sábado, 7 de março de 2026
Informe

Prefeitura mobiliza servidores em ação de conscientização sobre o diabetes

Iniciativa do Programa Ambulatorial de Serviços de Atendimento Especializado reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e dos cuidados contínuos diante do aumento de casos na cidade

Em Dourados, o número de pessoas diagnosticadas aumentou 29% e reforça o alerta para a prevenção. Foto: Assecom/Divulgação

A Prefeitura de Dourados, por meio do Programa Ambulatorial de Serviços de Atendimento Especializado – PASAE, realiza nesta sexta-feira, 28, uma manhã especial de conscientização sobre o diabetes, com foco na prevenção, diagnóstico precoce e promoção da saúde. O evento será das 7h ao meio dia, no Paço Municipal, e é voltado especialmente aos servidores públicos municipais.

A programação inclui aula de alongamento, orientações nutricionais, distribuição de materiais educativos, aferição de glicemia capilar e informações sobre cuidados com o pré-diabetes, entre outras ações voltadas à melhoria da qualidade de vida.

Em Dourados, o número de pessoas diagnosticadas reforça o alerta, atualmente, 9.215 moradores convivem com diabetes, contra 7.121 em 2022. O aumento de 29% no diagnóstico da doença no período de três anos segue a tendência observada em todo o país.

Para a secretária adjunta de Saúde, Terezinha Picolo, a mobilização reforça o compromisso da gestão com a prevenção e o cuidado integral das pessoas que vivem com a doença. “O diabetes é uma condição que muitas vezes se manifesta de forma silenciosa, por isso é essencial manter os exames em dia e adotar hábitos saudáveis. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para garantir mais qualidade de vida e evitar complicações futuras”, destacou.

O evento integra o conjunto de ações da Prefeitura de Dourados voltadas à promoção da saúde neste mês de novembro, incentivando práticas como atividade física regular, alimentação equilibrada e monitoramento constante da glicemia.

SOBRE O DIABETES

Diabete é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-a em energia para manutenção das células do organismo. O diabete pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional. A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Comportamentos saudáveis evitam não apenas o diabetes, mas outras doenças crônicas, como o câncer.

TIPO 1

O Diabetes Melito tipo 1 (DM1) é uma doença crônica não transmissível, hereditária, caracterizada pela destruição das células do pâncreas (beta-pancreáticas) responsáveis pela produção e secreção de insulina, o que resulta em uma deficiência na secreção deste hormônio no organismo. O pico de incidência do DM1 ocorre em crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, e, menos comumente, em adultos de qualquer idade, embora o diagnóstico em pessoas adultas também seja recorrente. No Brasil, estima-se que ocorram 25,6 casos por 100.000 habitantes a cada ano, sendo considerada uma incidência elevada. O tratamento exige o uso diário de insulina para regular os níveis de glicose no sangue, evitando assim complicações da doença.

TIPO 2

O diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. A causa do diabetes tipo 2 está diretamente relacionado ao: sobrepeso; sedentarismo; triglicerídeos elevados; hipertensão e hábitos alimentares inadequados. Por isso, é essencial manter acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras doenças, que podem aparecer junto com o diabetes. Cerca de 90% dos pacientes diabéticos no Brasil têm esse tipo.

Informe

GGIT: atuação integrada reflete na redução da mortalidade no trânsito em Campo Grande

O Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT) de Campo Grande, encerrou quarta-feira (26) o calendário de reuniões de 2025 apresentando resultados positivos na redução de mortes no trânsito em Campo Grande. No encontro, realizado no auditório do Detran-MS, foram debatidos os indicadores que orientam a política de segurança viária na capital e as ações integradas previstas para o próximo ano.

O diretor de Trânsito da Agetran, Ciro Vieira Ferreira, apresentou a ampliação do sistema de câmeras nas ruas de Campo Grande. Como o sistema faz monitoramento diário e tem parceria com a Gerência Especial de Fiscalização e Segurança Viária do Detran-MS, é possível localizar veículos com excesso de multas e que circulam de forma irregular pela cidade.

Ruben Ajala, gerente de Fiscalização e Patrulhamento Viário do Detran-MS

A integração das instituições vai além do monitoramento na cidade. Em dezembro, inicia o programa Rodovida, de ações de segurança desenvolvidas nas estradas estaduais e federais de todo o país. Os órgãos que compõem o GGIT participarão das ações, que são coordenadas pela Polícia Rodoviária Federal.

Redução de Mortes

Durante a reunião, o coordenador do G.A.A.T (Grupo de Análise de Sinistros de Trânsito) do GGIT e conselheiro do CETRAN-MS (Conselho Estadual de Trânsito), Renan Soares Cunha, apresentou dados sobre a redução do número de mortes ocasionadas por sinistros de trânsito.

Os dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostram uma evolução positiva na redução do número de mortes. De 2011, ano em que o Programa Vida no Trânsito foi implantado em Campo Grande, até 2020, houve redução de 41,6% na taxa de mortalidade por sinistro de transporte terrestre.

“Um resultado alinhado com os princípios do Pnatrans e da Visão Zero, que buscam transformar o trânsito em um ambiente seguro para todos os usuários, independentemente do modo de deslocamento”, afirmou Renan.

Regina Maria Duarte, Presidente do Cetran-MS e Focotran

Em MS, a redução do número de mortes foi de 26,5%, no intervalo de 2011 a 2020, demonstrando que a integração da sociedade civil e das entidades ligadas ao trânsito vem surtindo resultado também no interior de MS.

“Estamos percorrendo vários estados do país pelas ações do Focotran e vemos como estamos avançados nessa questão de integração dos órgãos”, disse a presidente do Cetran-MS (Conselho Estadual de Trânsito) e FOCOTRAN (Fórum Nacional dos Conselhos de Trânsito), Regina Maria Duarte.

Ciclistas

Desde 2011, são registradas reduções contínuas nos óbitos de ciclistas. De 76 óbitos registrados em 2011, o número caiu para 6 em 2021, 6 em 2022, 4 em 2023, 5 em 2024, e até novembro de 2025, nenhum óbito de ciclista foi registrado.

Diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade Junior

Ao analisar a trajetória das ações em busca dessa redução, é possível observar que a ampliação do sistema cicloviário foi uma das ações decisivas. Em 2005, Campo Grande possuía 3,2 km de ciclovia por 100 mil habitantes. Hoje, são 103 km, com previsão de aumento de mais 6,9 km.

“Hoje, Campo Grande possui uma quantidade de quilômetros de ciclovia por 100 mil habitantes muito superior ao que já teve no passado. A cidade figura entre as 10 melhores do país nessa relação”, enfatizou Renan Soares Junior.

O Diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade Junior, que participou da criação do GGIT em 2011, quando era diretor da Agetran, elogiou a integração das instituições que permanece em Campo Grande e contribuiu para a redução da mortalidade.

Como especialista em engenharia de trânsito, Rudel ainda chamou atenção para uma mudança de comportamento que também influenciou a redução das mortes de ciclistas. Para ele, houve uma migração do uso de bicicletas para motocicletas em Campo Grande e em outras cidades.

“Os dados consolidados indicam uma alteração significativa no padrão de deslocamento em Campo Grande. Observamos uma migração do uso da bicicleta para a motocicleta, o que se reflete diretamente nas estatísticas de sinistros. Em 2025, não houve registro de mortes relacionadas a acidentes com bicicletas, enquanto os casos envolvendo motociclistas continuam em crescimento, evidenciando a necessidade de atenção redobrada às políticas de segurança viária”, explicou Rudel.

Em 2025, das 57 mortes por sinistros de trânsito em Campo Grande, 42 envolviam motociclistas.

Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT)

O Grupo de Gestão Integrada de Trânsito pretende manter as ações de educação e fiscalização voltadas para motociclistas e ainda estuda retomar campanhas voltadas para pedestres. Dados do G.A.A.T mostraram que, até novembro de 2025, foram registradas 12 mortes de pedestres em sinistros de trânsito em Campo Grande.

Emmanuelly Castro e Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Fotos: Rachid Waqued/Detran

 

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