sábado, 7 de março de 2026
Informações

Prefeitura segue com vacinação antirrábica na área rural nesta semana; veja pontos

Ação realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, através do Centro de Controle de Zoonoses, integra força-tarefa que já imunizou mais de 13 mil cães e gatos em Dourados desde agosto e agora acontece nos distritos

Além das ações itinerantes, equipes do CCZ oferecem a dose de forma gratuita durante todo o ano na sede da instituição

A força-tarefa da Prefeitura de Dourados para imunizar o maior número possível de cães e gatos continua, com foco em saúde humana e animal. Durante esta semana, as equipes do Centro de Controle de Zoonozes (CCZ), seguem com a vacinação antirrábica na área rural, dentro da mobilização iniciada em agosto, juntamente com o Governo do Estado, que encaminha diversas ações ‘extramuros’ no município.
Nesta terça-feira (14), a equipe do CCZ imuniza os pets contra a raiva, na Unidade Básica de Saúde de Macaúba, das 08h às 13h. Na quarta-feira (15), a ação acontece no Altos da Lagoa, na quinta-feira (16), no Cerrito e na sexta-feira (17), no Distrito de Picadinha, sendo nessas três regiões de forma itinerante.

A recomendação é que os animais, a partir dos três meses de idade, tomem a dose da vacina anualmente. A raiva é uma doença viral aguda e grave que atinge mamíferos, inclusive humanos, e apresenta letalidade próxima de 100%. A transmissão ocorre por meio da saliva de animais infectados, o que torna a vacinação indispensável.

Vale destacar que o imunizante é seguro e essencial, mas sua aplicação deve ser adiada em casos de febre, infecção, diarreia intensa, doenças em curso ou tratamentos com corticoides e imunossupressores.
Com os direcionamentos estratégicos para alcançar o maior número de animais possível, a Prefeitura já imunizou entre agosto e setembro, mais de 13 mil animais e, com a contribuição da população que tem atendido ao chamado da campanha, esse número deve ser ainda maior, visto que as ações seguem neste mês de outubro.

Além da mobilização que oferta as doses em pontos estratégicos, a imunização está disponível de forma gratuita, durante todo o ano, na sede do CCZ, situado na Rua Vicente Lara, QD A – Jardim Guaicurus. Para mais informações o contato é: 2222- 2074.

SOBRE A RAIVA

A doença é caracterizada por sintomas neurológicos em animais e seres humanos. O vírus multiplica-se no local da lesão e migra para o sistema nervoso e, a partir daí, para diferentes órgãos. Ela gera uma encefalite aguda capaz de levar as vítimas ao óbito em praticamente 100% dos casos.

‌Estima-se que a cada ano cerca 60 mil pessoas morram no mundo devido à infecção causada pelo vírus da raiva, sendo 40% delas crianças. A eliminação da raiva humana é possível, mas, para isso, é necessário manter os gatos e cachorros domésticos vacinados, além de evitar o contato com animais silvestres.
A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças.

O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado; da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos; concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.
Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas.

Ação Social

Perucas confeccionadas por reeducandas da Capital são entregues à Rede Feminina de Combate ao Câncer

Em um gesto de solidariedade e esperança, o Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, em Campo Grande, realizou no início do mês uma emocionante cerimônia de entrega de 123 perucas confeccionadas por reeducandas do setor de artesanato da unidade. A iniciativa, que integra a programação do Outubro Rosa, simboliza a força do trabalho prisional aliado ao compromisso social e à valorização da vida.

O projeto é fruto de uma parceria entre a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), a Receita Federal do Brasil e a Rede Feminina de Combate ao Câncer, vinculada ao Hospital Alfredo Abrão. Além das perucas, também foram repassados 40 quilos de cabelos humanos apreendidos pela Receita Federal, que servirão de matéria-prima para novas confecções destinadas a pacientes em tratamento oncológico.

Durante o evento, realizado na última terça-feira (7), a presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Rosana Aguilar Macedo, destacou a importância da iniciativa e o impacto que ela causa na vida das pacientes.

“Essas perucas representam autoestima e esperança para quem enfrenta o câncer. Muitas mulheres chegam até nós fragilizadas e saem com um sorriso no rosto. É um trabalho que nos enche de alegria e gratidão. Agradeço à Receita Federal, à Agepen e às internas que confeccionaram com tanto carinho cada peça”, afirmou emocionada.

Foram entregues 123 perucas confeccionadas no presídio e mais 40 kg de cabelo, a partir de apreensão da Receita Federal.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, ressaltou que a ação vai além dos muros do presídio e reforça o papel transformador do trabalho prisional. “Essa é uma das iniciativas mais bonitas que podemos realizar. As internas colocam dedicação e talento em algo que leva amor, autoestima e solidariedade a outras pessoas. Isso mostra que o trabalho prisional é uma ponte de transformação — dentro e fora das unidades”, disse.

O dirigente também agradeceu o engajamento das equipes da unidade penal e das instituições parceiras, destacando que a união de esforços entre Estado, sociedade e instituições é essencial para gerar resultados humanos e duradouros.

O evento contou com a presença das internas e representantes das instituições parceiras.

Presente na entrega, o delegado da Receita Federal em Campo Grande, Zumilson Custódio da Silva, destacou que a destinação dos cabelos apreendidos reflete uma nova postura do órgão, que tem priorizado ações sociais por meio do programa Receita Cidadã.

“Esses materiais, que antes iriam para leilões, agora ganham um novo significado. Transformam-se em solidariedade, em dignidade. Essa parceria com a Agepen e a Rede Feminina mostra o quanto o trabalho conjunto pode transformar vidas”, concluiu.

A diretora do Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, Mari Jane Boleti Carrilho, agradeceu às instituições parceiras e destacou o significado social da iniciativa. “Embora pareça um ato simples, a entrega das perucas representa um gesto de grande valor humano e solidário, resultado do trabalho dedicado das internas com o apoio voluntário da instrutora Dirce Ramos”, informou. A diretora também enfatizou a importância das parcerias com a Receita Federal e da realização da ação durante o Outubro Rosa, reforçando a mensagem de autocuidado e prevenção entre as mulheres.

Para a presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Sueli Lopes Telles, a iniciativa tem um grande valor simbólico da iniciativa. “Essas perucas representam mais do que um acessório. Elas devolvem a confiança e a autoestima das mulheres em tratamento. Nosso hospital é responsável por 72% dos atendimentos oncológicos do Estado e trabalha com amor e acolhimento, em parceria com a Rede Feminina e voluntários que fazem do SUS um verdadeiro símbolo de esperança”, destacou.

Entre os depoimentos emocionantes, a voluntária da Rede Feminina, Amanda Serafini, atendida pelo Hospital Alfredo Abrão, compartilhou sua trajetória de superação. “Perder o cabelo é um dos momentos mais difíceis do tratamento. Muitas de nós não temos condições de comprar uma peruca, e receber uma é um gesto que devolve a autoestima e a vontade de seguir lutando. Agradeço a todos os envolvidos por esse trabalho tão importante”, afirmou destacando a importância do autoexame e do diagnóstico precoce.

A cerimônia também contou com a participação da diretora de Assistência Penitenciária da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves; do diretor de Operações, Flávio Rodrigues; entre outras autoridades e convidados.

Ao final, o sentimento que ficou foi de gratidão e esperança. A entrega das perucas mostrou que o trabalho prisional pode ser um instrumento real de ressocialização, capaz de gerar empatia, dignidade e novas perspectivas de vida — tanto para quem confecciona quanto para quem recebe.

Tatyane Santinoni, Comunicação Agepen/MS

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