detalhes, como a relação de documentos necessários, estão disponíveis na resolução publicada na sexta-feira (14), na edição extraordinária do Diário Oficial do Estado.
Com ciclos naturais de cheia e seca, o Pantanal também tem a influência do fogo, além da água, em sua história e dinâmica. Mas devido as mudanças climáticas – com altas temperaturas, interferência direta no período de chuvas e acentuação da seca –, os incêndios florestais são intensificados a cada ano.
Mas o fogo tem importância e relevância para o bioma, e por isso existe a necessidade da manutenção de áreas com aplicação de técnicas de manejo integrado e ações preventivas para diminuir a quantidade de biomassa existente na planície, contribuindo para reduzir a probabilidade de ocorrência de grandes incêndios florestais nos próximos meses.
Com 84% da vegetação nativa preservada, o Pantanal sul-mato-grossense é o bioma mais preservado do mundo.
Como parte dessas ações, o Governo do Estado, por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) – ligados a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) –, investe e apoia uma pesquisa científica que tem como missão reunir dados e identificar o comportamento do bioma após o período de incêndios.
Geraldo Damasceno (Foto: Bruno Rezende/Secom)
“O Pantanal é forjado no fogo, por isso tem resiliência a ele. O bioma tem clima bastante sazonal, seco e chuvoso, com o diferencial da cheia, com campos inundáveis. E se houver fogo, está relativamente bem adaptado. No nosso estudo estamos avaliando o que realmente mudou após o fogo. Algumas áreas se recuperam em dois meses”, relatou o doutor em biologia e professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Geraldo Damasceno Júnior.
O estudo é realizado desde 2021, como parte do programa Peld (Pesquisas Ecológicas de Longa Duração) do Nefau (Núcleo de Estudos do Fogo em Áreas Úmidas), da UFMS.
“A intenção é identificar a melhor época para fazer o manejo, qual o intervalo adequado. No Cerrado é de dois a três meses, mais ou menos, mas no Pantanal ainda não temos essa informação. Muitas coisas mudaram no bioma após o fogo intenso de 2020, e por isso avaliamos a situação no início, meio e fim da estação seca, quais as diferenças em cada período e quando seria ideal fazer a queima de áreas para evitar os grandes incêndios no futuro”, explicou o pesquisador.
Com vegetação sucessível ao fogo, a seca que atinge o bioma e se instala com mais força a cada ano, também é um fator de risco intenso para a ocorrência de incêndios florestais. Por isso, o Governo do Estado realiza trabalho permanente e constante de vigilância e preparação das ações de combate ao fogo em todo o Pantanal sul-mato-grossense.
O CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar) mantém bases avançadas ativas, em áreas remotas e de difícil acesso do Pantanal, para facilitar o deslocamento das equipes que atuam no controle e extinção dos incêndios. Além disso, é realizado trabalho educativo nas comunidades locais e ações preventivas em propriedades rurais e parques estaduais.
Toda a preparação considera a questão climática no bioma, com chuvas abaixo da média histórica. Dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) apontam déficit de mais de 200 mm, entre os dias 1° de novembro de 2024 e 28 de fevereiro de 2025, em Porto Murtinho e Porto Esperança.
A situação crítica foi ainda pior entre 1° de novembro de 2023 e 29 de fevereiro de 2024 – época do período mais chuvoso –, com déficit de 400 mm nos mesmos locais monitorados.
“O ano de 2024 foi o mais crítico quando comparado a este ano de 2025. Porém, as chuvas estão bem irregulares. E a previsão indica que para os próximos meses as chuvas tendem a ficar abaixo da média histórica”, afirmou a meteorologista e coordenadora do Cemtec, Valesca Fernandes.
A vegetação do Pantanal de Mato Grosso do Sul, e sua regeneração após o período de incêndios florestais, é o objeto de estudo da pesquisa da UFMS com o objetivo de compreender como o fogo e a inundação – ambos típicos do bioma – podem, a longo prazo, determinar a estruturação dos ambientes nas áreas inundáveis do Pantanal.
Desde 2018, o bioma passa por períodos de estiagem cada vez mais longos e adversos, resultado das mudanças climáticas em todo o mundo.
“Com relação à questão das mudanças climáticas, nos últimos anos o Pantanal tem enchido cada vez menos, e estamos num ciclo grande de seca que não ocorria desde a década de 60. Eventualmente ocorrem secas mais extremas, muito fogo, ondas de calor muito fortes que contribuem para que o fogo se alastre mais. O bioma está nesse ciclo de secas, diferente do ciclo desde 1970 até mais ou menos 2015. Estamos com um período mais seco e não sabemos quanto tempo vai durar”, disse o doutor em Ciências e pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Pantanal, em Corumbá, Carlos Padovani.
O uso controlado do fogo, como parte das ações de manejo integrado, também faz parte da pesquisa em andamento. O trabalho prevê o desenvolvimento de ações educativas e de queima prescrita, para diminuir a probabilidade de incêndios florestais.
“A gente tem várias ações de pesquisa, e estamos verificando qual que é o efeito que o fogo tem nas diversas paisagens. Trabalhamos nas áreas de campos inundáveis, que são as principais áreas de uso como pasto. Estamos vendo o efeito disso na flora, fauna – répteis, aves, pequenos invertebrados”, explicou Damasceno.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS Foto de capa e galeria 3: Saul Schramm/Secom/Arquivo
Galeria 1: Alexandre Pereira/UFMS
Galeria 2: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo