terça-feira, 10 de março de 2026
Esporte

1ª COPA DOURADINA DE VOLEIBOL PROMETE AGITAR O FIM DE SEMANA ESPORTIVO

Douradina se prepara para receber a primeira edição da Copa Douradina de Voleibol, um evento esportivo que promete movimentar a cidade e região nos próximos dias 12 e 13 de julho. O torneio, que contará com categorias feminina e masculina, será realizado no Ginásio Poliesportivo de Douradina e terá entrada gratuita para toda a população.

Com a participação de 14 equipes no total – sendo seis times femininos e oito masculinos – o evento promete oferecer jogos emocionantes e de alto nível técnico, reunindo atletas experientes e talentos emergentes da região.

PROGRAMAÇÃO E HORÁRIOS

O evento terá início no sábado, dia 12 de julho, às 13h00, com a disputa da categoria feminina. No domingo, dia 13 de julho, será a vez do voleibol masculino entrar em quadra, com jogos começando às 8h00 da manhã.

A competição contará com a participação de times e jogadores da região, proporcionando um espetáculo esportivo de qualidade para os amantes do voleibol.

TIMES PARTICIPANTES

CATEGORIA FEMININA

Seis equipes confirmaram presença na disputa feminina que acontecerá no sábado:
1. Douradina Brave;
2. Carcará Voleibol;
3. Climatiza Dourados;
4. Serpentes do Vôlei;
5. Elite do Vôlei Dourados; e
6. Amigas do Vôlei Vila Marinho.

CATEGORIA MASCULINA

Oito equipes confirmaram presença na disputa masculina que acontecerá no domingo:
1. Strong Vôlei Douradina;
2. IPV (Izidro Pedroso Vôlei);
3. Lendários;
4. Vôlei AMDV;
5. Carcará Voleibol;
6. Avante;
7. Amigos do Vôlei – Glória de Dourados/MS; e
8. Amigos do Manfré Volleyball.

AÇÃO SOLIDÁRIA DOS ESTUDANTES

O evento também contará com uma importante ação social promovida pelos alunos da Escola Estadual Barão do Rio Branco. Durante o sábado, os estudantes estarão vendendo espetinhos como forma de arrecadar fundos para a formatura da turma. Esta iniciativa demonstra o espírito empreendedor e solidário dos jovens douradinenses, que aproveitam o evento esportivo para alcançar seus objetivos educacionais.

APOIO E PATROCÍNIO

A 1ª Copa Douradina de Voleibol conta com o apoio oficial do Governo Municipal de Douradina/MS e tem como patrocinadores empresas locais que acreditam no desenvolvimento do esporte na região:

* Sicredi – Instituição financeira cooperativa
* Restaurante Mais Sabor – “Aqui sua comida com mais sabor!”
* Telenet Douradina – Provedor de internet fibra óptica
* Auto Posto União – “Qualidade e Confiança”
* VET SPA Veterinário
* Climatiza Dourados
* Vereadores Kaique Freire, Matheus Oliveira e Josué do Esporte.

CONVITE À COMUNIDADE

O evento é gratuito e aberto a toda a população de Douradina e região. A organização convida todos os moradores a comparecerem ao Ginásio Poliesportivo para prestigiar os atletas e torcer pelas equipes participantes.

Esta primeira edição da Copa Douradina de Voleibol representa um marco importante para o esporte local, prometendo se tornar uma tradição anual que fortalece a prática esportiva e a integração entre as comunidades da região.

* Evento: 1ª Copa Douradina de Voleibol
* Data: 12 e 13 de julho de 2025
* Local: Ginásio Poliesportivo de Douradina/MS
* Horários: Sábado às 13h00 (feminino) e Domingo às 8h00 (masculino)
* Entrada: Gratuita
* Apoio: Governo Municipal de Douradina

* Informações:​ 67 99849 8163 – Rafael Souza
67 99904 1065 – Alice Santos

FONTE: CAFÉ NOTÍCIAS

Informe

Com afeto e conhecimento, Universidade da Maturidade da UEMS transforma a vida de pessoas 45+ em MS

“Eu tinha medo de ser inservível e hoje me sinto útil”, a fala de Maria Neuza dos Santos, 64 anos, pedagoga aposentada, ecoa como o de muitos que, após a aposentadoria, sentem que o tempo desacelera demais. Mas bastou conhecer a UMA (Universidade da Maturidade), da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), para que ela redescobrisse propósito, alegria e um novo olhar sobre o envelhecer.

Assim como ela, a costureira Ivanilda Bezerra, de 76 anos, também encontrou um sonho antigo dentro da universidade. “Sempre quis fazer uma faculdade. Só consegui agora. Estou feliz, realizada. Esse projeto precisa alcançar mais vidas, especialmente quem está em casa triste e solitário”.

Desde 2023, a UMA (Universidade da Maturidade) vem mostrando que nunca é tarde para aprender, nem para recomeçar. Voltada a pessoas com 45 anos ou mais, a iniciativa promove educação continuada, saúde, inclusão digital e protagonismo social por meio de aulas, oficinas, rodas de conversa e muitas trocas de experiências. Gratuito e em expansão, o projeto hoje impacta mais de 120 extensionistas ativos apenas em Campo Grande, com planos de crescer ainda mais.

Mais do que um espaço de formação, a UMA (Universidade da Maturidade) é um convite para que cada participante se reconheça como agente de mudança, dentro e fora da sala de aula.

Maria Neuza dos Santos e Ivanilda Bezerra, respectivamente

Recomeços que inspiram

UEMS Foto Saul Schramm
João Sidnei Penrabel

João Sidnei Penrabel, 68 anos, major da reserva do Corpo de Bombeiros, conta que a UMA (Universidade da Maturidade) virou um antídoto contra o isolamento e a tristeza. “Aqui a gente aprende, compartilha e leva isso para fora, para escolas, CCIs, CRAS. Isso muda nossa vida. Depressão, para quem está aqui, não tem espaço”.

E o que os olhos não veem nas disciplinas como saúde, tecnologia, turismo e empreendedorismo, o coração sente nas relações construídas ao longo do processo. É o que diz Carlindo, aposentado do setor bancário.

UEMS Foto Saul Schramm
Carlindo Gomes da Silva

“Perdemos uma colega querida e a equipe teve a sensibilidade de trazer um psicólogo. Isso nos ajudou a lidar com a dor e mostrou que somos ouvidos, que importamos. Aqui não estamos só aprendendo, estamos sendo cuidados”.

Ele também faz questão de destacar a seriedade do projeto: “Não é um lugar que só junta velhinhos. É formação mesmo. Discutimos temas profundos, com professores qualificados. Isso mexe com a gente, nos dá ânimo e sentido”.

Acolhimento, pertencimento e tecnologia

A cada encontro, a UMA (Universidade da Maturidade) rompe com estereótipos sobre o envelhecimento. O conteúdo é transmitido com leveza, mas sem superficialidade, e está sempre conectado aos desafios do mundo atual. A inclusão digital, por exemplo, é um dos pilares do projeto.

“Antes eu vivia em casa, no meu crochê. Hoje me sinto mais feliz, ativa, transmitindo o que aprendo”, conta Jane Maria Tortorelli, de 79 anos. “Aqui somos uma família. Muito amor e muita amizade”.

Para Elba Margarita, 74, venezuelana e assistente social aposentada, o sentimento é de pertencimento: “Saímos do anonimato para protagonizar. Aqui me sinto em casa. A UMA é qualidade de vida”.

Tecnologia social a serviço da vida

Coordenado pelo professor Dr. Djanires Neto, o programa une teoria e prática com metodologias ativas, pautadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e pela defesa dos direitos da pessoa idosa. Ao final do ciclo, os participantes se tornam educadores político-sociais do envelhecimento humano.

UEMS Foto Saul Schramm
Prof. Dr. Djanires Lageano Neto de Jesus

“O objetivo é oferecer formação cidadã e promover longevidade com dignidade”, explica o professor. Ele destaca ainda que a UMA (Universidade da Maturidade) já se desdobra em novas versões, indígena, quilombola, pantaneira e na Rota Bioceânica.

Além das aulas, os extensionistas participam de campanhas, eventos e ações sociais. Em todos esses espaços, a UMA (Universidade da Maturidade) leva informação, cuidado e visibilidade à pessoa idosa.

A primeira turma se formou em 2023 com 90 educadores. Hoje são 120 pessoas em formação. As inscrições para a próxima edição abrem em agosto de 2025, com aulas previstas para fevereiro de 2026.

“A única exigência é querer aprender e viver com mais qualidade. A UMA (Universidade da Maturidade) tem mostrado o quanto ainda podemos fazer, ensinar e transformar, em todas as fases da vida”, conclui o professor Djanires.


Taynara Foglia, Comunicação Governo de MS

Fotos: Saul Schramm/Secom

Esporte

14ª edição das Paralimpíadas Escolares de MS será realizada em Campo Grande com recorde de participação

Com o objetivo de desenvolver o paradesporto entre crianças e adolescentes em idade escolar do estado de Mato Grosso do Sul, acontecerá o maior evento estudantil de paradesporto em MS, a 14ª edição das Paraesc (Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul), entre os dias 11 a 13 de julho. A cerimônia de abertura está marcada para o dia 11 de julho (sexta-feira) às 18h30 no Eco Hotel do Lago, em Campo Grande.

A realização é da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul), vinculada à Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), com o objetivo de fomentar a prática esportiva entre estudantes com deficiência física, intelectual ou visual. A iniciativa promove a inclusão e contribui para o desenvolvimento de jovens atletas em idade escolar. As modalidades paralímpicas em disputa nesta edição serão atletismo, bocha, tênis de mesa e badminton.

Além de incentivar a formação de novos atletas, as Paraesc também funcionam como etapa seletiva para a etapa nacional das Paralimpíadas Escolares, que ocorrerão em São Paulo, de 17 a 22 de novembro e 24 a 29 de novembro. A expectativa é que Mato Grosso do Sul participe da fase nacional em nove modalidades.

Neste ano, o evento sul-mato-grossense terá recorde de participação, com representantes de 17 municípios: Alcinópolis, Amambai, Aquidauana, Caarapó, Campo Grande, Cassilândia, Chapadão do Sul, Corumbá, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia, Sonora e Três Lagoas.

Exclusivamente voltadas a estudantes com deficiência, as Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul têm como missão promover a inclusão, a formação esportiva, além de fortalecer o desenvolvimento técnico das modalidades paralímpicas e disseminar os valores do paradesporto.

O secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, salienta a importância das Paraesc como instrumento de transformação social por meio do esporte. “As Paralimpíadas Escolares representam um espaço de reconhecimento, visibilidade e protagonismo para os jovens atletas com deficiência. É ali que eles mostram seu talento, superam limites e nos ensinam, com o exemplo, o verdadeiro significado de inclusão e cidadania”.

O diretor-presidente da Fundesporte, Paulo Ricardo Nuñez, reforçou o compromisso do Governo do Estado com a inclusão e o fortalecimento das políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.

“As Paraesc promovem o acesso das pessoas com deficiência às mais diversas práticas esportivas. O esporte eleva a auto-estima, melhora saúde física e mental e promove o bem-estar. Essa é uma política pública essencial de governo e nosso desejo é melhorar cada vez mais as Paralímpiadas Escolares e incluir cada vez mais modalidades”, afirma Nuñez.

Segundo o diretor de Gestão de Políticas de Excelência e Capacitação Esportiva da Fundesporte, Leandro Fonseca, o evento tem papel fundamental na consolidação do paradesporto no estado. “As Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul são o maior evento estudantil do paradesporto no estado. Elas funcionam como seletiva para a etapa nacional, que é o maior evento paradesportivo escolar do mundo, então é muito importante que os atletas tenham um bom desempenho nesta fase”.

Leandro também destacou o crescimento da competição. “Este ano alcançamos um recorde de participação. Em 2024, tivemos 13 municípios; agora, são 17 inscritos. A expectativa é reunir cerca de 350 participantes nesta etapa estadual”.

14ª edição das Paralímpiadas Escolares de Mato Grosso do Sul 

Cerimônia de Abertura: 

Data: 11 de julho (sexta-feira)

Horário: 18h30

Local: Eco Hotel do Lago

Endereço: R. Bom Retiro, 1098 – Campo Grande, MS, 79079-050

Bel Manvailer, Comunicação Setesc
Fotos: arquivo/Fundesporte

Esporte

Atletas de Dourados conquistam bronze no Campeonato Brasileiro de Judô Cadete

Gabriel Silva e Mariana Piveta Giachini, do Clube Judô Sakurá, subiram ao pódio em competição nacional realizada em Salvador

O técnico Jorge Henrique com os atletas Gabriel Silva e Mariana Piveta Giachini, do Clube Judô Sakurá – Foto: Divulgação

Dois atletas de Dourados brilharam no Campeonato Brasileiro de Judô, classe Cadete, disputado no último fim de semana (28 e 29) em Salvador (BA), ao conquistarem medalhas de bronze. A competição reuniu 471 judocas de todo o país, entre eles 25 atletas de Mato Grosso do Sul, representando seis escolas estaduais.

O destaque douradense veio do Clube Judô Sakurá, que enviou oito atletas à competição: Diogo Kenzo Ura, Érico Iamamoto Shuch Schants, Pedro Henrique Limper, Gabriel Arruda da Silva, Vitória dos Santos Martini, Mirella Santos de Souza, Evelyn de Alencar Gomes e Mariana Pieta Giachini.

Mariana Piveta Giachini, considerada uma das grandes promessas do judô feminino sul-mato-grossense, conquistou o bronze na categoria até 70 kg. Já Gabriel Arruda da Silva também garantiu a medalha de bronze na categoria acima de 90 kg, também representando o clube douradense.

O técnico da equipe, Jorge Henrique Perazolo Yamakawa, celebrou o resultado como um marco para o clube. “Foi um feito histórico. Fomos o clube do Estado que mais levou atletas ao campeonato nacional. Isso mostra que estamos desenvolvendo o judô de forma séria e consistente”, afirmou.

“Obtivemos duas medalhas de bronze com Gabriel e Mariana. Parabéns aos atletas, isso é fruto de muita dedicação e empenho. Agora é corrigir os erros, treinar mais e voltar ainda mais fortes no próximo ano”, completou o técnico, que também agradeceu o apoio dos pais. “Sem o incentivo deles, seus filhos não estariam em Salvador disputando esse campeonato.”

A conquista reforça o protagonismo de Dourados no cenário estadual e nacional do judô de base, impulsionando o desenvolvimento da modalidade entre jovens atletas da cidade.

CLIMA TEMPO

Com mais chuvas e baixas temperaturas, junho deste ano teve redução de 92,8% da área queimada no Pantanal

A melhor distribuição de chuvas e as baixas temperaturas contribuíram para quase zerar os focos de incêndios no Pantanal no mês de junho, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados constam no Informativo Cicoe/Pemif divulgado quinta-feira (3).

Conforme o Boletim, todos os números relativos ao controle de incêndios florestais ficaram bem abaixo do verificado no mês de junho do ano passado. A área queimada no Pantanal em junho de 2024 foi de 595.728 hectares, tendo sido registrados 2.753 focos de calor.

Em junho desse ano a área queimada no bioma ficou em 42.840 hectares, com 50 focos de calor catalogados. Redução de 92,8% na área e 98,2% no número de focos.

Não houve nenhum incêndio em terras indígenas localizadas no Pantanal ou no bioma Cerrado em junho deste ano, enquanto que no mesmo mês do ano passado foram queimados 56.574 hectares nessas localidades, sobretudo na Terra Indígena Kadwéu, localizada no Pantanal.

Nas unidades de conservação dos dois biomas também se verificou queda drástica na área queimada: de 9.198 hectares em junho de 2024 para 952 hectares em junho de 2025, redução de 89,6%.

Preparo e vigilância

“Além do somatório das experiências acumuladas nos anos críticos em ações de prevenção, preparação e respostas aos incêndios florestais, desde 2019, o Corpo de Bombeiros Militar, em 2025 passou a tratar a ocorrência como uma questão permanente e que se estende pelo ano todo. Desde primeiro de janeiro as equipes estão realizando ações de prevenção nas áreas mais críticas, realização de queimas prescritas nas unidades de conservação estadual, e já formou mais de 600 brigadistas particulares para atuar no bioma Pantanal”, informa o secretário executivo do Cicoe/Pemif, tenente coronel Leonardo Congro.

Ele relata ainda que, recentemente foram finalizados cursos de off road aos condutores de viaturas de incêndios florestais, conhecimento necessário para conduzir com mais habilidade pelo terreno pantaneiro.

Também nesse ano foram formados mais 27 combatentes florestais, que são bombeiros militares especialistas em prevenção e combate a incêndios florestais, e que passarão a comandar equipes para atuar nos três biomas (Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica).

No total o Estado já tem 99 combatentes formados. Inclusive, Leonardo Congro afirma que Mato Grosso do Sul cederá dez combatentes florestais para integrar o grupo de 100 de todo Brasil que será enviado ao Canadá para apoiar as ações de combate a incêndios naquele país.

Alerta

Os meteorologistas do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) alertam para a escassez de chuvas em todo Mato Grosso do Sul no período de 1 a 17 de julho. A combinação de estiagem com temperaturas máximas de 30°C e umidade relativa abaixo de 30% formam o ambiente propício para propagação de incêndios florestais, por isso o Corpo de Bombeiros se mantém em prontidão.

A previsão para o trimestre de julho a setembro mostra que grande parte do Estado estará em nível entre “Alerta” e “Atenção” para ocorrência de incêndios florestais. Em alguns municípios das regiões Norte, Nordeste e Leste observa-se municípios em níveis de  “Alerta Alto”.

João Prestes, Comunicação Semadesc
Foto de capa: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Economia

Contribuinte em débito já pode aderir ao Refis 2025 Refis 2025

O programa é voltado à regularização de débitos vencidos, inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados ou não, desde que não sejam oriundos de infrações de trânsito, indenizações ao município, débitos contratuais ou impostos retidos na fonte

O contribuinte em débito com a Prefeitura de Dourados já pode aderir ao Refis 2025 – “Ajude a cuidar com Amor e construir com trabalho”, programa de regularização fiscal que oferece a oportunidade de quitar dívidas tributárias e não tributárias com o município, com descontos que variam de 30% a 100% nos juros e multas de mora, conforme o prazo e a forma de pagamento escolhida.

O Refis 2025 é uma forma de melhorar a arrecadação da Prefeitura de Dourados. “Números da Secretaria Municipal de Fazenda revelam que na comparação com o primeiro semestre do ano passado, a arrecadação neste primeiro semestre sofreu uma redução acentuada, exigindo muita criatividade da equipe econômica e rigor nos gastos para fazer frente às despesas correntes”, explica o prefeito Marçal Filho. “É preciso ressaltar que a delicada situação da economia nacional, com o arrocho do governo federal, levou todos os entes federados perderam arrecadação neste ano”, completa o prefeito.

O programa é voltado à regularização de débitos vencidos, inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados ou não, desde que não sejam oriundos de infrações de trânsito, indenizações ao município, débitos contratuais ou impostos retidos na fonte. “Essa é uma oportunidade para o contribuinte ficar em dia com o município e contribuir com o desenvolvimento de Dourados, mesmo porque todo recurso arrecadado com o Refis voltará ao cidadão em forma de serviços e obras”, enfatiza o prefeito.

Marçal Filho ressalta que o Refis 2025 não prejudica o bom pagador, pelo contrário. “Quem paga em dia tem direito a descontos importantes do valor total do tributo e quem aderir ao Refis terá descontos apenas sobre juros e multas, com o valor original sendo cobrado integralmente”, explica. “Não existe desconto no valor do imposto lançado, mas nas multas e juros que incidem sobre o atraso pelo pagamento na data do vencimento”, ressalta o prefeito.

O Refis 2025 oferece remissão total (100%) dos juros e multas de mora para quem quitar a dívida à vista até o fim de julho. Os descontos vão diminuindo gradualmente conforme o mês de pagamento, chegando a 60% em outubro. Já os pagamentos parcelados podem obter remissão entre 30% e 50% dos encargos, com parcelamentos de até 10 vezes, ou 24 parcelas no caso de dívidas superiores a R$ 100 mil.

Os contribuintes poderão aderir ao programa por meio de termo de acordo assinado pessoalmente ou por representante legal, com entrada mínima de 10% do valor da dívida ou 15% para dívidas acima de R$ 100 mil. O valor mínimo das parcelas é de R$ 100 para pessoas físicas e R$ 250 para jurídicas. Nos casos em que houver ação judicial em andamento, a adesão implicará na suspensão da execução fiscal durante o período de parcelamento.

A lei ainda prevê que a adesão ao programa implica na confissão irretratável da dívida e na renúncia a eventuais impugnações judiciais e administrativas por parte do devedor. Também determina que fraudes tributárias impedem o acesso ao Refis.

INCENTIVO À ADIMPLÊNCIA

Com o Refis 2025, o município busca incentivar a adimplência, aumentar a arrecadação e reduzir o volume de execuções fiscais, facilitando a regularização para quem quer quitar suas pendências com o município. A Secretaria Municipal da Fazenda e a Procuradoria Geral do Município serão responsáveis por disciplinar os procedimentos e regulamentações complementares para aplicação da lei.

A iniciativa reforça a política fiscal da atual gestão, que, segundo Marçal Filho, busca “garantir justiça tributária e fortalecer o equilíbrio fiscal do município, ao mesmo tempo em que oferece condições reais para que os contribuintes regularizem sua situação e possam contribuir com o desenvolvimento de Dourados.”

Foto: Divulgação/Assecom

Legenda: Os contribuintes poderão aderir ao programa por meio de termo de acordo assinado pessoalmente ou por representante legal na Central do Cidadão

Esporte

Estudante de Amambai conquista medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática

Heitor Brites Oleksyw, da Escola Estadual Dom Aquino Corrêa, é um dos três sul-mato-grossenses premiados com ouro na maior olimpíada científica do país

No último dia 30 de junho, o Rio de Janeiro sediou a cerimônia nacional de premiação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), considerada a maior competição científica estudantil do Brasil.

Entre os 683 alunos de todo o país premiados com medalha de ouro, um dos destaques foi o sul-mato-grossense Heitor Brites Oleksyw, estudante da Escola Estadual Dom Aquino Corrêa, localizada no município de Amambai, no interior do Estado.

Heitor esteve ao lado de outros dois estudantes da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul que também conquistaram medalhas de ouro, em uma cerimônia repleta de emoção, reconhecimento e celebração da excelência estudantil. Promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), a OBMEP contou com a participação de mais de 18,5 milhões de alunos em todo o país.

O estudante, que já havia conquistado medalha de bronze em edições anteriores, conta que sua trajetória com a OBMEP começou de forma despretensiosa.

“Quando fiz pela primeira vez, achei que era só uma das várias provas do governo, sem muita preocupação. Mas depois que ganhei bronze e fui descobrindo os benefícios que a OBMEP poderia me dar, passei a me dedicar mais aos estudos. No ano passado, fiz a prova novamente e me tornei um dos medalhistas de ouro”, compartilhou Heitor.

A experiência da premiação no Rio de Janeiro foi marcante para o jovem, que vê na OBMEP um divisor de águas em sua vida acadêmica.

“Essa semana tive a oportunidade de viajar para receber minha medalha, participar de vários eventos e conhecer novas pessoas. Foram experiências incríveis e inesquecíveis. Isso me ajudou a descobrir que, com dedicação, posso chegar a vários lugares. Foi muito gratificante poder dizer com muito orgulho que estou entre os melhores do Brasil”, completou.

A cerimônia contou com a presença de autoridades como a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o ministro da Educação, Camilo Santana, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Os medalhistas participaram de uma programação especial, com jantar de boas-vindas, sorteio de brindes, salão de jogos e palestra com o cientista Lucas Nissenbaum, do IMPA.

De acordo com o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, “há 20 anos a OBMEP alcança quase a totalidade do território nacional identificando talentos e incentivando o gosto pelo aprendizado da matemática. É cada vez mais comum que universidades utilizem o desempenho em olimpíadas como critério de seleção”.

Além do reconhecimento, os medalhistas da OBMEP têm a oportunidade de ingressar no Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC), com aulas avançadas de matemática e bolsa mensal de R$ 300, oferecida pelo CNPq.

Jackeline Oliveira, Comunicação SED
Fotos: Arquivo pessoal

Informações

Para atender regionalização da Saúde, nova arquitetura já é realidade em Mato Grosso do Sul

O projeto de regionalização da saúde, com atendimento de qualidade para a população em diferentes municípios de Mato Grosso do Sul, já é uma realidade. Procedimentos cirúrgicos diversos são realizados em hospitais do interior do Estado, o que diminui o tempo de espera e dá mais conforto aos pacientes que são atendidos mais próximo de casa, o que contribui com a recuperação e o acompanhamento pós-operatório.

Ezequias Moreira da Silva, 52 anos, mora em Dourados e passou por cirurgia de artroplastia total de quadril – procedimento ortopédico que substitui a articulação danificada por prótese – em dezembro do ano passado, pouco mais de um mês depois de ser encaminhado para o hospital do município de Rio Brilhante.

“Meu problema foi causado pela artrose. Foi muito rápido, depois que fui encaminhado para fazer a cirurgia em Rio Brilhante. Deu tudo certo, fui bem atendido. Sofria muito, não conseguia nem andar, mas agora estou em recuperação e fazendo fisioterapia”, afirmou Ezequias.

Também atendido no hospital de Rio Brilhante, Valdemir Rodrigues, 47 anos, fez a mesma cirurgia em fevereiro deste ano. “A gente mora em Ponta Porã, e ele chegou a ser encaminhado para fazer o procedimento em Amambai, mas deu certo de fazer em Rio Brilhante. O atendimento foi excelente, o hospital é pequeno, acolhedor, os médicos e toda a equipe é atenciosa. É desnecessário ir para Campo Grande se mais perto da gente tem hospital bom”, disse a esposa dele, Clécia da Silva Braga.

Morador de São Gabriel do Oeste, José Claudino de Oliveira, 61 anos, fez cirurgia de retina no hospital de Costa Rica, há duas semanas. “Ele é diabético, teve um sangramento e por isso foi atendido numa primeira consulta em Costa Rica, onde fizeram uma aplicação. Desde o começo deu tudo certo, apesar de ser mais longe de São Gabriel, a gente percebeu que é um hospital preparado, com menos riscos”, afirmou a esposa dele, Adriana Aparecida de Oliveira, 55 anos.

O lavrador Luiz Gonzaga da Silva, 66 anos, acompanhou a esposa Maria José dos Santos, 69 anos, que também realizou a cirurgia de retina em Costa Rica. “Foram uns 60 dias entre fazer a primeira consulta e a cirurgia. Achei rápido demais e deu tudo certo”, disse Luiz, que é morador de Coxim.

Municípios

O secretário de Saúde de Costa Rica, Daniel Rayckson Santos, explica que a parceria do município com o Governo do Estado contribui para descentralizar o atendimento aos pacientes em municípios como Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. Com a organização é possível diminuir o tempo de espera do paciente pela cirurgia, que é realizada em aproximadamente 90 dias.

“Costa Rica vem neste caminho da regionalização, com suporte para pacientes de vários municípios. Realizamos diversos atendimentos, especialmente a cirurgia de retina que tinha fila de espera. Conseguimos equipe e aporte de recursos do Estado para fazer os procedimentos oftalmológicos”, disse Santos.

A unidade de saúde de Costa Rica também realiza exames de ressonância e tomografia, e ainda tem previsão de expandir os serviços oferecidos com exames de endoscopia e colonoscopia. “É o grande intuito da regionalização do Estado, além da questão da retina, fazemos cirurgias de joelho, quadril, e recebemos pacientes de diversos municípios que estão aguardando há muito tempo e não conseguiram ser atendidos em Campo Grande, por exemplo. Foi um mecanismo criado para desafogar as cidades maiores e fazer a fila de espera andar”, afirmou o secretário de Saúde de Costa Rica.

Com ofertas de cirurgias ortopédicas – prótese de quadril, ligamento e menisco –, além da área de urologia, o município de Rio Brilhante já atendeu mais de 700 pacientes de todo o Estado desde 2023.

“Aliado a programas do Estado, com recursos que contribuem para dar mais qualidade de atendimento aos pacientes, conseguimos investir em equipamentos e infraestrutura física. Nosso município é referência em ortopedia para a região”, explicou a secretária de Saúde de Rio Brilhante, Lívia Baungaertner.

O município pretende expandir os atendimentos nas próximas etapas, com a realização de cirurgias de amigdalas e adenoide, e no próximo mês deve iniciar o procedimento minimamente invasivo utilizado para tratar cálculos urinários (pedras nos rins ou ureteres) – ureterorrenolitotripsia flexível a laser.

“Hoje os serviços são superlotados, nos grandes centros, que não dão mais conta dos atendimentos. Por meio dessa proposta do Governo do Estado regionalizado e descentralizando, é melhor para a população, que fica mais perto de casa e um atendimento de qualidade”, disse a secretária.

A secretária de Saúde de Coxim, Fernanda Berigo, explica que no município são oferecidos diversos tipos de cirurgia para pacientes de todo o Estado. “Procedimentos eletivos de ginecologia, otorrino, cirurgia geral e vascular, além de ortopedia nas áreas de quadril e joelho, e recentemente incluímos ombro e cotovelo. Conseguimos trazer profissionais para fortalecer as ações e limpar a fila”.

Para fortalecer os procedimentos que já eram realizados na unidade, foram inseridas novas subespecialidades, contribuindo para a continuidade da regionalização. “Percebo, que a partir do momento que a regionalização é fortalecida, com especialidades, aumentamos as cirurgias. Os pacientes de outros municípios confiam no nosso serviço. E estamos trabalhando a questão cultural mesmo, com conversas próximas aos familiares, mostrando que aqui em Coxim tem conforto., lotação menor e atendimento de qualidade”, explicou Fernanda.

Como parte do projeto de regionalização o município já atendeu pacientes de 43 cidades, além de ser referência na área de urgência e emergência na região norte do Estado, com oferta de dez leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). “A regionalização está acontecendo e é um sucesso, por meio da parceria com o Estado, que não nos deixa desassistidos. Oferecemos hemodiálise para 70 pacientes da nossa região. Estamos fortalecendo a atenção primária especializada e ambulatorial, fora do hospital”, disse a secretária de Saúde de Coxim.

Modelo

novo modelo de regionalização da assistência hospitalar em Mato Grosso do Sul vai otimizar a capacidade e descentralizar os atendimentos dos hospitais regionais, beneficiando diretamente a população nos 79 municípios.

A atenção hospitalar, parte da assistência à saúde, é planejada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) de maneira a contemplar diferentes áreas e necessidades de atendimento para todas as regiões do Estado.

Uma das principais mudanças da regionalização da assistência hospitalar é a criação de cinturões de média complexidade em torno das cidades que são referência em alta complexidade dentro das macrorregiões de saúde de Mato Grosso do Sul.

“Os hospitais viram uma oportunidade com o novo modelo, a partir do atendimento, procedimentos e cirurgias que não são de alta complexidade. Com o financiamento adequado, essas unidades de saúde deixam de enviar pacientes para os grandes centros, fazendo o atendimento no próprio local. Os hospitais do interior têm qualidade e agora estão conseguindo contribuir para reduzir o número de pacientes que guardam atendimento”, disse o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões.

Os hospitais de referência das macrorregiões estão em Campo Grande (Região Central), Dourados (Cone Sul) e Três Lagoas (Costa Leste). O conceito visa garantir que esses hospitais de referência se concentrem nos atendimentos de alta complexidade, enquanto cidades vizinhas assumem os atendimentos de média complexidade, evitando sobrecarga e proporcionando assistência mais próxima ao paciente.

No processo de implantação desse modelo, o Governo do Estado tem atuado com uma série de ações que incluem renovação de contratos, projetos de capacitação e investimentos em infraestrutura. Os investimentos, realizados desde 2023 até agora, para colocar a operação em prática, já somam de mais de R$ 1,8 bilhão, que incluem obras executadas pelo Estado e por meio de convênios com os municípios, aquisição de equipamentos e veículos, incentivo hospitalar, MS Saúde e repasses aos municípios.

Para o atendimento de alta complexidade, as cidades de referência continuam sendo Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. Já as cidades menores ao redor formam um “cinturão” ao assumirem a média complexidade, garantindo que procedimentos menos complexos sejam resolvidos mais próximos das residências dos pacientes. O modelo reduz deslocamentos desnecessários e melhora a eficiência do sistema de saúde.

Todo o planejamento foi apresentado aos deputados estaduais durante uma reunião de trabalho, no dia 4 de junho, com o governador Eduardo Riedel, além de Simões e da secretária especial de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni.

Na prática, na macrorregião Costa Leste, a cidade Três Lagoas recebe casos de alta complexidade, enquanto outras cidades como Bataguassu, Paranaíba, Aparecida do Taboado, Costa Rica, Cassilândia e Chapadão do Sul absorvem a média complexidade. Na macrorregião Central, Campo Grande atende alta complexidade, enquanto municípios como Aquidauana, Coxim, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia, Maracaju, Bela Vista e Jardim assumem a média complexidade. Já na macrorregião Cone Sul, Dourados é referência para alta complexidade, enquanto cidades como Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Rio Brilhante e Fátima do Sul absorvem casos de média complexidade.

Tudo isso foi definido com base em estudos e após planejamento minucioso da SES, que levou em consideração diversos indicadores e dados que contribuíram para a elaboração do novo modelo de regionalização de assistência hospitalar do Estado.

“Nós fizemos um diagnóstico das necessidades em saúde de cada região do Estado, além de estudar o desenvolvimento econômico e social. Ter a informação do quanto os municípios estão investindo em saúde, me ajuda a direcionar o recurso. Com isso estabelecemos uma proposta para incentivar a produtividade e os municípios aprovaram e já estão trabalhando desta forma”, disse Simões.

Entre os benefícios do novo modelo está a redução da sobrecarga nos hospitais de alta complexidade, atendimento mais ágil e próximo ao paciente, melhor distribuição de recursos hospitalares, maior disponibilidade de vagas para casos graves nas referências. Com essa estratégia, a regionalização da saúde se torna mais eficiente, beneficiando tanto pacientes quanto a gestão hospitalar.

Financiamento

O novo modelo de financiamento para os HPPs (Hospitais de Pequeno Porte) do Estado foi apresentado ontem (1°), por Simões, aos deputados estaduais. A iniciativa visa reduzir as filas por diagnósticos, procedimentos e cirurgias, com incentivo financeiro para a produção de serviços e, consequentemente, ampliação do número de atendimentos em 66 hospitais do interior de MS.

O programa será baseado em duas linhas de financiamento, com ‘incentivo fixo’ (repasse para que as unidades mantenham sua estrutura aberta e em funcionamento) e incentivo variável (bonificação diretamente relacionada à produção de serviços, diagnósticos ou terapêuticos). A abordagem estimula os hospitais de pequeno e médio porte, que muitas vezes não realizam procedimentos de baixa e média complexidade por falta de incentivo, e desafoga assim os grandes centros hospitalares que acumulam esses atendimentos. Os procedimentos previstos para serem incentivados nesses hospitais incluem urgência e emergência, materno-infantil, cirurgia geral, geniturinária e traumato-ortopedia.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto de capa e galeria 1: Prefeitura de Costa Rica
Galeria 2: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo


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Informações

Experiência educativa do Detran sobre álcool e direção conscientiza visitantes no Pantanal Tech

Pela primeira vez, o Detran-MS marca presença no Pantanal Tech, evento que acontece entre os dias 26 e 29 de junho em Aquidauana e que une inovação, cultura, sustentabilidade, inclusão e ações de impacto social no coração do Pantanal sul-mato-grossense. A participação do órgão inclui oferta de serviços presenciais, digitais e atividades educativas.

No stand do Detran, quem visita encontra mais do que atendimento: encontra acolhimento, informação e acesso a serviços que facilitam a vida. São consultas, orientações e demonstrações práticas dos serviços digitais que hoje agilizam processos e aproximam o órgão da população.

Heliana e Juliana orientando o prefeito de Aquidauana, Mauro do Atlântico

Representando a equipe do Detran de Aquidauana, a assistente de atividades de trânsito Heliana de Oliveira Palermo Gonçalves destacou a importância da presença local no evento. “Viemos com todo pessoal trazendo a tecnologia do Detran para mostrar para todo o público que passar aqui nos 4 dias de evento. É um evento sobre tecnologia e o Detran não está longe disso, pois tem hoje muita tecnologia. Estamos aqui com a Glória, nossa assistente virtual para apresentá-la para a população, pois ela traz bastante agilidade nos serviços, mas também estamos prontos para atender quem necessita dos nossos serviços e para orientar”.

Um dos destaques da estreia do Detran no Pantanal Tech são os óculos simuladores de embriaguez, que permitem aos visitantes adultos vivenciar os efeitos do álcool na visão e nos reflexos. A experiência tem caráter educativo e busca conscientizar sobre os riscos reais de dirigir sob efeito de bebida alcoólica.

Adriana fez o circuito incentivada pelo filho pequeno

A gerente de Campanhas e Projetos, Glaucimara Hova, enfatizou o impacto positivo da atividade. “A educação também está aqui no Pantanal Tech MS com vários outros serviços do Detran-MS. E nós estamos aqui com o óculos que simula embriaguez. então nós estamos convidando todas as pessoas que passam aqui para conhecer também, e fazer essa vivência e refletir como que é perigoso, como você perde a noção de profundidade, de distância quando você bebe, e isso põe em risco toda a sociedade”.

A vivência impressionou visitantes como a enfermeira Renata Aparecida Pereira Dantas, da Sesau de Aquidauana, que fez questão de relatar sua reação. “Horrível a experiência sério mesmo. É bom para conscientizar as pessoas, porque não tem como dirigir nem tomando um pouquinho. Eu que não tenho o costume de beber fui no que ele falou que era o mínimo que pra mim já foi o máximo. Também fui no máximo, e foi quase um coma mesmo, horrível. Se beber não dirija porque não tem como”.

A indígena Adriana Andrea Vitorino França, da Aldeia Olho D’água, em Dois Irmãos do Buriti, também experimentou o circuito e compartilhou sua reflexão. “Minha experiência com o óculos, foi muito dificultosa, acredito que aqui nesse circuito eu tive muita dificuldade, mesmo o menino me ajudando. Eu fico imaginando no volante como seria, pior ainda a sensação, saber que um pouquinho de álcool já desequilibra, por isso devemos pensar e analisar antes de beber e dirigir pois não estamos colocando só a nossa vida em risco, mas também de outras pessoas”.

Gabriela ainda não é habilitada, mas diz que já aprendeu a lição

Mesmo quem ainda não tem habilitação saiu impactado. A acadêmica de Agronomia Gabriela Painel, da UEMS de Cassilândia, contou que já aprendeu uma lição importante. “Se eu tiver embriagada eu não saio nem do lugar gente. Muito estranho e eu não quero dirigir embriagada, porque é muito esquisito. Se eu já não enxergo direito com uso de óculos, imagina sem? E embriagada? Não dá bom não!”

Para o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, a participação no evento traduz o compromisso do órgão com a modernização e o atendimento próximo à população. “O investimento em tecnologia traz essas vantagens: é permitir que o cidadão tenha acesso aos serviços com agilidade e de onde estiver. Hoje, aqui no Pantanal Tech, conseguimos mostrar na prática como é possível unir inovação com presença, levando informação, atendimento e orientação para todos. A essência do Detran-MS é essa: ser eficiente, acessível e cada vez mais humano”, destacou.

O Diretor-Executivo do Detran-MS, João Cesar Mattogrosso, também marcou presença no evento e enalteceu a iniciativa que destaca pilares da gestão estadual de um governo próspero, verde, digital e sustentável.

Além do Gerente Regional de Aquidauana, Tony Luiz Lemos da Silva, o 2° Pantanal Tech MS conta com a participação da gerente da Agência Regional de Trânsito de Campo Grande, Juliana Castro, junto às equipes de atendimento ao público, educação e fiscalização.

Durante os quatro dias de evento, o Detran-MS irá oferecer atendimentos nas áreas de veículos, habilitação e multas. É possível realizar a transferência de propriedade, desde que o veículo já tenha passado por vistoria válida, além da emissão do CRV em casos de mesmo proprietário nas mesmas condições. Também estão disponíveis a emissão da guia de licenciamento, consultas e orientações gerais.

Na área de habilitação, os serviços incluem a emissão de segunda via da CNH, alteração de endereço, solicitação da Permissão Internacional para Dirigir (PID), emissão da CNH definitiva e atualização de dados cadastrais. O público também pode consultar informações sobre multas, emitir guias de pagamento e esclarecer dúvidas diretamente com a equipe técnica.

Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Foto: Rachid Waqued

Informe

Mais de mil peças de inverno confeccionadas em penitenciária são entregues ao Hospital São Julião

Mais de mil gestos de solidariedade saíram da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande, para aquecer pacientes no Hospital São Julião. Ao todo, 1.019 peças de inverno — entre bermudas, camisetas, calças, blusas, casacos, almofadas e mini-travesseiros — foram confeccionadas por reeducandos da unidade e entregues oficialmente à instituição hospitalar, em uma ação que alia ressocialização com empatia e compromisso social.

A oficina da Gameleira II não costura apenas roupas, mas novas perspectivas. Os internos aprendem um ofício, conquistam remição de pena e, principalmente, resgatam sua autoestima e papel social.

A iniciativa é uma das frentes de retribuição social da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e também integra o programa Malharia Social, da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), que doou máquinas de costura para unidades prisionais de Mato Grosso do Sul.

Parceria que aquece vidas

As peças foram produzidas ao longo de dois meses, em uma oficina que hoje representa muito mais do que um espaço de costura: é lugar de recomeços. “Essa ação demonstra como o trabalho prisional pode gerar transformações reais na vida de quem está privado de liberdade — e também na de quem está fora dos muros, mas enfrenta outras batalhas, como a luta contra doenças”, comentou a diretora de Assistência Penitenciária da AgepenMaria de Lourdes Delgado Alves, durante a entrega dos itens de inverno esta semana.

Para a dirigente, a produção dentro do presídio simboliza o impacto positivo da união entre políticas públicas e projetos voltados à ressocialização. “Graças aos esforços das nossas equipes e das instituições envolvidas, conseguimos trazer programas que ressignificam a privação de liberdade com capacitação e dignidade”, destacou.

Representando a Coordenação de Educação, Cultura e Esporte da Senappen no ato, policial penal federal Carlos André dos Santos Pereira, reforçou o papel do programa. “A Malharia Social seleciona quem quer a mudança. Nem todos conseguem estar aqui, então quem está, merece. Vocês são parte da sociedade e têm o direito de recomeçar. O trabalho de vocês é visto e reconhecido como essencial”, disse.

Cada item foi cuidadosamente elaborado para proporcionar conforto e calor aos pacientes do Hospital São Julião, referência em atendimento de doenças como hanseníase e tuberculose. A coordenadora de Relações Institucionais da entidade, Cátia Almeida, emocionou-se durante a solenidade de entrega: “Esse trabalho de vocês tem um valor imenso. É empatia em forma de tecido. Vocês estão ajudando alguém a ajudar alguém. E isso mobiliza toda a sociedade”, agradeceu. “A qualidade do que vocês fazem é reconhecida por todos que conhecem esse projeto”, complementou.

O hospital fornece os insumos, enquanto a agência penitenciária entra com a mão de obra e o maquinário, permitindo que o trabalho prisional beneficie diretamente a população. Essa já é a segunda entrega realizada pela penitenciária ao São Julião. No início deste ano, mais de 600 itens também foram produzidos dentro da parceria.

Tecendo cidadania

A produção contou com a dedicação de quatro internos que atuam diretamente na oficina de costura da penitenciária. Um deles é P. P. L., de 41 anos, que há quase dois anos coordena os trabalhos no setor. Sem nenhuma experiência anterior na área, foi dentro da prisão que aprendeu tudo — do corte à finalização das peças. Hoje, ele já soma 10 anos de experiência com costura em diferentes unidades prisionais e comemora as conquistas pessoais: “Já me formei em Gestão Imobiliária e agora estou concluindo Administração. Tudo dentro do sistema”, revelou.

Para o reeducando, mais que um trabalho, a atividade é uma forma de ajudar o próximo: “É gratificante saber que algo feito por nós pode levar dignidade a quem precisa”, afirmou.

O sentimento é compartilhado por J. S., de 59 anos, outro interno envolvido na produção. Há apenas três meses na oficina, ele relembra as origens: “Minha mãe era costureira, talvez tenha herdado algo dela. Aqui, estou aprendendo tudo. E faço com gosto, porque é uma obrigação também moral”, disse.

Também participaram da entrega das peças na Gameleira II, o coordenador do Núcleo do Sistema Penitenciário da Defensoria Pública de MS, defensor Maurício Augusto Barbosa; a chefe da Divisão do Trabalho da Agepen, Elaine Alencar; a chefe da Divisão de Assistência Educacional, Rita de Cássia Argolo Fonseca; a coordenadora do setor de Conservadoria do Hospital São Julião, Fabiana Farias; o diretor da penitenciária, Evandro Mota; e o policial penal federal Sidney Alex Silva dos Santos.

Comunicação Agepen/MS

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